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Antônio Poteiro - Guia das Artes
Antônio Poteiro
Informações
Nome:
Antônio Poteiro
Nasceu:
Aldeia de Santa Cristina da Pousa , Braga - Portugal (10/10/1925)
Faleceu:
Goiânia, GO (08/06/2010)
Sobre o artista

Antônio Poteiro
De carreira vertiginosa e brilhante, o artista português Antônio Batista de Sousa,
mais conhecido como Antônio Poteiro (1925-2010), é autor de coloridos quadros e
intuitivas esculturas em argila. Sujeito matuto, sonhava, desde criança, tonar-se
um poeta. E assim o fez, segundo suas próprias palavras: “... fiz da cerâmica e da
pintura a minha poesia”. Seu nome civil, pouco adequado a um artista, segundo a
folclorista Regina Lacerda, foi acertado de acordo seu antigo ofício. “Sou
geralmente chamado de Poteiro, por causa dos potes que faço”, afirmava.
Seu sucesso, rápido e intenso, foi de muita visibilidade e prestígio. Com menos de
dez anos do início de sua carreira como artista, Poteiro expôs, em 1979, na
conceituada Galeria Bonino, no Rio de Janeiro, onde voltou mais quatro outras
vezes na próxima década. Daí em diante o artista alçou voos mais altos, levando
sua bucólica arte “do Oiapoque ao Chuí”. Japão, Alemanha, Itália, Marrocos,
França, México, Portugal foram alguns dos países que “conheceram” a sua
irreverência e alegria.

Com obras sacras e profanas, Poteiro revelava uma narrativa impregnada de
primitivismo, inteligência, bom-humor e ironia, com referências de um Brasil visto
sob sua ótica. Para o renomado crítico Olívio Tavares de Araújo, sua arte é
original, incisiva e rude. “[Poteiro] Nunca fez nem saberia fazer nada de ‘bonitinho’.
Tanto na pintura quanto nas esculturas sua figuração é tosca, produto de sua mão
de ex-oleiro, e as técnicas são simples. Na pintura, nada de transparências,
velaturas, nenhum efeito fácil...”.
Já para Enock Sacramento, também notável crítico, Poteiro não tem compromisso
com o verismo nem mesmo com a imagética referencial sedimentada pela tradição
religiosa. “[Poteiro] Muitas vezes metamorfoseia seres e objetos, criando peças de
sentido duplo ou ampliado, como se verifica em ‘Deus Tartaruga’. A pintura do
artista possui uma qualidade formal e colorística surpreendente, uma organização
exemplar e uma inventividade deslumbrante, difícil de encontrar na plástica
brasileira. O que ele nos legou é de uma riqueza extraordinária, de uma magia
envolvente e bela”.
Antônio Poteiro já foi congratulado com a Medalha da Ordem do Mérito Cultural do
Brasil, entregue pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso (1997); com a
Elaboração do prêmio Unesco para 2001 e com a Comenda de Oficial da Ordem
do Mérito, Governo da República Portuguesa – Menção Honrosa na I Bienal
Internacional de Óbidos, Portugal e recebeu outras inúmeras distinções e prêmios.
Há vários filmes sobre o artista além de diversas referências bibliográficas.

 

Biografia

Antonio Batista de Souza (Aldeia de Santa Cristina da Pousa, Braga, Portugal 1925 - Goiânia GO 2010). Escultor, pintor, ceramista. Imigra com a família para São Paulo em 1926. Mais tarde, reside em Araguari e Uberlândia, em Minas Gerais, onde inicia a atividade de ceramista, realizando peças utilitárias. Monta duas fábricas de cerâmica, que vão à falência, e passa um longo período entre os índios na Ilha do Bananal, em Goiás. Passa a residir em Goiânia. Em 1957, adota o apelido de Antonio Poteiro por sugestão da folclorista Regina Lacerda, que o orienta a assinar seus bonecos de barro. Gradualmente passa a apresentar, em suas obras, motivos regionais e temas bíblicos. Em 1972, já como conhecido ceramista, é estimulado a pintar por Siron Franco (1947) e Cleber Gouvêa (1942). Expõe seus trabalhos em mostras no Brasil e no exterior. Leciona cerâmica no Centro de Atividades do Sesc e nas cidades de Hannover e Düsseldorf, na Alemanha. Em 1985, recebe o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, na categoria escultura. Em 1997, é homenageado com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, Brasil.

Cronologia

1926 – Filho de pai ceramista, veio com a família para o Brasil com apenas um ano de idade, fixando-se a princípio em Săo Paulo. Posteriormente residiu nas cidades mineiras de Araguari e Uberlândia, onde começou a produzir peças utilitárias de cerâmica. Tentou estabelecer-se como industrial do ramo ceramista, mas năo foi bem sucedido empresarialmente. Em seguida, passou cerca de um ano e meio entre comunidades indígenas da ilha do Bananal (GO). 1957 – Adotou o apelido de Antônio Poteiro, com o qual passou a assinar suas peças de barro. Nessa época já havia se fixado na cidade de Goiânia, onde viveria até o final da vida. 1972 – Já conhecido como ceramista, foi incentivado pelos artistas plásticos Siron Franco e Cleber Gouvęa a dedicar-se ŕ pintura, bem como a colorir as peças que esculpia. 1976 – Realizou sua primeira exposiçăo (cerâmica e pintura), na Galeria da Fundaçăo de Arte de Ouro Preto (MG). 1978 – Lecionou cerâmica no Centro de Atividades do Sesc-Tijuca, no Rio de Janeiro. Dois anos depois levou seus ensinamentos ŕs Feiras Internacionais de Hannover e Dusseldorf, na Alemanha. 1981 – Participou da 16Ş Bienal Internacional de Săo Paulo, evento do qual voltaria a participar dez anos depois, quando de sua 21Ş ediçăo. 1985 – Recebeu o pręmio de melhor escultor da Associaçăo Paulista dos Críticos de Arte (APCA). 1996 – Realizou-se a exposiçăo Retrospectiva 33 Anos: Cerâmica e Pintura, sobre sua obra, promovida pela Fundaçăo Jaime Câmara na Galeria Casa Grande, em Goiânia. Frequentemente classificada como naďf, suas telas e cerâmicas apresentam-se intimamente ligadas ao cotidiano das populaçőes do centro-oeste brasileiro, destacando-se a temática religiosa e a representaçăo dos costumes e da paisagem regional, na qual se nota forte harmonizaçăo entre formas e cores. Seu trabalho foi focalizado nos vídeos-documentários Antônio Poteiro: o profeta do barro e das cores (1983), dirigido por Antônio Eustáquio, e Antonio Poteiro (1991), de Ronaldo Duque. Foi homenageado com as comendas Oficialato da Ordem do Mérito (1987), oferecida pelo governo portuguęs, e Ordem do Mérito Cultural (1997), concedida pelo Ministério da Cultura brasileiro; e ainda com a medalha Gustavo Ritter (1999), do Conselho Estadual de Cultura de Goiás.

Principais exposições individuais:
1978 – Sesc Tijuca, Rio de Janeiro, RJ.
1979/81/83/85/88 – Galeria Bonino, Rio de Janeiro, RJ.
1984/94 – Galeria de Arte São Paulo, São Paulo, SP.
1982 – Oscar Seraphico Galeria de Arte, Brasília, DF.
1985 – Fundação Guayasamin, Guaiaquil / Cuenca / Quito, Equador
1986 – Brazilian-American Cultural Institute, Washington, EUA.
2000 – 500 Anos do Brasil, por Antonio, o Brasileiro Poteiro, Teatro Nacional Cláudio Santoro, Brasília, DF.
2004 – Embaixada da França, Basília, DF.

Principais exposições coletivas:
1967 – Cerâmica, Museu de Salvador, BA.
1972 – Coletiva de Cerâmica, Salomé Gallery, New Orleans, EUA.
1974/80 – 1ª e 4ª Bienal Internacional Naïf, diversas cidades da Itália.
1978 – Brazilian Naïf Painters, Naïve Art Gallery, San Francisco, EUA.
1983/85 – 14º e 16º Panorama de Arte Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna (MAM), São Paulo, SP.
1984 - 7º Salão Nacional de Artes Plásticas, Fortaleza, CE / Rio de Janeiro RJ.
1987 – Brésil, Art Populaire Contemporain, Grand Palais, Paris, França.
2000 – Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, Fundação Bienal, São Paulo, SP.

Colaboradores com informações sobre este artista

< http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9718/antonio-poteiro >

< http://raulmendessilva.com.br/brasilarte/nacional/poteiro_antonio.htm >

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"Fatores específicos deram a Poteiro a posição ímpar que conquistou. Para começo de conversa sua arte não é nada ingênua – é inteligente e esperta, bem humorada, irônica, cheia de referências a uma religião, uma história e um país que ele inventou. Suas narrativas são cheias de irreverência."
"Não me parece seguro que a cultura brasileira já tenha produzido realmente algum gênio, mas há quem proponha para Antônio Poteiro esse título. Pode ou não ser exagero, dependendo do sentido exato em que estejamos usando a palavra. O certo é que ele um ceramista e pintor surpreendente, um pequeno vulcão barbudo que em vez de fogo expele inventividade e talento, e o criador de sua própria linguagem, coisa não muito freqüente entre nós. Na década de 60, o escultor Willys de Castro cunhou uma frase até hoje muito citada sobre outro criador:"Volpi pinta vôlpis". Quer dizer: em sua originalidade, o pintor só se podia definir sua obra, o produtor pelo produto, e vice-versa. Há dois anos e pouco, a inconfundível pintura de Poteiro me levou a uma paráfrase: Poteiro pinta poteiros. E assim ficamos entendidos."
Olívio Tavares de Araújo é crítico de arte e cineasta.
Realizou mais de trinta curtas-metragens, boa parte sobre o processo criativo de artistas plásticos brasileiros. Além de intensa atividade como crítico e ensaísta convidado de vários jornais e revistas, no Brasil e no Exterior, tem atuado como curador de mostras de arte, entre elas duas sobre o pintor Alfredo Volpi.
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