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Arte urbana em faixa de pedestres reduz acidentes em 50%, conclui estudo - Guia das Artes
Arte urbana em faixa de pedestres reduz acidentes em 50%, conclui estudo
Arte urbana em faixa de pedestres reduz acidentes em 50%, conclui estudo
inserido em 2022-05-19 19:39:13
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O contato com a arte tem muitos benefícios tanto para o artista quanto para o espectador, mas um estudo descobriu que ela pode também melhorar a segurança nas ruas.

Um novo estudo da Bloomberg Philanthropies, baseado na Asphalt Art Initiative, mostrou que a chamada “arte asfáltica” muda o comportamento do motorista e resulta em ruas mais seguras para quem dirige e para quem caminha.

O estudo acompanhou instalações de arte urbana criadas pela pintura diretamente no asfalto. De murais no meio de cruzamentos, arte pintada em faixas de pedestres e extensões de calçadas e ciclovias pintadas, esses projetos de arte no chão estão se tornando mais populares em todo o mundo.

Arte de rua pode ajudar a evitar acidentes de trânsito| Foto: @cityoftrentonnj, artista: @bates_george

Arte de rua pode ajudar a evitar acidentes de trânsito| Foto: @cityoftrentonnj, artista: @bates_george

Além de embelezar os centros urbanos, elas também podem servir para acalmar o trânsito e criar uma comunidade mais inclusiva. Os pesquisadores observaram que até mesmo o próprio processo de instalação pode aproximar o governo e os moradores da comunidade.

A pesquisa conduzida pela Bloomberg rastreou especificamente a segurança no trânsito no ano de 2021, em cinco áreas com novas artes no asfalto, além de dois anos de dados extraídos de 17 instalações de arte asfáltica mais antigas na Flórida, Geórgia, Massachusetts, Nova Jersey e Nova York. 

As instalações eram normalmente feitas em cruzamentos e incluíam faixas de pedestres mais proeminentes sendo adicionadas, além de algumas representações artísticas nos cantos. Por exemplo, o cruzamento de Pittsburgh, na Pensilvânia, passou de algumas linhas de parada brancas para faixas de pedestres totalmente brancas com motivos florais pintados em cada esquina, criando a ilusão de uma borda arredondada na esquina ao redor das ciclovias, o que provavelmente ajudou os motoristas fora da ciclovia naturalmente.

Os resultados da observação dessas interseções foram claros: embora a arte não substitua as ciclovias protegidas, ela faz uma diferença distinta quando se trata de proteger os usuários vulneráveis, ou seja, à pé, das vias. E agora, mais do que nunca, pedestres e ciclistas precisam do máximo de proteção possível, considerando o chocante aumento de 21% nas mortes de pedestres de 2019 a 2020 nos Estados Unidos. No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que quase 19% das mortes no trânsito são de pedestres.

Foto: @cityoflancpa, artistas: Fern Dannis & @twodudespainting

Foto: @cityoflancpa, artistas: Fern Dannis & @twodudespainting

Cores nas ruas

A análise dos 17 locais encontrou uma redução de 50% nos acidentes envolvendo pedestres ou outros usuários vulneráveis das vias (também conhecidos como “ciclistas”). Além disso, houve uma redução de 37% na taxa de acidentes que resultaram em ferimentos.

A avaliação das novas instalações de arte encontrou uma diminuição de 25% nas travessias de pedestres envolvendo conflito com os motoristas e um aumento de 27% na frequência de motoristas que cedem imediatamente aos pedestres com prioridade.

A propósito, um conflito pedestre/veículo não significa uma briga. Seria simplesmente a qualquer situação em que dois ou mais usuários da via se aproximam no espaço e no tempo de tal forma que há risco de colisão se seus movimentos permanecerem inalterados, e pelo menos um dos usuários tomar medidas para evitar o acidente.

 

Fonte: Hypeness

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