Van Gogh pode bater recorde em leilão de coleção estimada em US$ 450 milhões
Obras reunidas pelo casal argentino Nelly Arrieta de Blaquier e Carlos Pedro Blaquier serão oferecidas pela Sotheby’s em novembro, em Nova York.
Uma pintura dos últimos meses de vida de Vincent van Gogh é o principal destaque da coleção Blaquier-Arrieta, cuja venda tem expectativa de alcançar cerca de US$ 450 milhões. O leilão está marcado para 18 de novembro, na Sotheby’s de Nova York, e reúne nomes como Paul Cézanne, Pierre-Auguste Renoir e Camille Pissarro.
São 12 pinturas provenientes do acervo formado pelos argentinos Nelly Arrieta de Blaquier e Carlos Pedro Blaquier. Segundo o The Art Newspaper, sete delas foram adquiridas na galeria londrina Lefevre durante a década de 1970, período em que o casal visitava a cidade regularmente em busca de obras.
O maior foco de atenção é a tela de castanheiros em flor que aparece no catálogo da Sotheby’s como Châtaigniers en fleurs. Pintada em maio de 1890, em Auvers-sur-Oise, a obra foi exibida publicamente pela última vez em 1964, no Guggenheim de Nova York.
A expectativa divulgada pelo The Art Newspaper é de US$ 180 milhões, valor que superaria o recorde de Van Gogh em leilão: US$ 117 milhões, alcançados por Orchard with Cypresses na venda da coleção Paul Allen, em 2022. No catálogo público da Sotheby’s, a estimativa da pintura está disponível sob consulta.
Cézanne também pode estabelecer uma nova marca. Arlequin, de 1888–1890, tem expectativa de venda em torno de US$ 120 milhões, segundo a reportagem. Assim como no caso do Van Gogh, trata-se de uma projeção anterior ao pregão.
Outros destaques incluem En Canot (Jeune fille à la barque), de Renoir, estimada entre US$ 25 milhões e US$ 35 milhões, e a vista parisiense La Place du Théâtre-Français et l’avenue de l’Opéra, soleil d’après-midi en hiver, de Pissarro, com estimativa entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões.
O conjunto acompanha diferentes caminhos da pintura moderna, dos experimentos impressionistas às transformações do pós-impressionismo e ao início do fauvismo. Sua chegada ao mercado colocará em disputa obras que permaneceram durante décadas em uma mesma coleção particular.










