
O Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba realiza no dia 11 de abril a oficina “Da Memória à Matéria”, ministrada pela artista visual Fabíola Chiminazzo. A atividade integra a programação da exposição “Que seja casa, o amor.ainda que amar desabrigue” e propõe uma aproximação prática com um dos eixos da mostra: a memória entendida não como arquivo fechado, mas como matéria em movimento.
Voltada ao público a partir de 16 anos, a oficina tem duração de duas horas e meia e parte da obra “Setenta vezes sete”, de Chiminazzo, apresentada na exposição. Na instalação, caixas de arquivo vazias, luzes e sons sugerem um campo de lembranças que persiste sem se oferecer por inteiro. A oficina desloca essa lógica para a experiência do participante, que será convidado a trabalhar com imagens, documentos e fragmentos pessoais por meio de colagem e cera de abelha.
A proposta não está centrada em organizar o passado nem em produzir uma narrativa fechada sobre ele. O ponto é perceber o que a memória ainda mobiliza no presente. Ao lidar com vestígios, camadas e interrupções, a atividade se aproxima do núcleo conceitual da mostra, que investiga formas de habitar vínculos, afetos e experiências.
Com coordenação de Sadao Mori, a oficina se divide em dois movimentos. O primeiro observa os elementos visuais de maneira objetiva, com atenção a formas, composição, fragmentação e sobreposição de materiais. O segundo se volta à percepção do que emerge durante o processo, sem buscar interpretação, mas reconhecendo estados, deslocamentos e respostas suscitadas pela criação.
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