
FRIEDRICH SALATHÉ(1793 - 1858) Vista da Ilha das Cobras, Vendo-se Capela de São José, BRASIL no séc. XIX, 1839. GRAVURA ÁGUA-TINTA COLORIDA À MÃO Gravado por FRIEDRICH SALATHÉ, editado por STEINMANN. MEDIDAS: 21,8 x 27 cm. SOUVENIRS DO RIO DE JANEIRO: "Ilha das cobras", vista nº5, desenho de Jacob Steinmann, gravado por Frédéric Salathé. Gravura em metal, água-tinta, aquarelada à mão e fixada sobre cartão branco de época, 1835. O conjunto de 13 paisagens desta obra é considerado como umdos mais raros e preciosos álbuns de vistas do Rio de Janeiro impresso no sec. XIX. FONTE: Cunha, Lygia da Fonseca Fernandes. O Acervo Iconográfico da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, 2010. Obra litográfica que apresenta arabescos e motivos ornamentais de caráter naturalista, pequenas cenas de costumes brasileiros, entremeados numa profusão minuciosa de folhagens e frutos tropicais. Reproduzida no livro Paisagem do Rio de Janeiro de GEORGE ERMAKOFF pg. 170. Consta no Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Coleção Brasiliana. Aluno do pintor suíço Peter Birmann, SALATHÉ Exibiu seus trabalhos em exposições nos anos de 1834, 1836 e 1848. Duas de suas pinturas aquáticas também foram apresentadas no Salon de Paris em 1841. Com o amigo fotógrafo Johann Jacob STEINMANN contribuiu para a produção de litografias a partir de chapas fotográficas. Johann Jacob Steinemann estudou litografia com Engelmann, aperfeiçoando seus conhecimentos com o inventor desse processo técnico, Aloysius Senefelder, em Paris. Em 1825 foi contratado, pelo governo do Brasil, como litógrafo oficial, por um período de cinco anos. Aceite o convite, trouxe consigo todo material indispensável ao desenvolvimento de suas atividades, inclusive duas prensas, instalando em sua residência a oficina litográfica, onde ocupou-se especialmente com a impressão de mapas e o ensinamento de litografia a militares e alguns civis. Terminado o contrato contínuo no Brasil, imprimindo mapas e estampas de tipos populares que a Biblioteca Nacional preservou na sua secção de iconografia, Retornou à Basileia em 1833, onde, dois anos depois editou o álbum de vistas Memórias do Rio de Janeiro Desenhadas da Natureza e Publicadas por J. Steinmann (SOUVENIRS DO RIO DE JANEIRO, DESSINÉS D’APRÈS NATURE ET PUBLIÉS PAR J. STEINMANN). Gravadas pelo laborioso processo sobre o cobre por Friedrich Salathé, famoso artista suíço, foram elas preparadas segundo desenhos de vários artistas que estiveram no Brasil entre 1825 e 1833: 1. Caminho dos Órgãos, desenho de Steinmann; 2. Largo do Paço, desenho de Victor Barat; 3. Nova Friburgo (Colônia Suíça no Morro Queimado), desenho de Steinmann; 4. Plantação de café, desenho de Steinmann; 5. Ilha das Cobras, desenho de Steinmann; 6. St. João de Carahy, a Praia Grande, desenho de Steinmann ; 7. Vista de N. S. da Glória e da Barra do Rio de Janeiro, desenho de Kretschmer; 8. Vista do Sacco d'Alferes et de St. Christóvão, desenho de Steinmann; 9. Vista tomada de Santa Teresa, desenho de Kretschmer; 10. Morro do Castello e Praya da Ajuda, desenho de Steinmann; 11. Botafogo, desenho de Steinmann; 12. Igreja de S. Sebastião, desenho de Steinmann; 13. Fortaleza Sta. Cruz e Praya Vermelha (sic) desenho de Deburne.
FRIEDRICH SALATHÉ (1793- 1858) Novo Friburgo Colônia Suissa ao Morro Queimado, BRASIL no séc. XIX 1839. GRAVURA ÁGUA-TINTA COLORIDA À MÃO Gravado por FRIEDRICH SALATHÉ, editado por STEINMANN. Medidas: 21,8 x 27 cm. Histórico da obra: Pertence à série de 13 paisagens Souvenirs de Rio de Janeiro, dessinés d'après nature et publiés par J. Steinmann, considerado um dos mais raros e preciosos álbuns de vistas do Rio de Janeiro impressos no século XIX. Johann Jacob Steinmann, suíço, estudou litografia com Engelmann e com o inventor da litografia Aloys Senefelder em Paris. Em 1825 foi contratado pelo Governo Imperial Brasileiro como litógrafo oficial por cinco anos, instalando oficina litográfica em sua residência no Rio de Janeiro com duas prensas trazidas da Europa, ensinando litografia a militares e civis e imprimindo mapas e tipos populares preservados na Seção de Iconografia da Biblioteca Nacional. Terminado o contrato, retornou à Basileia em 1833 e dois anos depois editou o álbum, gravado pelo laborioso processo de água-tinta sobre cobre por Friedrich Salathé. Salathé, aluno do pintor suíço Peter Birmann, exibiu em 1834, 1836 e 1848, e apresentou duas aquarelas no Salon de Paris de 1841. Com Steinmann, foi pioneiro na litografia a partir de chapas fotográficas. As 13 vistas: 1. Caminho dos Órgãos; 2. Largo do Paço; 3. Nova Friburgo; 4. Plantação de café; 5. Ilha das Cobras; 6. São João de Carahy, Praia Grande; 7. Vista de N. S. da Glória e Barra; 8. Vista do Saco d'Alferes e São Cristóvão; 9. Vista tomada de Santa Teresa; 10. Morro do Castelo e Praia da Ajuda; 11. Botafogo; 12. Igreja de S. Sebastião; 13. Fortaleza de Santa Cruz e Praia Vermelha. Esta estampa: Vista central aquarelada mostrando a Colônia Suíça fundada por D. João VI em 1819 no Morro Queimado, com casario de telha vermelha, Serra dos Órgãos ao fundo. Circundada por rica bordadura litográfica ornamental - arabescos naturalistas com folhagens, frutos tropicais (abacaxi, caju), fauna (macaco, tatus, aves), cenas de costumes brasileiros, tipos étnicos, escravizados, carruagem, navio negreiro, choupana e atividades agrícolas. Título manuscrito ao centro inferior: "Novo Friburgo, Colonia Suissa." Assinatura impressa no canto inferior direito: "a Childe chez J. Honegger, Liestal" / Steinmann editor. Fontes / Referências: Cunha, Lygia da Fonseca Fernandes. O Acervo Iconográfico da Biblioteca Nacional, 2010. Ermakoff, George. Paisagens do Rio de Janeiro. Exemplares constantes na Biblioteca Nacional, Pinacoteca do Estado de São Paulo - Coleção Brasiliana. Estado: Excelente conservação para a época, cores vivas da aquarela à mão. Fixada sobre cartão de época. Moldura dourada rocaille contemporânea com vidro e passepartout em veludo. Obra de grande raridade e importância histórica para iconografia do Brasil Imperial e da colonização suíça.