“É preciso ler Clarice para aprender a vida, para enxergar como a matéria humana se move no mundo do ponto de vista social, familiar, do eu e do outro e da solidão de si mesmo”, afirma a curadora.
“Tem uma frase dela que diz: ‘Eu vou ao encontro do que me espera’. E cada artista foi ao encontro da Clarice que o esperava. Cada olhar encontrou um de seus mistérios: uns descobriram que liberdade é pouco, outros que adoram voar.
Às vezes uma frase ou um conto, uma indagação ou uma imagem sugerida são o ponto de partida para mais questionamentos”, conclui Isabel Portella.
Inspirados em textos da escritora, 20 artistas atuantes no cenário carioca apresentam seus trabalhos, que vão desde pinturas acrílicas, aquarelas, fotografias e fotomontagens a uma performance com um vestido que vai ser usado pela atriz Giovanna Ewbank no dia da abertura.
Na área externa, uma grande instalação montada pelo grupo “Aluga-se”, composto por dez artistas, vai ocupar o coreto, com móveis e objetos que fazem referência aos poemas de Clarice. Leituras de textos também estão previstas na programação, que fica aberta à visitação até o dia 10 de março de 2017.
Artistas participantes
Adrianna Eu, Ana Teixeira, Alessandro Sartore, Bianca Madruga, Claudia Hersz, Denise Adams, Grupo Aluga-se, Joaquim Paiva, Jozias Benedicto, Julia Debassi, Katia Wille, Laura Gorski, + Renata Cruz, Leila Danzinger, Letícia Tandetta, Manoel Novello, Maria Fernanda Lucena, Mariana Guimarães, Panmella Castro, Piti Tomé, Pedro Gandra, Raul Leal, Regina Vater, Thais Beltrame, Virginia Paiva.
Antiga vizinha do Catete
A título de curiosidade, Clarice Lispector já foi vizinha do Palácio do Catete, que abriga o Museu da República desde 1970.








