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Museu Municipal de Missal - Guia das Artes
Museu Municipal de Missal
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Largo Dr. José Pereira, 43
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Os primitivos moradores da localidade onde hoje se situa a cidade de Morretes, no sopé da Serra do Mar, foram aventureiros e mineradores que procediam de vilas e póvoas paulistas, chegados antes de 1646. Na região, entre 1648 e 1653, foram descobertas jazidas de ouro, localizadas, sobretudo, nos rios do Pinto, Guarumbi e Cubatão. 

Em 1721, o ouvidor Rafael Pires Pardinho, através de provimento, determinou que a Câmara Municipal de Paranaguá demarcasse 300 braças em quadra para servir de local à sede da futura povoação de Morretes, o que só ocorreu em 1733, através de outra provisão, esta do ouvidor Antônio Alves Lanhas Peixoto. Procedeu –se à determinação das terras no “porto”, o qual passou a sediar o povoado que se desenvolveu com extrema lentidão. Só em 1º de março de 1841, pela Lei Provincial de São Paulo nº 16, foi criada a Vila de Nossa Senhora do Porto de Morretes, desmembrando-se o município do de Antonina. Nhundiaquara, por algum tempo - a nova denominação, por força da Lei Provincial nº 188, de 24 de março de 1869 -, Morretes voltou a assim chamar-se em definitivo a partir de 7 de abril de 1870, consoante a Lei Provincial nº 227. 

O progresso de Morretes no século XIX foi devido, exclusivamente, á sua posição entre o litoral e o planalto. Segundo Romário Martins, plantada na raiz da serra, Morretes se situava bem na via fluvial do Cubatão, “no roteiro seguido pelas embarcações que do Porto do Rocio de Paranaguá demandavam o Porto de Cima, onde a navegação se interrompia“. De Paranaguá, os barcos subiam até Barreiros e daí, via rio Nhundiaquara – também chamado de Cubatão - , passando por Morretes, atingiam o Porto de Cima. 

Assim, todo o comércio entre o planalto e o litoral por ela transitava, o que a transformou em importante entreposto. No período compreendido entre 1811 e 1832, essa atividade sobrepujou todas as demais, favorecida pela instalação de vários engenhos de beneficiamento da erva-mate. Entretanto, com a construção da Estrada de Ferro do Paraná, Morretes veio a decair, cessando, inclusive, o movimento dos engenhos de mate. Durante anos a fio muitas de suas atividades comerciais e industriais viveram em plena recessão. 

Inexistem elementos preciosos a respeito do ano em que a casa de Rocha Pombo foi construída e por quem. Conforme documentação da época, quando o Paraná se preparava para as comemorações do centenário de nascimento de um de seus mais ilustres filhos, o historiador, jornalista, escritor e professor José Francisco da Rocha Pombo, foi criada Comissão Estadual que, entre outras sugestões, propôs que, em Morretes, sua terra natal, fosse erguido um monumento em sua homenagem, além de para lá ser transladada uma biblioteca pública, tornando-se, assim, um monumento a sua memória. 

Rocha Pombo ( Morretes, PR, 1857 – Rio de Janeiro, RJ, 1933 ), aos 18 anos de idade, já trabalhava no magistério, lecionando em escola sediada em Anháia. Colaborou na imprensa de Curitiba e em 1879, através de O Povo, iniciou a propaganda republicana. Em 1881, em Curitiba, onde passara a residir desde o ano anterior, publicou seu primeiro livro, A Honra do Barão. Escreveu poemas, contos e romances e deu partida à sua grande obra histórica, que lhe consumiu anos de pesquisa em arquivos e documentos nacionais, pois sua pobreza o impedia de viajar ao exterior. Durante o Império e na República, exerceu, no Paraná, mandatos de deputado. 

Em 1892, na capital do Estado, num descampado que ficava a meio caminho da Água Verde (atual Praça Ouvidor Pardinho), colocou a pedra fundamental do prédio que, pretendia, seria a primeira universidade do Paraná, a qual, sem amparo, tanto do governo do Estado quanto da União, só em 1912 viria a ser efetivada. Em Curitiba, ao lado de Júlio Perneta, Euclides Bandeira, Silveira Netto, Ricardo de Lemos e Dario Veloso (o grupo inicial), fez poesia simbolista, influenciado pelas obras que João Itiberê da Cunha trouxera da Europa. Em 1897 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde se dedicou ao jornalismo e ao magistério, na então Escola Normal do Distrito Federal (atual Instituto de Educação do Rio de Janeiro). Autor, entre outras, de História de Brasil, em 10 volumes (1915 a 1917), Compêndio de História da América (1900 a 1925) ,História da América (1903), Paraná-Santa Catarina (1905), Nossa Pátria (1917, que teve mais de 80 edições), História de São Paulo (1919), História do Paraná (1929), História do Rio Grande do Norte (1922), História Universal (1928). Membro da Academia Paranaense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, eleito para a Academia Brasileira de Letras, não chegou a empossar-se por haver falecido. 

Essa casa em que Rocha Pombo nasceu é moradia simples, de um pavimento, construída em alvenaria mista (pedra e tijolos) em meio a área ajardinada cercada por muro com gradil de ferro, com duas frentes, uma para o largo e outra para o Rio Nhundiaquara. Aberturas encimadas por vergas em arco de semicírculo, bandeiras fixas, janelas sistema de Guilhotina, divididas em quadrículos. Cobertura em telhado de quatro águas, telha capa-e-canal, arrematada por beiral em cimalha. Restaurada pelo governo do Paraná e pela prefeitura de Morretes, e a casa foi adaptada para os serviços de biblioteca municipal local.

Contato
Telefones: (41) 3462-3620 / 3462-4249
Fax: (41) 3462-1266
E-mail: morretes-cultura@hotmail.com
* Os horários podem variar em função de férias e feriados. Recomendamos ligar antes para verificar.
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