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Ado Malagoli - Guia das Artes
Ado Malagoli
Informações
Nome:
Ado Malagoli
Nasceu:
Araraquara, SP (28/04/1906)
Faleceu:
Porto Alegre, RS (04/11/1994)
Biografia

Pintor, professor. Em 1922, cursa artes decorativas na Escola Profissional Masculina do Brás, em São Paulo, onde é aluno de Giuseppe Barchita. Entre 1922 e 1928, cursa o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo - Laosp, onde estuda com Enrico Vio (1874 - 1960). Nessa época, entra em contato com Alfredo Volpi (1896 - 1988) e Mario Zanini (1907 - 1971), com os quais costuma pintar paisagens dos arredores da cidade. Trabalha com Francisco Rebolo (1902 - 1980) na pintura de painéis decorativos. Muda-se para o Rio de Janeiro, e ingressa na Escola Nacional de Belas Artes - Enba, em 1928. Participa, ainda, da fundação do Núcleo Bernardelli, em 1931. Sua produção é predominantemente figurativa. Em 1942, recebe, no 48º Salão Nacional de Belas Artes - SNBA, o prêmio de viagem ao exterior, e vai para os Estados Unidos, onde permanece por três anos. Cursa história da arte e museologia no Fine Arts Institute, da Universidade de Colúmbia, e organização de museus no Brooklin Museum. Ao retornar ao Brasil, fixa-se em Porto Alegre, após um período de permanência no Rio de Janeiro. Ingressa como professor de pintura no Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul, no qual atua entre 1952 e 1976. Cria, em 1954, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, inaugurado em 1957. Em 1997, em homenagem ao fundador, esse museu passa a chamar-se Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli.

Cronologia

Prêmios
1935 - Menção Honrosa no Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
1938 – Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
1939 - Medalha de Prata no Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
1942 - Prêmio Viagem ao Exterior no Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
1948 - Prêmio Euclides da Cunha no Salão Fluminense de Belas Artes, Rio de Janeiro
1948 - Pequena Medalha de Prata no 14º Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo
1949 - Prêmio Arnaldo Guinle no Salão Municipal de Belas Artes, Rio de Janeiro
1949 - Prêmio Viagem no Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro
1950 - Medalha de Prata no Salão Fluminense de Belas Artes, Rio de Janeiro
1950 - Prêmio Alto Mérito no Salão Municipal de Belas Artes, Rio de Janeiro
1951 - Prêmio Municipalidade no Salão Municipal de Belas Artes, Rio de Janeiro
1955 - Medalha de Prata no 6º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul, Porto Alegre
1956 - Prêmio Guggenheim, MAM/RJ, Rio de Janeiro
1957 - Prêmio Aquisição no 21º Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo
1960 - Primeiro prêmio no 15º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte, MAP, Belo Horizonte
1962 - Primeiro prêmio no 17º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte, MAP, Belo Horizonte

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28 de Junho às 20:00

Ado Malagoli - Fuga para o Egito - 89,5 x 116 cm - Óleo sobre Tela - Ass. CIE e Verso - Década de 1950


“A velhice não é uma catástrofe irreparável, pois é possível manter-se jovem através das ideias e de um permanente aproveitamento intelectual.”

“Se eu pudesse recomeçar minha vida, voltaria a ser pintor.”

Ado Malagoli
Depoimentos extraídos do livro “Malagoli visto por Quintana”

“O Rio Grande do Sul deve muito a este professor. A pintura gaúcha, em boa parte, teve a orientação de Ado Malagoli. Ele foi o professor da maioria dos atuais pintores, foi o exemplo, o mestre, o exigente e o benevolente. Ado Malagoli foi a referência da pintura gaúcha e da formação de novos valores. Ele se constituiu num animador cultural, numa segura orientação e num dos protótipos da figura do pintor.” 

Jacob Klintowitz
Trecho extraído do texto “O Mestre Malagoli aos 80 anos”, de 1985

“As telas de Malagoli nos propõem um mundo de sonhos em que a dor e o sofrimento, atráves da interrogação, se enchem de fé no homem. É esse sentimento agudo da realidade humana que faz dele um de nosso pintores mais densos, e de sua obra, um dos mais orgânicos e intrigantes conjuntos da pintura brasileira contemporânea.”

José Luiz do Amaral Neto
Trecho parcial extraído do texto “O Artesão dos Sonhos” 

“Por volta de 1928 teve a oportunidade de conviver com os então jovens pintores paulistas Rebolo Gonzales, Mário Zanini e Volpi. No início dos anos 30, matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes. Como integrante do Grupo Bernadelli, ao lado de Manoel Santiago, Pancetti, Rescala, e Milton Dacosta, participou de fecunda experiência buscando novas soluções estéticas para a pintura brasileira. Nos anos 40, recebeu menções honrosas e prêmios, incluindo o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro. Impossibilitado de viajar a Europa por causa da guerra, Malagoli aprimorou seus estudos em Los Angeles, Chicago e Nova York. Com este apreciável acervo de conhecimentos e vivência artística adquirida nos principais centros nacionais e, depois da guerra, na Europa, que Malagoli radica-se em Porto Alegre desde 1952, tornando-se a principal referência artística e ativo intelectual tendo a criação do Museu de Arte do Rio Grande do Sul levado seu nome em função da sua sólida formação cultural bem como sua contribuição para a consolidação do modernismo no sul do Brasil. Faleceu em 4 de março de 1994.”

 
Obras deste artista