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'A falta de planejamento pode matar a MITsp', afirma diretor artístico - Guia das Artes
'A falta de planejamento pode matar a MITsp', afirma diretor artístico
'A falta de planejamento pode matar a MITsp', afirma diretor artístico
EstadaoCultura 'A falta de planejamento pode matar a MITsp', afirma diretor artístico
inserido em 2020-02-05 14:04:43
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Mostra Internacional de Teatro de São Paulo anuncia sétima edição com estreia de Portugal e vontade de dar fim à ‘cultura do último minuto’.

Leandro Nunes, O Estado de S.Paulo 04 de fevereiro de 2020 | 12h57 É a sétima vez que o diretor artístico da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo conversa com o Estado por telefone para falar de mais uma edição do principal festival do gênero no País. Diante da repetição anual, não é difícil imaginar que o projeto teve a chance de amadurecer e aprimorar suas fragilidades. “A falta de planejamento pode matar a MITsp”, afirma Antonio Araújo. LEIA TAMBÉM 6ª Mostra Internacional de Teatro de São Paulo chega com debate engajado Com programação anunciada nesta terça, 4, a mostra reúne, entre os dias 5 e 15 de março, doze produções internacionais, uma mostra nacional, além de atividades de formação, oficinas e debates e a estreia de mostra off. “Seria ideal planejar com um ano de antecedência. Outros festivais na América Latina conseguem se viabilizar com mais tempo. É preciso acabar com a cultura do último minuto”, ressalta o diretor. E não é preciso comparar a MITsp com modelos europeus. Araújo explica que, na cena latino-americana, os principais festivais já conseguem funcionar com dois, três anos de planejamento, que inclui provisão de recursos."No Chile, o Santiago a Mil já teve cinco anos para planejar suas edições, o FIBA, em Buenos Aires, três anos. Aqui, no Brasil, em janeiro estávamos definindo algumas coisas da programação. Um dos entraves é o repasse de recurso pelos parceiros. É preciso acabar com a cultura do último minuto", ressalta. Entre os destaques da programação, o encenador português Tiago Rodrigues participa com dois espetáculos. By Heart e Sopro . “São obras que usam a memória como força, na superação de opressões políticas e sociais”, conta Araújo. Em Sopro , o diretor utiliza o recurso de ponto eletrônico, ainda utilizado em Portugal, como uma homenagem ao teatro. “Ele tira do bastidor e traz para o centro da cena. No palco, uma atriz ‘sopra’ o texto no sentido de reavivar a memória.” Há também produções mais radicais, que não “contam historinhas”, definidas por Araújo como “ame-as ou deixa-as”. O espetáculo Farm Fatale , do francês Philippe Quesne, representa um movimento da curadoria que deixa o tom documental das edições anteriores para uma aposta mais contemporânea. Na peça, os humanos não existem mais e só restou no mundo um grupo de espantalhos. “A peça traz uma hiper-realidade, com vozes distorcidas, atores mascarados e um humor meio patético. Mas há também um profundo compromisso em debater questões ambientais”, explica Araújo. Em sua terceira edição, a plataforma MITbr traz um panorama da produção nacional de artes cênicas. São doze espetáculos de Fortaleza, Paraná, Piauí, Amazonas, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Minas. Muitos inéditos na cidade. A sétima edição de MITsp também estreia uma programação off chamada FarOFFa - Circuito Paralelo de Artes Cênicas, com 30 espetáculos nacionais em cartaz na Oficina Cultural Oswald de Andrade, Pequeno Ato e Espaço 28, durante todo o período da Mostra. Destaques Jerk (Babaca) Parceria entre Gisèle Vienne e o escritor americano Dennis Cooper, a peça narra os crimes cometidos pelo serial killer Dean Corll, conhecido como ‘the candy man’ (o homem dos doces) Burguez Após sofrer uma ofensa transfóbica em Londres, Travis Alabanza debate em seu solo a violência e o silêncio da sociedade Sábado Descontraído Nascida em Ruanda, Dorothée Munyaneza retoma os horrores da guerra civil de 1994 que matou 800.000 mil pessoas Tú Amarás Jovem grupo chileno, o Bonobo Teatro propõe investigar a ideia de inimigo com o encontro de médicos e alienígenas que querem entender o mundo Multidão (Crowd) Violência e erotismo estão no espetáculo de dança com quinze artistas, da franco-austríaca Gisèle Vienne ORLANDO A instalação video-musical é inspirada no romance de Virginia Woolf, sobre a personagem andrógina, e projeta a imagem de pessoas do mundo todo 7ª Mostra Internacional de Teatro de São Paulo . 5 a 15 de março. vários lugares. Mais informações, no site https://mitsp.org Notícias relacionadas Consulte Mais informação: Estadão

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