O Brasil adoeceu. E o trabalho tem tudo a ver com isso. Da imagem de país da alegria ao recorde mundial em afastamentos por saúde mental. A NR-1 trouxe uma obrigação. Esses números aparecem no absenteísmo, no presenteísmo, na rotatividade e no resultado financeiro da empresa. A NR-1 atualizada exige que os riscos psicossociais sejam mapeados. A pergunta é: você sabe por onde começar?
O Brasil é mundialmente conhecido como o país do Carnaval, do "jeitinho" resiliente e da hospitalidade calorosa. Mas, nos bastidores das organizações, o cenário é drasticamente diferente. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e estudos do Instituto de Psiquiatria da USP (IPQ-USP) revelam uma realidade desconfortável: somos o país mais ansioso do mundo e o mais depressivo da América Latina. O que aconteceu com o Brasil? Como o "país da alegria" se transformou no "país dos afastamentos"?
Saúde Mental não é Custo, é Sustentabilidade
Como consultora estratégica, meu diálogo com gestores é direto: saúde mental não se resolve com "ginástica laboral" ou "frutas na copa". Essas são medidas paliativas para problemas estruturais. A verdadeira gestão de saúde mental passa pela identificação de fatores de risco como a gestão por estresse, o assédio moral e a falta de autonomia.
Um afastamento mental custa, em média, três vezes o salário do colaborador para a empresa. É um prejuízo invisível que sangra o lucro e destrói o clima organizacional. Empresas saudáveis são, invariavelmente, empresas mais lucrativas e perenes.
Psicóloga social e do trabalho há mais de 10 anos, com MBA em Gestão de Negócios. Executiva por mais de 20 anos no Brasil e América Latina, hoje é uma Talento Sênior que leva para empresas e empresários a discussão sobre saúde mental como estratégia para conquistar resultados e melhoria de performance. Psicoterapeuta especializada em Ansiedade, Depressão, Transtornos de Humor e doenças do trabalho como Burnout.
"A solução não é fazer o brasileiro voltar a sorrir à força. É conscientizar da auto responsabilidade pelo desenvolvimento dele e da liderança."
— Eliana Sorrini












