
Pintor, professor. Em 1922, cursa artes decorativas na Escola Profissional Masculina do Brás, em São Paulo, onde é aluno de Giuseppe Barchita. Entre 1922 e 1928, cursa o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo - Laosp, onde estuda com Enrico Vio (1874 - 1960). Nessa época, entra em contato com Alfredo Volpi (1896 - 1988) e Mario Zanini (1907 - 1971), com os quais costuma pintar paisagens dos arredores da cidade. Trabalha com Francisco Rebolo (1902 - 1980) na pintura de painéis decorativos. Muda-se para o Rio de Janeiro, e ingressa na Escola Nacional de Belas Artes - Enba, em 1928. Participa, ainda, da fundação do Núcleo Bernardelli, em 1931. Sua produção é predominantemente figurativa. Em 1942, recebe, no 48º Salão Nacional de Belas Artes - SNBA, o prêmio de viagem ao exterior, e vai para os Estados Unidos, onde permanece por três anos. Cursa história da arte e museologia no Fine Arts Institute, da Universidade de Colúmbia, e organização de museus no Brooklin Museum. Ao retornar ao Brasil, fixa-se em Porto Alegre, após um período de permanência no Rio de Janeiro. Ingressa como professor de pintura no Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul, no qual atua entre 1952 e 1976. Cria, em 1954, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, inaugurado em 1957. Em 1997, em homenagem ao fundador, esse museu passa a chamar-se Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli.
Prêmios
1935 - Menção Honrosa no Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
1938 – Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
1939 - Medalha de Prata no Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
1942 - Prêmio Viagem ao Exterior no Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
1948 - Prêmio Euclides da Cunha no Salão Fluminense de Belas Artes, Rio de Janeiro
1948 - Pequena Medalha de Prata no 14º Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo
1949 - Prêmio Arnaldo Guinle no Salão Municipal de Belas Artes, Rio de Janeiro
1949 - Prêmio Viagem no Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
1950 - Medalha de Prata no Salão Fluminense de Belas Artes, Rio de Janeiro
1950 - Prêmio Alto Mérito no Salão Municipal de Belas Artes, Rio de Janeiro
1951 - Prêmio Municipalidade no Salão Municipal de Belas Artes, Rio de Janeiro
1955 - Medalha de Prata no 6º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul, Porto Alegre
1956 - Prêmio Guggenheim, MAM/RJ, Rio de Janeiro
1957 - Prêmio Aquisição no 21º Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo
1960 - Primeiro prêmio no 15º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte, MAP, Belo Horizonte
1962 - Primeiro prêmio no 17º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte, MAP, Belo Horizonte
ADO MALAGOLI Araraquara 1906 - Porto Alegre 1994 A Cidade — década de 1970 Óleo sobre tela — ass. c.i.e. — 66 x 55 cm. Emoldurado: 98,5 x 87,5 cm. Formado pela Escola Nacional de Belas Artes, no Rio, conviveu com Portinari, Dacosta e Tenreiro. Expôs pela primeira vez no Salão Nacional de 1934, ao mesmo tempo em que participava das mostras do Núcleo Bernardelli. 1935 — menção honrosa com Romântica. 1938 — medalha de bronze com Numa Casa de Caboclo. 1939 — medalha de prata com Nu. 1942 — Prêmio Viagem ao Estrangeiro com Repouso — Salão Nacional de Belas Artes. Entre 1944 e 1946 estuda História da Arte e Museologia na Escola de Arte da Universidade de Columbia, Nova Iorque, e restauração pictórica em Nova Iorque e Columbia. Entre 1948 e 1950, estuda em Roma e Paris com De Chirico, Petrucci, Achilli e Lhote. Retorna ao Brasil e inicia atividade como professor em Juiz de Fora. Em 1954, a convite do Secretário de Cultura José Mariano de Freitas Beck, chega a Porto Alegre para lecionar no Instituto de Belas Artes e é designado para organizar e fundar o Museu de Arte do Rio Grande do Sul — MARGS, criado pelo Decreto nº 5065 de 27 de julho de 1954, sem acervo e sem sede. Malagoli reúne pinturas dispersas em instituições estaduais e, com verba, adquire em São Paulo obras de estrelas da pintura brasileira e autores europeus. Diretor fundador e figura imprescindível, domina a cena artística gaúcha nos anos 1950-1960 como professor, organizador, museólogo e restaurador. Exposições individuais e coletivas no Brasil e exterior desde 1938. Prêmios: Viagem ao Estrangeiro 1942, Viagem ao Brasil 1949, Alto Mérito Rio 1950, Municipalidade do Rio 1951, 1º Prêmio Salão de Belo Horizonte 1960, 1º Prêmio Salão Municipal de Belas Artes. A Cidade, fase final, década de 1970 — composição de casarios em empasto moderado, rigor técnico da tradição acadêmica com matéria contemporânea, caráter universal apesar do tema regional. Pintura de síntese do modernista moderado, laureado, fundador do principal museu de arte do Rio Grande do Sul.