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‘Negras cabeças’ debate espaço da mulher negra nas artes conduzida pelo cabelo e ancestralidade - Guia das Artes
‘Negras cabeças’ debate espaço da mulher negra nas artes conduzida pelo cabelo e ancestralidade
‘Negras cabeças’ debate espaço da mulher negra nas artes conduzida pelo cabelo e ancestralidade
No dia escolhido para dar visibilidade à luta das mulheres negras contra a opressão de gênero, a exploração e o racismo, a arte se faz presente representando esse propósito. O Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, em 25 de julho, é marcado pel
inserido em 2021-07-01 19:46:10
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A mostra apresenta digitalmente oito pinturas criadas pela artista visual, que têm como propósito estabelecer uma conexão visual-ancestral.

'Negras cabeças' debate espaço da mulher negra nas artes conduzida pelo cabelo e ancestralidade

‘Negras cabeças’ debate espaço da mulher negra nas artes conduzida pelo cabelo e ancestralidade

 
 

O trabalho parte de referências e registros históricos de mulheres pertencentes a grupos étnicos que utilizavam penteados e adornos de cabeça como artifício de linguagem para expressar aspectos pertinentes à sua cultura.

Nesta primeira fase serão apresentadas pinturas de mulheres das etnias Betsimisaraka, Mangbetu, Suri, Mursi, Mwila, Mbalantu, Fulani e Himba.

A exposição inova ao criar um ambiente de visitação imersivo em formato de game interativo, produzido pela empresa Ops Game Studio, com trilha sonora original de Filipe Castro. Os espectadores podem acessar a exposição através do site Negras Cabeças Art, que entra no ar a partir do dia 29 de junho.

Apresentação virtual e imersiva representa mulheres das etnias Betsimisaraka, Mangbetu, Suri, Mursi, Mwila, Mbalantu, Fulani e Himba

Através da materialização dessas memórias, o objetivo é que o recurso digital estabeleça uma conexão a debates da sociedade atual, onde temáticas de gênero, classe e raça, associadas ao fortalecimento das mulheres negras, sua apropriação estética, resgate ancestral e ocupação dos espaços a partir das diversas formas de representação, tendo como matriz simbólica a adoção do cabelo natural.

Segundo Illi, a mostra é um olhar para a ancestralidade, trazendo como reverência as linguagens e tecnologias utilizadas por esses grupos para codificar mensagens através dos penteados, dos adornos, a fim de comunicar status e situações de interesse daqueles grupos, tendo se constituído com traços culturais definidores ao longo do tempo.

"Não à toa a cabeça é usada como suporte dessa conexão. A materialidade resultante concentra uma intersecção entre comunicação e arte, que podem ser lidos em duas instâncias: pela forma, expressão estética, e pelo conteúdo, expressão linguística. Há um princípio nesses grupos em se fazer entender pelo que se vê e como se vê. A exposição é uma celebração dessas etninas."

A exposição se apresenta de forma inédita ao se utilizar da mecânica da gamificação para criar um elo entre o contemporâneo e o ancestral, a partir da criação de ambientes imersivos, com interação em primeira pessoa, concedendo ao visitante autonomia para explorar cada um dos 3 mundos criados pela artista. Ali, cada obra apresentada está contida em um cenário que reproduz o bioma onde aquela etnia vive/viveu. O recurso foi utilizado para favorecer a conexão do visitante com a realidade espacial de cada grupo étnico.

“A gente construiu um universo do zero e a proposta é que através do processo de gamificação, a exposição aconteça de uma maneira que o espectador tenha uma experiência de visitação em um processo imersivo. A ideia é que a exposição faça a pessoa se sentir dentro de um jogo com comandos de movimentação, como caminhar e girar, para que assim possa ter uma percepção completa do ambiente e interação com as obras”, conta Illi.

O projeto Negras Cabeças tem o incentivo da Lei Aldir Blanc, Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – FUNDARPE, Secretaria de Cultura de Pernambuco, Governo de Pernambuco, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Sobre Illi

Artista de 39 anos, Íldima Lima é brasileira, soteropolitana, residente em Recife desde 2013. Graduada em Relações Públicas pela Universidade do Estado da Bahia (2004) trabalhou por 12 anos com implementação de projetos de Comunicação e Responsabilidade Social, passando a priorizar atividades artísticas em 2015, após obter o título de Especialista em Estudos Cinematográficos pela Universidade Católica de Pernambuco.

Em 2017 criou a Illi Arte Afetiva, marca autoral que tem como propósito promover o protagonismo da mulher negra nas artes visuais. Pintura em técnicas variadas, com destaque para aquarela, em superfícies diversas como tela, cerâmica, estamparia e porcelana são formas de expressão utilizadas pela artista para escrever novas narrativas de representação e representatividade dos corpos negros nas artes visuais.

Recentemente iniciou projeto de pesquisa plástica voltada à representação de mulheres negras nas artes, com ênfase na apropriação, deslocamento e ressignificação de seus corpos.

Negras Cabeças
De 29/06 a 30/12
Acesse em http://www.negrascabecas.art

 

Fonte: Hypeness

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