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Passe o dia na Pinacoteca de São Paulo: três edifícios, um único ingresso - Guia das Artes
Passe o dia na Pinacoteca de São Paulo: três edifícios, um único ingresso
Passe o dia na Pinacoteca de São Paulo: três edifícios, um único ingresso
Com um único ingresso, é possível conhecer a Pina Luz, a Pina Estação e a Pina Contemporânea, criando diferentes percursos entre arte, arquitetura e programação cultural
inserido em 2026-08-03 12:23:45
Conteúdo


A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, convida o público a conhecer sua programação, distribuída entre três edifícios. Com um único ingresso, é possível visitar as exposições e instalações da Pina Luz, da Pina Estação e da Pina Contemporânea, criando diferentes percursos de visita entre mostras de arte, arquitetura e espaços dedicados ao encontro e à programação cultural.

Localizados no bairro da Luz, no centro de São Paulo, os três edifícios ficam a poucos minutos uns dos outros. A Pina Luz e a Pina Estação são conectadas por uma passagem que passa pela Estação da Luz, enquanto a Pina Contemporânea pode ser acessada em uma breve caminhada pelo Parque da Luz. O percurso permite que cada visitante organize sua própria experiência, transitando entre exposições de diferentes períodos, linguagens e propostas curatoriais ao longo do mesmo dia.

A programação reúne exposições dedicadas à arte brasileira e internacional, combinando acervo, mostras temporárias e projetos que atravessam diferentes gerações, linguagens e práticas artísticas. Na Pina Luz, o público encontra a mostra do acervo da Pinacoteca, com mais de 1000 obras, e as exposições Pascale Marthine Tayou: Knockout! , Cristina Salgado: a mãe contempla o mar , Paulo Pedro Leal: trágico subúrbio , o projeto interativo Uma Obra: Pintura sem fim, de Gui Teixeira, e a Sala de Vídeo, que apresenta Ibirapema, de Olinda Tupinambá.

Na Pina Estação, estão em cartaz Macunaíma é Duwid e Beatriz Milhazes: gravuras do acervo da Pinacoteca de São Paulo.

 Já a Pina Contemporânea recebe as exposições Para crianças: experiências com a arte desde 1968 e Alice Yura: um ato fotográfico.

Entre a Pina Luz e a Pina Contemporânea, é possível ver esculturas do Acervo da Pinacoteca, instaladas nos jardins do Parque da Luz.

Exposições em cartaz

Pina Luz

Pascale Marthine Tayou: Knockout! 

07.03.26 a 02.08.26

 

A primeira exposição institucional do camaronês Pascale Marthine Tayou no Brasil apresenta instalações, esculturas e pinturas do artista com mais de 25 anos de carreira. As obras reorganizam materiais e ativam trocas, refletindo sobre a existência dos objetos cotidianos e convidando o público a olhar para a vida coletiva em diálogo com importantes conferências internacionais.

O título “Knockout!” sugere confronto, mas também humor e excesso, elementos que atravessam a narrativa da exposição, estruturada a partir de sete conferências internacionais: Berlim, Yalta, São Francisco, Roma, Rio de Janeiro, Bandung e Avignon.

Na exposição que ocupa as sete salas da Pina Luz, Tayou entrelaça esses episódios com experiências estéticas, explorando cores, texturas, materiais e tensões, onde o poético e o político se encontram em atrito constante.

 

 

Cristina Salgado: a mãe contempla o mar

07.03.26 a 02.08.206

 

A artista carioca leva para o espaço central da Pina Luz, o Octógono, sua interpretação do corpo feminino e do mar; “A mãe contempla o mar”, uma enorme instalação construída a partir de dezenas de faixas de tapetes multicoloridos.

Feita especialmente para o espaço expositivo, Salgado constrói duas grandes situações com mais de 3.500m² de tecidos predominantemente vermelhos e azuis. A instalação, é a maior obra de sua carreira e escancara sua relação com a psicanálise, dado que nutre sua produção há muitas décadas.

A obra retoma uma série de elementos presentes em sua pesquisa desde os anos 80, como o mobiliário doméstico e a paisagem, a casa e o mar, que se opõem e se completam.



Paulo Pedro Leal: trágico subúrbio

11.04.26 a 08.11.26

 

A primeira exposição institucional de Paulo Pedro Leal (1894 – 1968), pintor brasileiro autodidata, apresenta a obra deste artista que se dedicou à representação de cenas de guerras e conflitos sociais, de ritos da umbanda e paisagens rurais, e cuja vida reflete diversos aspectos da modernidade no país.

 

A mostra reúne mais de 50 pinturas realizadas entre as décadas de 1950 e 1960, em conjunto de trabalhos que demonstram o interesse de Leal pelas contradições que estruturaram o processo de modernização do Rio de Janeiro.



Sala de Vídeo, que apresenta Ibirapema, de Olinda Tupinambá

11.04.26 a 27.12.26

 

A Sala de Vídeo do edifício Pina Luz exibe o trabalho Ibirapema (2022), da artista Olinda Tupinambá (Pau Brasil, BA, 1989). A primeira imagem do filme abre-se como um rito. O litoral não é paisagem: é memória em estado de movimento.

 

Artista indígena dos povos Tupinambá e Pataxó Hã-hã-hãe, Olinda constrói uma prática que não separa tempo, nem linguagem, nem território. Sua obra se move entre ancestralidade e contemporaneidade, como quem recusa fronteiras impostas. Ao entrelaçar jornalismo, documentário, cinema e animação cultural, ela cria fissuras no discurso dominante e faz emergir saberes originários como forças vivas – não como passado, mas como continuidade. Sua produção não pede espaço; ela o reivindica, o tensiona e o reinventa.

 

Em Ibirapema, Olinda não representa, mas atravessa. Transmuta-se em onça, corpo em passagem, corpo em potência, para habitar encontros que desorganizam certezas e reencantam sistemas de crença. A onça não é metáfora: é método, é presença, é forma de existir entre mundos.

 

O filme se apresenta, assim, como um campo de forças, uma meditação que é também confronto. Entre memória e presença, entre apagamento e insurgência, Ibirapema nos convoca a reconhecer que o humano não é dado, mas, ao contrário, é constantemente recriado nos encontros, nas fricções, nas persistências; e que há saberes que, mesmo soterrados, nunca deixaram de respirar.



Uma Obra - Pintura sem fim

04.07.26 a 31.01.28

 

Instalação interativa do artista Gui Teixeira que convida crianças, famílias e visitantes de todas as idades a se tornarem coautores de uma pintura em constante transformação. Com peças de feltro coloridas, o público cria e recria livremente a obra, incentivando a criatividade, a participação coletiva e novas formas de experimentar a arte. saiba mais em https://pinacoteca.org.br/programacao/exposicoes/uma-obra-pintura-sem-fim/



Pinacoteca: Acervo

31.10.20 a 31.12.28

 

A exposição “Pinacoteca: Acervo” é feita do acervo de arte brasileira da Pinacoteca, ocupa 19 salas do Edifício Pinacoteca Luz com cerca de mil obras de mais de 400 artistas.

 

Aberta ao público em 2020, substituiu a mostra de longa duração anterior, “Arte no Brasil: uma história da Pinacoteca de São Paulo”, que ficou em cartaz entre 2011 e 2019.

Na Pina Estação

Beatriz Milhazes: gravuras do acervo da Pinacoteca de São Paulo

16.05.26 a 13.03.2027

 

Beatriz Milhazes, grande nome da arte brasileira, é conhecida por seu trabalho que alia rigor geométrico a uma atmosfera sempre festiva, fruto de sua paleta exuberante. Arte têxtil, chita, bordado, tecelagem tipicamente brasileira e grafismos indígenas são referências das quais ela se alimenta, transformando tudo isso em uma linguagem própria.

 

“Beatriz Milhazes: gravuras do acervo da Pinacoteca de São Paulo” reúne pela primeira vez um conjunto de 27 gravuras produzidas entre 1996 e 2019, resultado da colaboração da artista com Jean-Paul Rusell, fundador da Durham Press — estúdio de edição de gravuras, livros de artista e obras únicas sediado na Pensilvânia, Estados Unidos. A Pinacoteca é o único museu do mundo que possui esse conjunto de trabalhos.



Macunaíma é Duwid

28.03.26 a 13.09.26

 

“Macunaíma é Duwid” é uma exposição coletiva que revisita criticamente a obra Macunaíma – o herói sem nenhum caráter, de Mário de Andrade, a partir de um conjunto artístico e documental do modernismo brasileiro, em diálogo com produções de artistas indígenas contemporâneos.

 

Com cerca de 100 itens, entre pinturas, gravuras, esculturas e documentos, a exposição conta com trabalhos de artistas e pensadores dos povos do norte do Brasil, integrantes das etnias Wapichana, Makuxi, Tauperan, Akawaio e Patamona. A obra de Mário de Andrade, que completa 100 anos em 2028, teria se inspirado em Duwid – força criadora do mundo nas tradições de diversos povos – para escrever Macunaíma, personagem que se consagrou como herói da literatura modernista.



Pina Contemporânea

Para crianças: experiências com a arte desde 1968 

30.05.26 a 18.10.26

“Para crianças: experiências com a arte desde 1968” é focada no público infantil. Inaugurada na Haus der Kunst, em Munique, na Alemanha, em 2025. Agora na Pinacoteca, ela reúne trabalhos de onze artistas de vários países, todos, a seu modo, atravessados por materiais, brincadeiras, perguntas, pesquisas e histórias tão característicos do universo das crianças. São eles: as brasileiras Rivane Neuenschwander, Graziela Kunsch, Lygia Pape e o brasileiro Ernesto Neto e os internacionais Agus Nur Amal PMTOH, Ana Mendieta, Ei Arakawa-Nash, Harun Farocki, Ólafur Elíasson, Rachel Rose e Yto Barrada. 

 

Alice Yura: um ato fotográfico

11.04.26 a 13.06.26

Mostra individual de Alice Yura acontece a partir do desdobramento de sua pesquisa, que entremeia fotografia, arquivo e memória. Álbuns, fotos de arquivo, objetos e documentos conversam com imagens autorais, mostrando que a fotografia não é só um registro do real, mas também uma forma de construir identidades e criar sentidos, em que imagem e experiência se misturam.

 

Partindo do entendimento de que a fotografia vem da pluralidade, a mostra é estruturada a partir de dois ensaios de Alice. Neles, o corpo da artista apresenta-se como ponto de encontro entre seus dois núcleos familiares, tornando possível a abordagem de temas como ancestralidade, imigração e papéis de gênero.

“Alice Yura: um ato fotográfico” também se estende em um espaço de ativação: um estúdio fotográfico, instalado no centro do espaço expositivo, convida o público a posar e produzir imagens.



SOBRE A PINACOTECA DE SÃO PAULO     

     

A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até́ a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais em seus três edifícios, a Pina Luz, a Pina Estação e a Pina Contemporânea. A Pinacoteca também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo. B3, a bolsa do Brasil, é Mantenedora da Pinacoteca de São Paulo. 






SERVIÇO: 

De quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada permitida até às 17h).

 

Pina Luz: Praça da Luz, 2, Luz – São Paulo/SP

Pina Estação: Largo General Osório, 66, Luz – São Paulo/SP

Pina Contemporânea: Avenida Tiradentes, 273, Luz – São Paulo/SP

Ingressos: www.pinacoteca.org.br.

Inteira R$ 40, meia R$ 20 (garante acesso aos três edifícios no mesmo dia).

Gratuidade | Sábados gratuitos para todas as pessoas.
No 2º domingo de cada mês, gratuidade geral oferecida pela B3.
Crianças até 10 anos e pessoas acima de 60 anos têm entrada gratuita todos os dias.

 

Fotos por: 

Levi Fanan/Pinacoteca de São Paulo

 

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