
Natural de Machacalis (MG), formado em Artes Visuais (Belas Artes), é um artista que se destaca por explorar ancestralidades e tradições culturais. Sua pesquisa artística dialoga, profundamente, com a arte rupestre, o simbolismo tupi-guarani, inspirados por traços que evocam realidades míticas. Luiz busca integrar essas heranças em suas esculturas, reafirmando a iconografia como uma linguagem contemporânea.
Atualmente, o artista transita entre Brasil e Europa, desenvolvendo esculturas, pinturas e performances. Suas obras estão presentes em importantes acervos públicos e coleções privadas ao redor do mundo, apresentando a arte em um gesto vital que reconecta a humanidade à sua ancestralidade e sua relação com a natureza.
Em 2011, apresentou uma grande mostra na Galeria Estúdio Buck (SP), com curadoria de Paulo Miyada, com quem lançou o livro Origens (2012). Em 2020, publicou Elogio ao Silêncio.
Luiz Martins já realizou mais de 30 exposições individuais e participou de mais de 15 coletivas, com presença no Brasil e no exterior, desde o início de sua carreira, em 1996.
Agolonã é uma expressão artística que se materializa por uma linha do tempo, em um estado físico e etéreo, como uma névoa que revela o passado e aflora no presente. Busco representar a fé e crença que conectam três culturas singulares: os afro-brasileiros, os indígenas brasileiros e os povos da Oceania. Tendo como base os zoólitos, Agolonã busca relacionar a existência humana em suas origens culturais, religiosas e políticas unindo a força da religiosidade afro-brasileira, os ritos indígenas brasileiros e os objetos tribais da Oceania. Utilizo esses caminhos para construir estruturas visuais que buscam uma estética em que o belo se insere em reflexões sobre o comportamento sociocultural e político da sociedade contemporânea. (Luiz Martins)