Carregando... aguarde
Tempos Fraturados-2023-03-19 - Guia das Artes
"Tempos Fraturados"
amanhã às 10:00h
"Tempos Fraturados"
Quando acontece
Domingo, 19 Março até Quarta, 15 Março
dom
10:00
21:00
seg
ter
10:00
21:00
qua
10:00
21:00
qui
10:00
21:00
sex
10:00
21:00
sab
10:00
21:00
Local
MAC - USP
Museu de Arte Contemporânea da USP — 6° e 7° andar | Av. Pedro Álvares Cabral, 1301 — Vila Mariana
Conteúdo

 

O Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) está com uma nova exposição para comemorar seus 60 anos de existência. 

“Tempos Fraturados” traz ao público uma proposta de reflexão sobre a relação entre arte e a história brasileira, do século 20 ao presente.

Entre pelo saguão do belo prédio que fica do lado oposto ao Parque Ibirapuera, na Avenida Pedro Álvares Cabral. Ao fundo à esquerda estão os elevadores. Aperte o botão do sétimo andar. Ao sair do elevador e entrar na galeria, você vai, segundo os curadores, compreender as principais características do acervo do MAC-USP.

Com o nome "Tempos fraturados", que a exposição empresta da última publicação do historiador Eric Hobsbawn, as obras distribuídas pelo sétimo e sexto andares propõem uma reflexão sobre como os artistas que estão representados ali participaram dos últimos 60 anos — do museu, do Brasil e do mundo.

 

A exposição está dividida em três eixos. Mas é o institucional que chama atenção por surpreender uma parte do público menos familiarizada com as relações entre o Brasil e os Estados Unidos na metade do século passado.

Trata-se do conjunto de 13 obras doadas pelo magnata americano Nelson Rockefeller para a criação de museus de arte moderna em São Paulo e no Rio de Janeiro. Entre os artistas doados por Rockefeller estão George Grosz, Fernand Léger e Marc Chagall.

Algumas obras possuem etiquetas com QR Code que leva a textos curtos sobre elas. Como a seleção exposta faz parte do acervo permanente, "Tempos fraturados" pode ser vista e revista com bastante calma, já que ficará em cartaz até março de 2028.

 

Um pouco da história

 

O Museu de Arte Contemporânea já era um projeto da Universidade de São Paulo antes mesmo de 1963, mas foi com a doação do acervo que o Museu de Arte Moderna (MAM) tinha à época que ele realmente passou a existir.

Esse conjunto valioso era composto pelas coleções do casal Yolanda Penteado e Ciccillo Matarazzo e pelos prêmios das Bienais de São Paulo até 1961 e mais obras adquiridas pelo MAM-SP até então. E não era pouca coisa, não: o "presente" incluía telas de Amedeo Modigliani, Pablo Picasso, Joan Miró, Alexander Calder, Wassily Kandinsky, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, entre outros artistas.

 Quadro de Tarsila do Amaral exposto no MAC-USP — Foto: Luciano Matioli/TV Globo

Quadro de Tarsila do Amaral exposto no MAC-USP — Foto: Luciano Matioli/TV Globo

 

Um dos destaques naquele início do museu era a coleção de arte italiana do começo do século XX. "O museu pode contar uma história da arte italiana do início do século 20. Isso porque Ciccilo era informado por um grupo de artistas de SP, de pintores de SP, críticos de arte que tinham uma troca muito intensa com o ambiente artístico italiano", conta a diretora do MAC-USP e historiadora da arte Ana Gonçalves Magalhães.

Entre os consultores de Ciccilo estavam o crítico de arte italiano Pietro Maria Bardi (que, junto com Assis Chateubriand, criou o Museu de Arte de São Paulo — MASP) e Margherita Sarfatti, também crítica de arte, colecionadora e figura influente na política italiana.

 

Ao longo dos anos, o Museu de Arte Contemporânea procurou se manter em dia com o debate artístico não só aqui dentro do Brasil, mas também em contato com o ambiente internacional.

Ana Magalhães reforça que uma das características que o museu mantém até hoje nasceu junto com ele. "O MAC é o primeiro museu do país a colecionar fotografia, videoarte, registros de performance, a trazer os artistas aqui pra fazer performance, quer dizer: a atividade do museu nos anos 60 e 70 sobretudo, logo que ele entrou na universidade, eram bastante vivas".

A ditadura militar foi instaurada no país um ano depois da criação do museu. Walter Zanini, que foi diretor da instituição até 1978, conseguiu ampliar o acervo e criar setores novos, apesar do clima político desfavorável tanto aos artistas quanto à universidade e seus funcionários.

Sob a gestão de Zanini foram criados programas que constituíram os setores de cinema, música, fotografia, arquitetura e design, além de iniciativas relevantes para a ampliação do acervo de arte contemporânea, como os programas de exposições "Jovem Desenho Nacional", "Jovem Gravura Nacional" e "Jovem Arte Contemporânea".

 

Museu universitário

 Fachada do Museu de Arte Contemporânea (MAC)— Foto: Luciano Matioli/TV Globo

Fachada do Museu de Arte Contemporânea (MAC) — Foto: Luciano Matioli/TV Globo

 

Uma das missões do MAC é promover o estudo e a difusão do acervo. Os curadores da instituição são professores da Universidade de São Paulo. Disciplinas relacionadas a história da arte são oferecidas ali, tanto para estudantes de graduação como para os de mestrado e doutorado. Entre as atividades esporádicas estão os encontros e debates entre artistas e público.

 

Serviço

 

Exposição "Tempos Fraturados"

 

  • Local: Museu de Arte Contemporânea da USP — 6° e 7° andar | Av. Pedro Álvares Cabral, 1301 — Vila Mariana
  • Horário: de terça a domingo, das 10h às 21h
  • Temporada: até março de 2028
  • Entrada gratuita

 

Fonte: G1

* Os horários podem variar em função de férias e feriados. Recomendamos ligar antes para verificar.
Compartilhe
Comente
Mais Opções em "São Paulo"
"Tempos Fraturados" - MAC-USP completa 60 anos com nova exposição
Saiba mais
Alma da Rua I -
Saiba mais
Alma da Rua I -
Saiba mais
Araetá – A Literatura dos Povos Originários - Exposição Araetá: A Literatura dos Povos Originários traça panorama sobre a produção literária de autores indígenas
Saiba mais
Arte Infinita - Nascida em uma família de colecionadores, cuja mãe manteve durante 25 anos uma galeria dedicada a incentivar a escultura, Viviane Teperman inaugurou em 2001 a Arte Infinita Galeria.
Saiba mais
Casa Amarela Leilões de Arte - Casa Amarela Leilões de Arte" atuando no mercado de arte de São Paulo desde 1989 e no Distrito Federal desde 1994, especializada em leilões de arte e residenciais.
Saiba mais
DemocrArt -
Saiba mais
Galeria Cia Paulista -
Saiba mais
Galeria Leme - Desde a sua abertura em novembro de 2004, a Galeria Leme apresenta um programa inovador na cena da arte Brasileira, representando artistas brasileiros e internacionais, frequentemente convidados a criar e produzir novos e ambiciosos projetos no prédio de
Saiba mais
Galeria Luisa Strina - A história da Galeria Luisa Strina, a mais antiga galeria de arte contemporânea de São Paulo, se mistura com a trajetória profissional de Luisa Strina.
Saiba mais
Galeria Millan - Quando de sua fundação, em 1986, a Galeria Millan buscava apresentar relações entre a produção dos artistas contemporâneos que representava e os artistas modernos que influenciaram sua formação.
Saiba mais
Galeria Vermelho - Após treze anos de existência, a Vermelho estabeleceu-se como uma alternativa à rigidez dos espaços comerciais dedicados à arte, ao incentivar novas ideias e discursos desenvolvidos por artistas emergentes e já estabelecidos.
Saiba mais
Luciana Brito Galeria - Quinze anos depois de inovar a cena artística paulistana com seu espaço na Vila Olímpia – um dos primeiros a ser projetado por um escritório de arquitetura já tendo em vista as necessidades de uma galeria de arte contemporânea –, a Luciana Brito Galeria s
Saiba mais
Von Brusky Escritório de Arte -
Saiba mais