Durante o fim de semana passado (dias 17 e 18 de outubro), Vincenzo de Bellis e Karim Crippa, editor-chefe e diretor da feira Art Basel Paris, respectivamente, anunciaram em um e-mail a exibidores que a feira irá fechar por volta das 19 horas nesta sexta-feira. "(...) vistos os potenciais protestos pela cidade neste fim de semana, e para garantir a segurança de nossos visitantes", foi o motivo dado.
Visto que o hobby preferido dos parisienses tem sido, por gerações ininterruptas, o protesto generalizado e violento, essa medida preventiva faz muito sentido, por mais triste que seja. Toda a França está sendo engolida por uma onda flamejante de revoltas populares, que já destruíram patrimônio histórico com fogo antes e muito provavelmente não teriam medo de fazê-lo novamente.
Quando seus times preferidos de futebol e de outros esportes perdem contra antigos rivais, parisienses jogam latas de lixo na polícia. Imagina o que são capazes de fazer quando têm motivos reais para revolta. Afinal, dentre todas as contribuições francesas para a humanidade, a guilhotina permanece uma das mais famosas.








