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Véio - Cícero Alves dos Santos quadros do - Guia das Artes
Véio - Cícero Alves dos Santos
Informações
Nome:
Véio - Cícero Alves dos Santos
Nasceu:
Nossa Senhora da Glória - SE - Brasil (12/05/1947)
Obras deste artista
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Obra 4
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Obra 7
Obra 8
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Obra 10
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Obra 98
Obra 99
Obra 100
Biografia

Cicero Alves dos Santos (Nossa Senhora da Glória, Sergipe, 1947). Escultor. Ganha de outras crianças o apelido de Véio por gostar de ouvir as conversas dos mais velhos. O fascínio por casos e lendas da cultura sertaneja acompanha o artista por toda a vida. Essas histórias compõem a base de seu trabalho e de sua relação com o mundo. No município vizinho de Feira Nova (Sergipe), no Sítio Soarte, cria o Museu do Sertão, reunindo um acervo de 17 mil obras que recontam os modos de vida e produção do sertanejo e preservam a cultura popular da região.

“Não sou de copiar, como papagaio”, afirma Véio, que nunca estudou arte, tampouco tem mestres, mas sempre se dedicou a ela com afinco. Ainda menino, nos intervalos do trabalho na roça, molda com cera de abelha pequenas figuras. Por considerar a atividade como “brincar de boneca”, desmancha as esculturas quando se aproxima um adulto. Com o tempo, abandona a cera e adota a madeira como matéria-prima. Mas não derruba árvores para obtê-la. Pelo contrário: seu instinto preservacionista leva-o a adquirir o último trecho de mata virgem da região. “Dou vida ao que já está morto”, diz1.

Com forte impulso criativo, dedica-se exclusivamente às suas esculturas, decisão recebida com estranheza pela família e por conhecidos. Opta pela vida austera e orgulha-se de nunca trabalhar para outrem e recusar-se a vender suas obras quando julga que o comprador não a valoriza. Em outras palavras, jamais compromete sua arte para garantir a sobrevivência, nem considera seu trabalho artístico como mero meio de vida. 

O escultor é um dos escolhidos pelo Prêmio Itaú Cultural 30 Anos, realizado em 2017, para destacar artistas que impactam o cenário cultural brasileiro nas últimas décadas. Com um método de trabalho claro e fértil, separa suas obras em dois grupos. “As peças maiores, coloridas, são vistosas, falam alto. São visíveis a distância, criam clareiras ao seu redor, mesmo quando atulhadas, como acontece em seu depósito, oficina e museu. Já as menores, que preservam a textura da madeira crua, são discretas, falam baixo”, sintetizam Carlos Augusto Calil (1951) e Agnaldo Farias (1955), curadores da retrospectiva do artista realizada em 2018 no Itaú Cultural2

Os trabalhos de maior dimensão são produzidos a partir de "troncos abertos”, como Véio chama os pedaços de madeira cujos ângulos e formas lhe sugerem o caminho a seguir. A eles agrega cores industriais, vibrantes e intensas, que dão coerência às esculturas e, segundo o crítico Rodrigo Naves (1955), geram um “efeito pop”. Essas figuras antropomórficas, que brotam do imaginário do artista ao entrar em contato com a peça a ser entalhada, dificilmente podem ser reduzidas à arte popular.

Segundo o crítico Ronaldo Brito (1949), as obras de Véio fogem do virtuosismo mimético característico desse tipo de produção para aproximar-se de questões próprias à arte moderna e contemporânea3. Além da contenção do gesto e das cores impactantes, esses trabalhos questionam a própria noção de espaço da arte. Véio distribui suas estranhas figuras pelo sítio, como se fossem habitantes do local e refere-se a elas como portadoras de história e vida. Mas a aparência dessas esculturas transmuta-se facilmente, dependendo do local e da posição em que se encontram. “Deitada, estava pedindo socorro; em pé, ela quis me abraçar”4, detalha o artista ao falar das sensações que a madeira de origem lhe transmite e que, de certa forma, são preservadas na peça final.

No segundo grupo, encontram-se os entalhes das "madeiras fechadas”, como Véio chama os troncos menos sugestivos, mais retos e aptos a entalhes mais imaginativos, detalhados e próximos do mundo real. Essas obras apresentam dimensões menores, algumas vezes do tamanho de uma cabeça de palito de fósforo. A diferença de tamanho, entretanto, não parece importante para o artista: as pequenas peças também pertencem ao mundo da narrativa e são como anedotas contadas por pelo artista.

O que eu quero “é mostrar para os amantes da arte que ela não é medida nem pelo tamanho nem pelo peso”. O que importa é “seu sentimento, sua forma de expressão”. Alguns temas são recorrentes: cenas domésticas, com mães e seus filhos, a labuta dos artesãos e do homem do campo, o descaso com a cultura e a solidão impotente dos índios. 

Véio também se abre para a torrente de mitos, lendas da cultura nordestina e encanta o público com sua mescla de fantasia e destreza. Na série Os Cão do Meu Inferno, retrata seres endiabrados em intenso tom de negro. Também retrata palhaços e recria  as narrativas e o imaginário do povo iletrado, que escuta embevecido desde menino.

Cronologia

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS SELECIONADAS:

2017 - De surpresa no mundo, Galeria Estação, São Paulo | SP - Brasil
2017 - De surpresa no mundo, Gustavo Rebello Arte, Rio de Janeiro | RJ - Brasil
2016 - Véio, SEEDS Gallery, Londres - Inglaterra
2015 - Desdobramentos, SESC Santo Amaro, São Paulo | SP - Brasil
2015 - Becoming Marni, paralela 56º Bienal de Veneza, na Abadia de São Gregório, Veneza - Itália
2014 - Cicero Alves dos Santos – Véio | Esculturas Galeria Estação, São Paulo | SP - Brasil
2010 - Véio | Esculturas MAP – Museu de Arte Popular, Diadema | SP – Brasil
2006 - Nação lascada: arte e metáfora de Véio Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular Museu Edison Carneiro, Rio de Janeiro | RJ – Brasil
2003 - As coisas que nós possuímos Espaço Cultural da Assembléia Legislativa, Aracajú | SE - Brasil
1999 - A arte e o conhecimento Espaço Cultural da Assembléia Legislativa de Sergipe , Aracajú | SE - Brasil
1991 - Nordeste Centro de Cultura Tancredo Neves, Belo Horizonte | MG - Brasil
1986 - Véio e Sergipe Centro de Convenções de Natal, Natal| RN - Brasil


EXPOSIÇÕES COLETIVAS SELECIONADAS:

2017 - Bestiários, Centro Cultural São Paulo (CCSP), São Paulo | SP - Brasil
2016 - Le Museé Préparé – La Collection de la Fondation Cartier Pour l’Art Contemporain, Musée des Augustins, Le Printemps de September, Toulouse - França
2016 - Os Muitos e o Um: Arte Contemporânea Brasileira, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo – Brasil
2015 - Uma coleção particular - Arte contemporânea no acervo da Pinacoteca, Pinacoteca do Estado de São Paulo, SP | Brasil
2015 - 10ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre | RS - Brasil
2014 - Frestas Trienal de Arte Sesc Sorocaba, Sorocaba | SP - Brasil
2014 - Tatu: Futebol, Adversidade e Cultura da Caatinga Museu de Arte do Rio – Mar,Rio de Janeiro | RJ - Brasil
2014 - Quase figura, quase forma Galeria Estação , São Paulo | SP – Brasil
2014 - Vivid Memories Fondation Cartier pour l’art contemporain, Paris – França
2013 - Mundos Cruzados: ARTE E IMAGINÁRIO POPULAR, MAM, Rio de Janeiro |RJ 
2012 - Histoires de Voir Fondation Cartier pour l’art contemporain, Paris - França
2012 - Teimosia da Imaginação – dez artistas brasileiros Paço Imperial, Rio de Janeiro | RJ - Brasil
2012 - Teimosia da Imaginação – dez artistas brasileiros Instituto Tomie Ohtake, São Paulo | SP - Brasil
2010 - Arte brasileira além do sistema Galeria Estação, São Paulo | SP - Brasil
2009 - Vozes do Imaginário Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – Museu Edison Carneiro, Rio de Janeiro | RJ - Brasil
2001 - Tudo junto Galeria Pé de Boi, Rio de Janeiro | RJ - Brasil



COLEÇÕES PÚBLICAS / INSTITUCIONAIS:

Fondation Cartier pour lárt contemporain, Paris – França
Pavilhão das Culturas Brasileiras, São Paulo | SP – Brasil
Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo | SP – Brasil
MAR - Rio de Janeiro | RJ - Brasil
MAM – Rio de Janeiro |RJ – Brasil
Museu AfroBrasil , São Paulo | SP - Brasil
SESC –Belenzinho, São Paulo | SP – Brasil
SESC –Santo Amaro, São Paulo | SP - Brasil

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