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Luana Vitra tem o ferro, a fuligem, a cerâmica, o trabalho e o corpo como elementos constantes em sua produção. Em Bandeira Branca, a artista parte das terras-raras; conjunto de dezessete elementos químicos decisivos para as tecnologias que organizam o mundo contemporâneo, para refletir sobre as continuidades entre extrativismo, colonialismo e as formas de vida que emergem deles.
Nascida em um estado atravessado por séculos de economias mineradoras e extrativismo, Vitra se interessa pelas propriedades concretas dos minerais, sua capacidade de conduzir, pesar, proteger, contaminar ou resistir, e pelas histórias que essas matérias condensam. Para a artista, ferro, cobre e chumbo são, ao mesmo tempo, elementos físicos e signos de processos extrativos, industriais, coloniais e espirituais.







