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Vitor Hugo Zacher França obras de - Guia das Artes
Vitor Hugo Zacher França
Informações
Nome:
Vitor Hugo Zacher França
Nasceu:
Porto Alegre - RS - Brasil, 1954
Sobre o artista

Hugo França nasceu em Porto Alegre, em 1954. Em busca de uma vida mais próxima da natureza, mudou-se para Trancoso, na Bahia, no início da década de 80, onde viveu por 15 anos. Lá, percebeu o grau de desperdício na extração e uso da madeira, vivência que pautou seu trabalho. Desde o final dos anos 1980, desenvolve "esculturas mobiliárias", expressão usada primeiramente pela crítica Ethel Leon e adotada pelo designer por sua precisão em descrever a produção que ele executa a partir de resíduos florestais e urbanos - árvores condenadas naturalmente, por ação das intempéries ou pela ação do homem.


Biografia

As peças criadas pelo artista nascem de um diálogo criativo com a matéria-prima: tudo começa e termina na árvore. Ela é a sua inspiração; suas formas, buracos, rachaduras, marcas de queimada e da ação do tempo provocam sua sensibilidade e o conduzem a um desenho cuidadosamente escolhido, uma intervenção mínima que gera peças únicas.



Artista designer autodidata, que fala sobre suas esculturas-móveis vindas do lixo da floresta. O trabalho de Hugo França é transformar troncos, raízes e partes de árvores que normalmente são rejeitadas. Com essa matéria-prima, ele desenha diretamente na madeira seguindo os caminhos que foram criados pela natureza. Na produção, ressignifica o uso da motosserra ao esculpir troncos e raízes e dar às obras um teor sustentável e escultórico.





Referência: USINA DE ARTE (Brasil). Hugo França. Disponível em: http://www.usinadearte.org/artista-hugo-franca. Acesso em: 28 ago. 2024.

Cronologia


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16 de Maio às 15:30

A gamela Mandyba foi produzida a partir de resíduos da árvore pequi-vinagreiro. Esta árvore é procedente da Mata Atlântica, sendo a árvore que vive mais tempo neste bioma. Tenho como principal conceito manter o formato do resíduo encontrado, interferindo o mínimo possível na sua originalidade. Não utilizo pigmentação, portanto, a cor e o tom de suas peças são originais. Assim, a gamela Mandyba não é apenas um objeto utilitário, mas uma escultura funcional que evidencia o diálogo entre arte, natureza e permanência — um testemunho da vitalidade da floresta e da possibilidade de transformar resíduos em presença estética e poética. No meu trabalho a matéria encontrada não é apenas matéria-prima, mas um organismo com história própria. Troncos, raízes e fragmentos que a natureza descartou são acolhidos e transformados com intervenções mínimas, preservando a força expressiva de suas formas originais. Atuo mais como revelador do que como modelador, permitindo que a própria madeira conduza o desenho final da peça. Ao recusar o uso de pigmentos, mantenho intacta a identidade cromática do material. As tonalidades, texturas e marcas do tempo permanecem visíveis, afirmando a autenticidade da madeira e o percurso natural que a moldou. (Hugo França)