Artista visual e poeta.
Formado em Comunicação Social pela FAAP, desenvolve uma prática que investiga as relações entre a palavra e o deslocamento.
Seu trabalho emerge da fricção entre o caminhar e o errar, compreendidos como formas de pesquisa subjetiva e de construção e invenção de uma nova paisagem. Possui profundo interesse na palavra e em suas possíveis visualidades. Trabalha com objetos, esculturas, livros de artista, textos e instalações, utilizando materiais brutos — frequentemente recolhidos em ruas, praias e matas — que são ressignificados em narrativas visuais de caráter simbólico e contemplativo. Sua produção propõe a transformação do ordinário em sagrado, ativando no espectador uma escuta sensível ao tempo, ao silêncio e ao gesto.
Nas palavras de Ana Carolina Ralston, curadora de sua última mostra individual: “Voltar ao chão, ao peso do corpo, é voltar a si mesmo. Quando os pés tocam o solo, instauramos uma nova relação com o mundo: deixamos de pairar sobre a realidade e passamos a habitá-la. Ao caminhar, o corpo se torna medida do tempo e do espaço. Os pensamentos deslizam, circulam. O espírito não se fixa, ele, enfim, flutua – ou melhor, voa. Nessa travessia tudo transmuta: chão torna-se paisagem; horizonte, pauta; pensamento, palavra. É sobre esse exercício de coleta e deslocamento, seja do espaço ou da escrita, criando a partir disso distintas fabulações, que se estrutura a produção artística de Deco Adjiman.”
Atualmente, dedica-se à costura poética entre o livro e a estrada, entre a palavra e o deslocamento, consolidando sua produção como uma travessia entre linguagens, sentidos e paisagens.
De 2014 a 2024 foi representado pela Galeria Sé, desde 2025 é representado pela Galeria Luís Maluf.