
Robinho Santana, nascido e criado em Diadema, São Paulo, emerge como versatil artista visual, pesquisador e músico experimental, traçando sua jornada através de suas raízes culturais e paixões criativas.
Sua trajetória é marcada por um background acadêmico sólido em Design e Fotografia, que serve como alicerce para sua expressão artística única.
As obras de Robinho se destacam por sua capacidade de transmitir profundas conexões com a vida e a cultura de seu povo. Com um olhar atento e sensível, ele abraça a responsabilidade de representar a rica tapeçaria da vida periférica. Através de sua arte, ele transcende os limites da expressão, explorando as complexidades e os desafios enfrentados pela vida.
Um aspecto distintivo do trabalho de Robinho é sua busca incessante por representar a diversi- dade da mulher e do homem negros periféricos. Ele não apenas busca a autenticidade em suas criações, mas também busca proporcionar um espaço onde esses indivíduos possam ser pro- tagonistas, quebrando estereótipos e desafiando
normas prejudiciais.
À medida que Robinho Santana continua a moldar seu legado artístico, ele permanece comprometido em usar sua voz para redefinir narrativas, ampliar perspectivas e celebrar a riqueza da cultura brasileira.
Sua jornada é um testemunho inspirador de como a arte pode ser um veículo para a mudança social e transformação pessoal.
Cada criação é uma ponte entre o passado, o presente e um futuro mais inclusivo, onde
A voz e a visão daqueles que antes foram marginalizados encontram um lugar central.
Esta obra integra uma série de pinturas realizada em 2019, na qual investigo a urgência de um diálogo sobre a presença e a ausência de sentimentos, desejos e angústias que atravessam a experiência humana. Desenvolvida em um momento em que minha pesquisa se volta à saúde mental como campo central, a série articula questões íntimas e coletivas, tensionando silêncios e evidenciando camadas emocionais muitas vezes negligenciadas.Nesta obra, proponho um movimento de retorno ao passado como estratégia de elaboração e transformação, sugerindo que é na revisitação das próprias memórias que se torna possível ressignificar o futuro. Obra presente hoje na Mostra Imaginação Radical: 100 anos de Frantz Fanon no Museu das Favelas, SP (2025-2026). também fez parte da exposição Geografias da ancestralidade no Paço das Artes, SP (2024) (Robinho Santana)