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resumo - Guia das Artes
Franz Weissmann
Informações
Nome:
Franz Weissmann
Nasceu:
Knittelfeld - Áustria (15/09/1911)
Faleceu:
Rio de Janeiro - RJ - Brasil (18/07/2005)
Obras deste artista
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Obra 99
Obra 100
Sobre o artista

Franz Joseph (às vezes escrito como Josef) Weissmann (1911 - 2005) foi um escultor, pintor, desenhista e professor austriaco que se radicou no Brasil quando tinha apenas 10 anos, ao se mudar para o interior de São Paulo com a família, em 1921. 

Biografia

Figurativista e pioneiro construtivista no Brasil, Franz era conhecido como o Artista do Vazio. Notavelmente, muitas de suas obras são usadas em espaços públicos. Em 1927, se mudou para a cidade de São Paulo, onde lecionou português a estrangeiros. Lá, entrou em contato com as artes plásticas e esculturas através das exposições que visitava. 



Em 1929 o artista, juntamente com a família, se mudou para a cidade do Rio de Janeiro, onde, em 1939, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes (Enba)....



De 1942 a 1944, estudou desenho, escultura, modelagem e fundição, no ateliê do artista polonês August Zamoyski. Foi lá que aprendeu as técnicas tradicionais de escultura. Viveu em Belo Horizonte, MG, entre o final de 1944 e 1945, como uma espécie de retiro espiritual para se libertar “do peso acadêmico”. Enquanto na capital mineira, deu aulas particulares de desenho e escultura, e continuou com trabalhos particulares, que seguiam a linha figurativa, mas com uma certa tendência à simplicidade. 



Foi em 1946 que sua carreira artística realmente decolou, realizando sua primeira exposição individual, no diretório dos estudantes da Enba. Em 1948 foi convidado pelo pintor Guignard a dar aulas de modelo vivo, modelagem e escultura na primeira escola de arte moderna de Belo Horizonte - idealizada pelo então prefeito Juscelino Kubitschek -, a Escola Parque, que viria a ser conhecida como Escola Guignard. Weissmann permaneceu na instituição até 1956. Enquanto lecionava em BH, ajudou a formar uma geração de artistas, como Amílcar de Castro e Mário Silésio, entre outros. 



Franz Weissmann buscava a essência da figura. Para tal objetivo realizou esculturas cada vez mais geométricas, onde o espaço vazio era um elemento definitivo e proposital, determinante da forma. De maneira deliberada, Weissmann foi gradualmente abandonando o estilo figurativo, a partir da década de 1950. Em vez disso, tomou para si o estilo construtivista, colaborando para a formação dessa estética no Brasil, culminando na escultura Cubo Vazado (1951), obra rejeitada pela 1ª Bienal de São Paulo com a justificativa de “acabamento técnico insatisfatório‘, um dos marcos iniciais do estilo. Suas obras consistiam em chapas de ferro, fios de aço, alumínio em verga ou folha, entre outros. Em 1953 o artista fez uma nova versão de Cubo Vazado e, com ela, participou da 2ª Bienal de São Paulo.  



Em 1954 o artista venceu vários concursos de projetos para esculturas em espaços públicos. Porém, apenas uma foi edificada: o Monumento à Liberdade de Expressão do Pensamento, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Infelizmente a obra foi destruída em 1962, devido a “reformas urbanísticas” no local. Em 1955, participou da 3ª Bienal de São Paulo, onde recebeu o 2º Prêmio de Escultura com uma série de obras feitas de fios de aço, batizadas pelo crítico de arte Mário Pedrosa de “desenhos no espaço”



Ainda na mesma década, Weissmann se mudou de volta à capital carioca, onde integrou o Grupo Frente, formado por importantes artistas como Lygia Clark, Ivan Serpa, Abraham Palatnik e Lygia Pape, entre outros. Durante esse tempo, experimentou com fios de aço em uma série de “esculturas lineares”, e com formas modulares. Tais obras eliminaram a necessidade de uma base para as esculturas. Suas obras integram a 3ª e a 4ª exposições do Grupo Frente, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM SP)



Em 1957, a polícia de Minas Gerais usou seu ateliê no subsolo da Escola Parque Municipal como uma penitenciária. Ausente e, portanto, sem poder tomar providências, todas as obras e estudos do artista feitos entre 1940 e 1950 que estavam no local foram descartados como lixo. Porém, esse ano não foi de todo ruim para o artista, pois participou da 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta e recebeu o prêmio de melhor escultor nacional na 4ª Bienal Internacional de São Paulo, com sua escultura A Torre.



No ano seguinte, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 7º Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 22 de março de 1959, artistas cariocas romperam com o concretismo, e Franz Weissman fundou o Grupo Neoconcreto, assinando o Manifesto Neoconcreto, que foi publicado no Jornal do Brasil. Se mudou para a Europa, e lá viveu até o final de 1964. 



Seus trabalhos desse período são conhecidos como “amassados”, um termo quase literal. Eram feitos de chapas de metal trabalhados as marteladas, além de com porretes e instrumentos cortantes, em uma ruptura deliberada com a geometria de seu trabalho até aquele momento - o que os críticos descrevem como um “interregno expressivo”. Durante esse tempo, realizou duas exposições individuais na Espanha.  Voltou ao Brasil em 1965, ano em que participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, com a escultura Arapuca. A partir desse ponto a cor se torna uma parte fundamental de suas esculturas. 



Em 1969 o artista se recusou a participar da 10ª Bienal de São Paulo, juntamente de outros artistas, em solidariedade com o movimento de boicote internacional contra a ditadura, a censura e a violência no Brasil. No ano seguinte participou do evento “Do Corpo à Terra” durante a semana de vanguarda coordenada por Frederico Morais, em Belo Horizonte. Em 1971, participou da 11ª Bienal de Escultura ao Ar Livre de Antuérpia (Bélgica) e, no ano seguinte, da Bienal de Veneza, onde recebeu duas salas especiais apenas para suas esculturas. Em 1981, realizou sua primeira mostra retrospectiva, no IAB do Rio de Janeiro



Em 1993, recebeu o Prêmio Nacional de Arte do Ministério da Cultura. Franz Joseph Weissmann foi um personagem importante no estabelecimento da estética neoconcretista e construtivista no Brasil. Morreu no dia 18 de julho de 2005 na cidade do Rio de Janeiro, aos 94 anos. 



Texto por Paulo Lorenzo Villela

Cronologia


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