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NAS ÁGUAS QUE SE ESCONDEM-2019-11-30 - Guia das Artes
NAS ÁGUAS QUE SE ESCONDEM
Evento encerrado
NAS ÁGUAS QUE SE ESCONDEM
Quando aconteceu
Sábado, 30 Novembro até Sábado, 18 Janeiro
Local
Espaço Cultural Correios Niterói
Avenida Visconde do Rio Branco, 481
Conteúdo

 

COLETIVA COM NOVE ARTISTAS MULHERES OCUPA O ESPAÇO CULTURAL CORREIOS NITERÓI E RETRATA A HISTÓRIA DA INSTITUIÇÃO E DA CIDADE, QUE COMEMORAM ANIVERSÁRIO NO MÊS DE NOVEMBRO.

 

 

No mês em que o palácio dos Correios completa 105 anos e o Espaço Cultural Correios Niterói comemora cinco anos de funcionamento, nove artistas mulheres vão ocupar os espaços comuns do local com a exposição "Nas águas que se escondem", que será inaugurada no dia 30 de novembro.

“Queremos brindar o público com esta grande exposição de arte contemporânea para que as pessoas percebam a importância do palácio como espaço para a arte, afirma Denise Anne, diretora dos Correios Niterói.

Carolina Kaastrup, Edna Kauss, Fátima Pedro, Ivani Pedrosa, Myriam Glatt, Roberta Paiva, Talita Tunala, Vanessa Rocha e Yoko Nishio irão apresentar obras in situ, instalações, objetos, postais e vídeos que dialogam com a arquitetura eclética do palácio dos Correios, com sua função originária (como a troca de cartas e postais), com a localização e a paisagem que envolve o edifício e a história de Niterói, única cidade fundada por índios. “Água que se esconde”, que inspira e dá título à exposição, é uma das possíveis traduções do nome tupi da cidade de ‘Niterói (outrora "Nictheroy" ou "Nitheroy"), é

Segundo a curadora, Marisa Flórido, “a exposição, ‘Nas águas que se escondem’, revolve, como fazem as ondas e as marés, as camadas de memórias esquecidas, de histórias submersas, de trocas perdidas e atualizadas, de paisagens desveladas. “

O carteiro é o ponto de partida da coletiva, retratado na obra “s/ título”, composta por diversas camisetas produzidas pela artista Carolina Kaastrup, que trazem as formas geométricas e as cores do uniforme, dispostas na fachada do palácio. Entre o corpo do prédio e o do público, flâmulas flutuam ao vento, em fragilidades e persistências.

No centro das escadas, do 2º andar ao térreo, vindo na claraboia, Edna Kauss instala "Tempestas", obra nas cores azul, amarelo e verde, composta por tubos de poliuretano e cabos de luminosidade contínua. Tempestas do latim, de onde vem a palavra “tempestade”, significa “tempo entre dois momentos”, como um raio que divide o céu, como um signo de advertência.

Em uma mesa fica a obra "Voa depressa", da artista Fátima Pedro. Em alusão às cápsulas colocadas nos pés dos pombos-correio, a obra é composta por desenhos sobre papel, em forma de cilindro, com imagens de fragmentos do corpo de um pombo.

Já Ivani Pedrosa ocupa as balaustradas internas do varandão localizado no primeiro andar, com a obra "Ao Léu IV", uma instalação composta por letras cortadas em PVC com as cores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e as palavras "SIM" (amarelo) e "NÃO" (azul), além de bolas de isopor com tamanhos variados. A intenção da artista é subverter a telegrafia ao convidar o público para escrever sua palavra de ordem nas bolas de isopor, bem como resgatar o objetivo dos Correios: a escrita à mão de mensagens e missivas.

Myriam Glatt apresenta placas de papelões pintados em cores tonais e em dimensões variáveis, ao redor dos seis conjuntos de colunas do pavimento térreo. A obra "Imoscapos" intervém na arquitetura do palácio de 1914, no encontro de um material efêmero como o papelão e as colunas centenárias. "O real e o imaginário se unem nesse abraço, dando ao espectador que transita a experiência do convívio direto com a obra e o convidando a circular ao seu redor", explica a artista.

“Abape ende?”, em tupi antigo, significa “Quem és tu?”. Título da instalação de Roberta Paiva, composta por três puçás (rede em cone para pesca), contendo espelhos de bolsa com a pergunta "Abape ende?", que poderão ser retirados e levados pelo público. Roberta pretende devolver espelhos - objetos que eram dados aos índios pelos portugueses em troca de madeira - ao visitante não como um souvenir, mas como uma reflexão e uma interrogação a ser respondida: 'Afinal, quem és tu? O que trazes dos povos que aqui habitaram?'

Em alusão à "Revolta das Barcas", ocorrida em 1959 na estação das barcas e que levou ao protesto da população contra um serviço alternativo e ineficiente, Talita Tunala traz "Opus magnum", instalação composta por um barco desgastado de fibra de vidro de 1,35m x 3m, que a artista recupera para uso, e no qual ela intervém com desenhos, acompanhado de uma narrativa fabular que mistura história, ação e ficção. A obra se apresenta como um instante suspenso de uma ação que só será concluída posteriormente, após o encerramento da exposição, com o retorno do barco ao mar.

No térreo, no hall entre a escada e o elevador, a artista Vanessa Rocha apresenta "S/ título", um conjunto de aquarelas, no formato de postais (10cm x 15cm) dispostos em um display, que remetem a um tempo suspenso e abordam a precariedade da memória, da comunicação e das relações.

Com “Mirantes”, a artista Yoko Nishio reenquadra os dispositivos de segurança do edifício por meio duas estratégias: duas pequenas pinturas de câmeras de vigilância localizadas próximas às câmeras reais; e a colocação no piso do hall da entrada de quatro pequenos tablados circulares. Posicionados sob a mira das câmeras de segurança presentes no local, esses tablados convidam o espectador a pisar na sua superfície e a devolver a mirada, criando um jogo imaginário com os enquadramentos produzidos por tais dispositivos de vigilância.

 

Serviço:


Abertura: 30/11/2019, às 15h

Visitação: Até 18/01/2020

Local: Espaço Cultural Correios Niterói

Endereço: Avenida Visconde do Rio Branco, 481

Funcionamento: de segunda-feira a sábado, das 11h às18h (exceto feriados)

Entrada franca

Contato
+55 21 2503-8550

rjeccniteroi@correios.com.br
* Os horários podem variar em função de férias e feriados. Recomendamos ligar antes para verificar.
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