1926 – Filho de pai ceramista, veio com a família para o Brasil com apenas um ano de idade, fixando-se a princípio em Săo Paulo. Posteriormente residiu nas cidades mineiras de Araguari e Uberlândia, onde começou a produzir peças utilitárias de cerâmica. Tentou estabelecer-se como industrial do ramo ceramista, mas năo foi bem sucedido empresarialmente. Em seguida, passou cerca de um ano e meio entre comunidades indígenas da ilha do Bananal (GO).
1957 – Adotou o apelido de Antônio Poteiro, com o qual passou a assinar suas peças de barro....
Nessa época já havia se fixado na cidade de Goiânia, onde viveria até o final da vida.1972 – Já conhecido como ceramista, foi incentivado pelos artistas plásticos Siron Franco e Cleber Gouvęa a dedicar-se ŕ pintura, bem como a colorir as peças que esculpia.
1976 – Realizou sua primeira exposiçăo (cerâmica e pintura), na Galeria da Fundaçăo de Arte de Ouro Preto (MG).
1978 – Lecionou cerâmica no Centro de Atividades do Sesc-Tijuca, no Rio de Janeiro. Dois anos depois levou seus ensinamentos ŕs Feiras Internacionais de Hannover e Dusseldorf, na Alemanha.
1981 – Participou da 16Ş Bienal Internacional de Săo Paulo, evento do qual voltaria a participar dez anos depois, quando de sua 21Ş ediçăo.
1985 – Recebeu o pręmio de melhor escultor da Associaçăo Paulista dos Críticos de Arte (APCA).
1996 – Realizou-se a exposiçăo Retrospectiva 33 Anos: Cerâmica e Pintura, sobre sua obra, promovida pela Fundaçăo Jaime Câmara na Galeria Casa Grande, em Goiânia. Frequentemente classificada como naďf, suas telas e cerâmicas apresentam-se intimamente ligadas ao cotidiano das populaçőes do centro-oeste brasileiro, destacando-se a temática religiosa e a representaçăo dos costumes e da paisagem regional, na qual se nota forte harmonizaçăo entre formas e cores. Seu trabalho foi focalizado nos vídeos-documentários Antônio Poteiro: o profeta do barro e das cores (1983), dirigido por Antônio Eustáquio, e Antonio Poteiro (1991), de Ronaldo Duque. Foi homenageado com as comendas Oficialato da Ordem do Mérito (1987), oferecida pelo governo portuguęs, e Ordem do Mérito Cultural (1997), concedida pelo Ministério da Cultura brasileiro; e ainda com a medalha Gustavo Ritter (1999), do Conselho Estadual de Cultura de Goiás.
Principais exposições individuais:
1978 – Sesc Tijuca, Rio de Janeiro, RJ.
1979/81/83/85/88 – Galeria Bonino, Rio de Janeiro, RJ.
1984/94 – Galeria de Arte São Paulo, São Paulo, SP.
1982 – Oscar Seraphico Galeria de Arte, Brasília, DF.
1985 – Fundação Guayasamin, Guaiaquil / Cuenca / Quito, Equador
1986 – Brazilian-American Cultural Institute, Washington, EUA.
2000 – 500 Anos do Brasil, por Antonio, o Brasileiro Poteiro, Teatro Nacional Cláudio Santoro, Brasília, DF.
2004 – Embaixada da França, Basília, DF.
Principais exposições coletivas:
1967 – Cerâmica, Museu de Salvador, BA.
1972 – Coletiva de Cerâmica, Salomé Gallery, New Orleans, EUA.
1974/80 – 1ª e 4ª Bienal Internacional Naïf, diversas cidades da Itália.
1978 – Brazilian Naïf Painters, Naïve Art Gallery, San Francisco, EUA.
1983/85 – 14º e 16º Panorama de Arte Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna (MAM), São Paulo, SP.
1984 - 7º Salão Nacional de Artes Plásticas, Fortaleza, CE / Rio de Janeiro RJ.
1987 – Brésil, Art Populaire Contemporain, Grand Palais, Paris, França.
2000 – Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, Fundação Bienal, São Paulo, SP.