Para atrair mais visitantes e conseguir chamar a atenção mundialmente, os curadores de museus e galerias estão montando exibições com forte potencial digital. Instagram, Twitter e Snapchat estão transformando exposições de arte em experiências da cultura pop. Mostras com elementos multissensoriais ou ambientes interativos criados por artistas que brilham como pano de fundo de selfies estão altamente em voga.
Das obras caleidoscópicas de Takashi Murakami aos quartos infinitamente espelhados de Yayoi Kusama, as exposições de arte estarão tão presentes nas redes sociais este ano quanto os vídeos de gatinhos.
O museu e jardim de esculturas Hirshhorn do Smithsonian, em Washington, cuja retrospectiva de Kusama incluirá seis salas cobertas de espelhos criadas pela artista repletas de objetos infláveis, luzes e muito mais, prevê que o compartilhamento de fotos da exposição nas redes sociais ajudará a quebrar recordes no número de visitantes. “Hoje está mais fácil que nunca construir não só uma comunidade local, mas também uma presença nacional e internacional. As redes sociais permitem que você faça isso de uma forma que era inimaginável antes”, diz Melissa Chiu, diretora do Hirshhorn.
Mais de 215 milhões de posts do Instagram levam a etiqueta “arte”, com museus como o Louvre, em Paris, e o MoMa, o Museu de Arte Moderna de Nova York, marcados mais de um milhão de vezes cada. Os artistas também geram tráfego: Kusama não publica no Instagram, mas tem um número robusto de seguidores na rede, com seu nome completo etiquetado em mais de 285 mil imagens. Murakami tem 271 mil seguidores no Instagram, onde publica vídeos de si próprio trabalhando.
Marc Glimcher, presidente da Pace Gallery, diz que artistas cujo trabalho inclui recursos imersivos estão se beneficiando do boom das redes sociais. “Todo mundo fala sobre a economia da experiência e da economia compartilhada e isso certamente tem tido um impacto no mundo da arte”, diz ele. Uma exposição recente na nova galeria da Pace em Menlo Park, na Califórnia, contou com um trabalho de alta tecnologia do coletivo de artistas teamLab, do Japão. O fechamento da exibição, que incluía uma instalação multimídia de flores que pareciam crescer sobre os visitantes e, em seguida, explodir, foi adiado duas vezes.








