Eduardo Kac (1962, Rio de Janeiro) é um dos mais importantes artistas contemporâneos na interseção entre arte, ciência, tecnologia e comunicação, reconhecido internacionalmente como pioneiro da bioarte, da arte telemática e das poéticas digitais.
Radicado nos Estados Unidos desde os anos 1980, Kac iniciou sua trajetória com experiências em poesia digital, holografia e telecomunicação artística, explorando precocemente as possibilidades estéticas das redes, da interatividade e da mediação tecnológica.
A partir dos anos 1990, tornou-se referência mundial com projetos de bioarte e arte transgênica, especialmente com a obra GFP Bunny (Alba), na qual utilizou engenharia genética como meio artístico, provocando debates globais sobre ética, biotecnologia, autoria e vida como suporte estético.
Seu trabalho investiga temas como identidade, linguagem, ecologia, comunicação interestelar, inteligência artificial e manipulação genética, ampliando radicalmente os limites tradicionais da produção artística.
Kac apresentou obras em instituições de prestígio como MoMA, Tate, Centre Pompidou, ZKM, Ars Electronica e diversas bienais internacionais, além de ter obras em coleções públicas e privadas ao redor do mundo.
Além de artista, é pesquisador e teórico, autor de livros e ensaios fundamentais sobre arte, biotecnologia e mídia, sendo referência acadêmica nos debates sobre arte e ciência no século XXI.
Reconhecido por sua capacidade de antecipar transformações tecnológicas e culturais, Eduardo Kac consolidou-se como uma figura central da arte experimental contemporânea, influenciando gerações de artistas, curadores e pesquisadores.