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Arte indígena contemporânea em destaque e Modernismo revisado no MAM-SP - Guia das Artes
Arte indígena contemporânea em destaque e Modernismo revisado no MAM-SP
Arte indígena contemporânea em destaque e Modernismo revisado no MAM-SP
Em parceria com a Bienal de São Paulo, o MAM apresenta expoentes da arte indígena contemporânea e repensa o Modernismo brasileiro em suas novas exposições.
inserido em 2021-09-15 18:48:25
Conteúdo

 

 O editor de cultura e lifestyle Nô Mello visitou as duas mostras e traz mais detalhes

Maldita e Desejada (2012), de Jaider Esbell (Foto: Divulgação)

Maldita e Desejada' (2012), de Jaider Esbell (Foto: Divulgação)

Em parceria com a 34ª Bienal de São Paulo, que reune até dezembro mais de 90 artistas vindos dos cinco continentes, o MAM-SP acaba de inaugurar duas exposições que são ótimo complemento para os diálogos já propostos pela curadoria da Bienal, reunindo, em uma delas, expoentes da arte indígena contemporânea; e, na outra, nomes icônicos e outros mais obscuros atuantes nos tempos da Semana de Arte Moderna de 1922, que no ano que vem completa seu centenário. Saiba mais sobre as duas mostras abaixo e programe-se!

Moquém_Surarî: Arte Indígena Contemporânea

A mostra apresenta trabalhos de 34 artistas indígenas dos povos Baniwa, Guarani Mbya, Huni Kuin, Krenak, Karipuna, Lakota, Makuxi, Marubo, Pataxó, Patamona, Taurepang, Tapirapé, Tikmũ’ũn_Maxakali, Tukano, Wapichana, Xakriabá, Xirixana e Yanomami, que trabalham com transformações, traduções visuais de suas cosmologias e narrativas, em suas práticas artísticas.

Patamares Celestes, de Antonio Brasil Marubo (Foto: Divulgação)

 

'Patamares Celestes', de Antonio Brasil Marubo (Foto: Divulgação)

Quem assina a curadoria – e integra a mostra com trabalhos de sua própria autoria – é Jaider Esbell. Nascido na região hoje demarcada como a Terra Indígena Raposa Serra do Sol, situada no nordeste de Roraima, Esbell, figura seminal da arte indígena contemporânea, atua de forma múltipla e interdisciplinar, desempenhando as funções de artista, curador, escritor, educador, ativista e catalisador cultural e é também um dos grandes destaques da 34ª Bienal de São Paulo, onde apresenta obras como a série de telas 'A Guerra dos Kanaimés' e o livro 'Carta Ao Velho Mundo'.

Tartaruga Srie Ymiy / Homem Espirito (2009), de Sueli Maxakali (Foto: Divulgação)

'Tartaruga Srie Ymiy / Homem Espirito' (2009), de Sueli Maxakali (Foto: Divulgação)

No MAM, Jaider traz ainda, entre outros destaques, uma surpreendente série de desenhos de Daiara Tukano (sua obra 'Dabucuri no Céu' é outra parada obrigatória da Bienal), tecelagens de Bernaldina José Pedro e fotografias de Sueli Maxakali e Arissana Pataxó. Até 28 de novembro de 2021.

Moderno onde? Moderno quando? A Semana de 22 como motivação

Com a proximidade do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, e os ânimos já aquecidos em torno do tema, o MAM se adianta as discussões sobre o papel desses acontecimentos na instauração do modernismo no Brasil trazendo essa mostra que se propõe, mais que elencar os nomes do movimento, colocar o próprio movimento em questão, buscando conectar os cânones do Modernismo brasileiro – Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Lasar Segall, e por aí vai – com trabalhos realizados por artistas que os precederam e/ou sucederam o período da Semana de Arte Moderna, de diferentes regiões brasileiras, os contrastando com as figuras paulistas que ficaram conhecidas como a 'cara' do movimento), e os colocando em contexto com a conjunção político-cultural do Pais daqueles tempos. A curadoria é da crítica e historiadora da arte Aracy A. Amaral e Regina Teixeira de Barros, doutora em Estética e História da Arte pela USP.

Mogi das Cruzes (1932-1933), de Alfredo Volpi (Foto: Romulo Fialdini / Divulgação)

'Mogi das Cruzes' (1932-1933), de Alfredo Volpi (Foto: Romulo Fialdini / Divulgação)


Entre os highlights da mostra, não deixe de conferir 'A Boba', de Anita Malfatti, 'Perfil de Zulmira', de Lasar Segall, e 'Floresta', de Tarsila do Amaral (cedidas pelo MAC de São Paulo); e trabalhos menos conhecidos do grande público (mas que igualmente merecem atenção), como 'Colombina', de Inácio da Costa Ferreira, o Ferrignac (escritor, caricaturista, ilustrador e desenhista paulista da primeira metade do século 20, que também atuou como advogado); 'Nice', de Joaquim do Rego Monteiro (irmão de Vicente do Rego Monteiro), e 'O eterno indicador', de Wilhelm Haarberg, alemão que residiu em São Paulo na década de 1920. As 3 obras fazem parte do acervo do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), e foram emprestadas especialmente para a exposição. Até 12 de dezembro.

Paisagem Brasileira (1925), de Lasar Segall (Foto: Divulgação)

'Paisagem Brasileira' (1925), de Lasar Segall (Foto: Divulgação)


MAM-SP: Parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3); mam.org.br

 

Fonte: Vogue

 

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