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Nordeste Expandido estrategias de (re) existir-2026-08-21 - Guia das Artes
Nordeste Expandido: estratégias de (ré) existir
Faltam 9 dias para o início12/08/2026|21/08/2026
Nordeste Expandido: estratégias de (ré) existir
Quando acontece
Sexta, 21 Agosto até Sábado, 22 Agosto
dom
seg
ter
qua
qui
sex
16:00
sab
15:00
Local
Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial [Sala dos Archeiros]
Praça XV de Novembro, 48 – Centro
Conteúdo

Paço Imperial realiza seminário sobre a produção artística do Nordeste

Com o objetivo de refletir sobre a produção artística da região Nordeste do país, será realizado nos dias 21 e 22 de agosto de 2026 o seminário da exposição “Nordeste Expandido: estratégias de (ré) existir”, no Paço Imperial. Com entrada gratuita, o seminário contará com a participação de artistas, curadores e pesquisadores, como as curadoras e professoras Izabela Pucu, Luiza Interlenghi e Marisa Flórido Cesar; o historiador, sociólogo e pesquisador Alexandre Barbalho; os artistas Alan Adi, Simone Barreto e Dinho Araujo; a psicóloga, professora e arte-educadora Mariana Bessa e a artista, gestora cultural, educadora e curadora Samantha Moreira.

 

“Esses encontros contam com a participação de curadores locais, artistas e convidados, reforçando a importância dos espaços de diálogo, da roda de conversa e da troca como forças motrizes do pensamento artístico”, afirmam as curadoras Jacqueline Medeiros e Cecília Gallindo.

 

O seminário terá duas rodas de conversa, uma no dia 21 e outra no dia 22 de agosto, ambas com entrada gratuita. A primeira será “Nordestes e pesquisas em trânsito”, no dia 21 de agosto, sexta-feira, às 16h, que propõe um espaço de diálogo sobre a região e a sua produção a partir do olhar de Izabela Pucu, Luiza Interlenghi, Marisa Flórido, Alexandre Barbalho e Alan Adi. Mais do que pensar o Nordeste como uma unidade homogênea, a ideia é reconhecer o que emerge de diferentes territórios, experiências, temporalidades e modos de produzir conhecimento. Cada pesquisa constrói, desloca ou tenciona determinadas imagens e sentidos atribuídos à região. Assim, a roda busca abrir espaço e alargar conceitos para que diferentes vozes e experiências revelem as diferenças, as contradições, os deslocamentos e as reinvenções. Nesse movimento, a produção artística também se apresenta como campo de criação e disputa, capaz de inventar outras imagens e possibilidades para os Nordestes. Entre pesquisas, produções e experiências, a arte aparece como espaço de trânsito.

 

No dia 22 de agosto, às 15h, será realizada a conversa “Territórios, imaginação e educação – processos educativos”, que propõe um encontro entre artistas que, em diferentes edições do projeto, também participaram da construção e da experiência dos processos educativos. A partir dessas vivências, a conversa busca refletir sobre as relações entre arte, território e educação, compreendendo o educativo não apenas como mediação, mas como espaço de encontro, escuta, experimentação e produção coletiva de sentidos. As experiências dos participantes permitem pensar como diferentes territórios atravessam as práticas artísticas e educativas e como a imaginação pode criar outras formas de perceber, ocupar e narrar esses espaços. Nesse percurso, a roda pretende compartilhar experiências e pensar coletivamente os caminhos possíveis para processos educativos que sejam sensíveis às particularidades dos territórios e às múltiplas formas de produzir conhecimento.

 

A exposição “Nordeste Expandido: estratégias de (ré) existir” pode ser vista até o dia 6 de setembro de 2026, no Paço Imperial. Com curadoria de Jacqueline de Medeiros e curadoria adjunta de Cecília Gallindo Cornélio, a mostra apresenta 216 obras de 110 artistas da região Nordeste do Brasil, em uma itinerância iniciada em 2023 no Recife, que já passou por Fortaleza, Natal, São Luís, Teresina, João Pessoa e Aracaju até chegar ao Rio de Janeiro.

 

A exposição e o seminário integram o programa Nordeste Expandido, que tem o objetivo de atualizar o acervo artístico do Banco do Nordeste com obras de artistas de diversas áreas de atuação, reduzindo as lacunas quantitativas e de diversidade étnica, racial e de gênero. Após a finalização do processo de aquisição, o Banco volta a esses estados para apresentar o conjunto geral de obras, integradas com rodas de conversas entre os artistas e curadores participantes, nas quais o público pode conhecer melhor as dinâmicas da produção artística de cada região.

 

SOBRE OS PARTICIPANTES

 

Izabela Pucu

Curadora, pesquisadora, gestora cultural e professora.  Doutora em História e Crítica da Arte pelo PPGAV/EBA/UFRJ, 2017. Coordenadora geral da Plataforma Mario Pedrosa atual desde 2018. Pesquisadora associada do projeto Amérique Latine no Oficial. Centre Georges Pompidou, 2023. Vencedora do Prêmio Jabuti, 2020, indicada e semifinalista em 2024. Ministrou, entre outros, o curso “Arte, crítica e política na América Latina (MASP, 2026). Co-organizadora do livro Mario Pedrosa Atual (MAR, 2019), Roberto Pontual: obra crítica (Prefeitura do Rio/Azougue, 2012), entre outros, de inúmeros seminários, entre eles Vetores do Sul: Mario Pedrosa, crítica de arte e política na América Latina (CPF/SESC, 2023). Co-curadora de exposições como Os avesso do avesso da Liberdade (Solar,2025), Ensaios para o Museu das Origens (Tomie Ohtake/ Itáu Cultural, 2023/24), curadora de mostras como Loucura Suburbana 25 anos (Futuros, 2025), Pintura de Borda, Mirela Luz (Casa França Brasil, 2024), Fio-ação, de Mariana Guimarães (Paço Imperial, 2023). Diretora e curadora do Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (2014-2016), Coordenadora de Educação do Museu de Arte do Rio (2018-2020), curadora do Solar (2025). Professora substituta do Instituto de Artes da Uerj (2008-2012).

 

Luiza Interlenghi

Curadora e professora do Departamento de Artes e Design da PUC-Rio. É Doutora em História e Crítica da Arte, PPGAV, EBA-UFRJ (2015), com a tese Arte em Campo Instável sobre artistas que testam as bordas dos espaços institucionais da arte. Ministrou cursos de história da arte no Masp – Escola e no SESC Nacional, entre outras instituições. É curadora de diversas exposições, como Visualidades Brasileiras – Funarte 50 Anos (Mezanino Palácio Gustavo Capanema, Funarte, 2026); Entrelinhas, de Valeria Costa Pinto (Galeria Gaby Índio da Costa, RJ, 2024); Kalunga Kia Kolelaku, de Luanda Francisco (Abapirá, RJ, 2023); e cocuradora de Parada 7 – Arte em Resistência (coletiva, Centro de Arte Hélio Oiticica e Centro Cultural da Justiça Federal, RJ, 2022); Publicou, ensaios sobre Beatriz Milhazes; Maria Pólo; Danilo Di Prete e Eliseu Visconti no catálogo da 60ª Bienal de Veneza, Itália (2024). É autora dos ensaios: O que é...? sobre exposição de Ricardo Basbaum (Gal. Marli Matsumoto, 2024); Essa vontade de cor, em Ione Saldanha: A cidade inventada, São Paulo: MASP, 2022; Beatriz Milhazes: Life and Work, em Beatriz Milhazes, Taschen, 2022; além de Arte em campo instável (2016) e junto a Frederico Morais A felicidade é o problema fundamental da arte, (2014), ambos na Revista Arte & Ensaios (PPGAV - UFRJ).

 

Marisa Flórido Cesar

Professora do Departamento de História e Teoria da Arte e do PPGartes do Instituto de Arte da  UERJ. Crítica de arte e curadora independente. Possui livros e textos sobre artes visuais em livros, revistas acadêmicas, catálogos e periódicos no Brasil e no exterior.

 

Alexandre Barbalho

Possui licenciatura em História pela UECE, bacharelado em Ciências Sociais e mestrado em Sociologia pela UFC e doutorado em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela UFBA. Fez estágio pós-doutoral em Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. É professor adjunto do curso de História e professor permanente dos PPGs em Sociologia e em Políticas Públicas da UECE e em Comunicação da UFC. Tem experiências nas áreas de Política, Cultura e Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: política cultural, política de comunicação, mídia e cidadania, mídia e minorias, mídia e política, elites. É autor ou organizador, entre outros, de: Democracia radical e pluralismo cultural. Para ler Chantal Mouffe (2015); Política cultural e desentendimento (2016) - edição em espanhol: Política cultural y desacuerdo (2020); Cultura e democracia (2017); e Sistema Nacional de Cultura. Campo, saber e poder (2019).  Comunicação e cultura das minorias (com Raquel Paiva, 2005 - edição em espanhol: Comunicación y cultura de las minorías, 2012 );  Cultura e desenvolvimento: Perspectivas políticas e econômicas (com Lia Calabre, Paulo Miguez e Renata Rocha, 2011); Federalismo e políticas culturais no Brasil (com Lia Calabre e José Márcio Barros , 2013); Políticas culturais no governo Dilma (com Albino Rubim e Lia Calabre, 2015); Os trabalhadores da cultura no Brasil: criação, práticas e reconhecimento (com Elder Maia e Mariela Vieira, 2017); e Retratos do Ceará moderno: emergência de um padrão de modernização cultural nas margens (com Mariana Barreto, 2020).

 

Alan Adi

O trabalho de Alan Adi (Aracaju, 1986) passa por pesquisar comumente temas relacionados à formação da sociedade brasileira partindo da perspectiva da região Nordeste, evidenciando a produção artística vinda dessa região ao mesmo tempo em que essa produção dá suporte para a construção de trabalhos que discutem questões sobre migração, economia, história e educação. Interações entre a herança social das imagens associadas ao Nordeste e o atual contexto de nação povoam boa parte de sua pesquisa recente que se atrela aos formatos usuais daquilo que ficou historicamente demarcado como a poética visual oriunda da região.

 

Simone Barreto (Fortaleza, Ceará, 1984) é artista visual e educadora. Sua prática investiga as relações entre trabalho, memória, maternidade e narrativas autobiográficas femininas, tendo a linha — do desenho, da costura e do bordado — como elemento central de sua pesquisa. A partir de arquivos familiares, memórias e experiências cotidianas, desenvolve desenhos, objetos, livros de artista e trabalhos têxteis que transformam gestos historicamente associados ao universo doméstico em linguagem poética e reflexão crítica sobre gênero, cuidado e trabalho. Foi indicada ao *Prêmio PIPA 2020, recebeu o Prêmio Principal do 69º Salão de Abril (2018) e participou de exposições, residências e programas de pesquisa no Brasil e na Colômbia. É idealizadora do Õwã Brincar, projeto dedicado às poéticas da infância.

 

Dinho Araujo é artista e educador nascido no Maranhão, na região da Baixada. É licenciado em Educação Artística pela UFMA, Mestre em Antropologia pela UFPB, professor substituto do Departamento de Artes da UFMA e gestor cultural do Chão, espaço independente em São Luís. A partir de mídias como a fotografia, o lambe e a careta, seu trabalho investiga raça e aparições. Participou das exposições coletivas “Um defeito de cor”, no Museu de Arte do Rio (2022), Museu Nacional da Cultura Afro-brasileira (MUNCAB) em Salvador (2023) e Sesc Pinheiros (2025), Nordeste expandido: estratégias de (re) existência, do Banco do Nordeste Cultural (2023/25), “Lélia em nós: festas populares e amefricanidade”, no Sesc Vila Mariana (2024), Preamar (SP-Art), em São Paulo (2022), Cais, na Galeria Galatéa (2023), Residência ao Acaso, na Galeria Luciana Brito (2024). Realizou circulação nacional com a cena expandida “Performance Preta no Brasil”, com Elton Panamby, pelo Palco Giratório (2019), programa de pesquisa e intercâmbio sobre a produção negra e indígena no campo da performance. Sua individual, História dos animais e árvores, foi exibida no 33º Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo, em 2024.

 

Mariana Bessa é Psicóloga, Professora e Arte-Educadora, e dedica-se à tessitura de conexões entre esses campos do saber, instaurando diálogos entre subjetividade, arte e educação. Sua prática se orienta por uma investigação crítica das múltiplas formas de ser, fazer e existir no mundo contemporâneo. Acredita na criatividade como força transformadora, capaz de instaurar experiências dotadas de sentido, e na cultura como potência política e estética para a reinvenção do mundo.

 

Samantha Moreira

Artista, gestora cultural, educadora e curadora. Fundadora do Ateliê Aberto (Campinas/SP 1997), do CHÃO SLZ (São Luís/MA 2015), coordenadora institucional do JA.CA Centro de Arte e Tecnologia e do Arrudas Pesquisa em Artes (Nova Lima e Belo Horizonte/MG desde 2018). Uma das idealizadoras do PREAMAR ações em rede a partir do Maranhão, do Fundo Colaborativo para artistas e criadores, organizado por um grupo de espaços independentes parceiros; co-curadora da VERBO Mostra de Performance Arte em São Paulo, São Luís e em Fortaleza (2018 a 2023), co-curadora da Novas Aquisições Coleção Maranhão - Centro Cultural Banco do Nordeste; Poema aos Homens do nosso Tempo - Hilda Hilst em diálogo, Prêmio Rede Nacional Funarte; Comestível, Prêmio ProAc; Depois das Fronteiras - Paisagens sonoras e visuais no planalto, Daquilo que me habita no CCBB Brasília, Instante experiência/acontecimento - co-curadoria do núcleo de performances audiovisuais, SESC Campinas (2012), entre outras exposições e prêmios. Juri de seleção e orientadora do Programa LABCULTURAL 2021 do BDMG Cultural. Juri de seleção e coordenação e curadoria do Bolsa Pampulha (2018/2019). Integrou as comissões de seleção/ou premiação do 46 Edital MARP Ribeirão Preto, 25 Salão Anapolino de Arte (2021), Seleção dos projetos inscritos na Lei Aldir Blanc - Secretaria de Cultura de Campinas, (2020), 4a Laboratório de Artes Visuais do Porto de Iracema das Artes -Fortaleza (2017), ProAc para Espaços Independentes - Sec. da Cultura do Estado de São Paulo (2016), Prêmio Foco - ArtRio (2016), 5a Edição do Prêmio Marcantônio Vilaça (2015),Programa de Exposições do Museu de Arte de Ribeirão Preto, (2013), entre outros. Participou de exposições como 32°Panorama da Arte Brasileira no MAM, Rumos Artes Visuais Itaú Cultural, Temporada de Projetos Paço das Artes. Junto ao JACA coordenou o Programa CCBB Educativo entre 2018 e 2022, o 7 Bolsa Pampulha 2018/2019, integrou o conselho consultor da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará na implementação e coordenação das exposições de abertura da Pinacoteca do Ceará.? Organizadora dos livros Ano13 frutos, sementes, árvores, jardim - JA.CA 2023, Thiago Martins de Melo - 2018 Ed. Capivara, Metadados - Ateliê Aberto - Prêmio ProAc Espaços Independentes, 2015, IndieGESTÃO - como chupar cana e assobiar ao mesmo tempo -JÁ.CA e Ateliê Aberto Prêmio Rede Nacional

Informações adicionais
Realização: Banco do Nordeste Cultural, Paço Imperial e IphanApoio: Atlantis e Associação de Amigos do Paço Imperial
Preços e pagamento
Entrada gratuita
Contato
Midiarte Comunicação: (21) 98175.9771
* Os horários podem variar em função de férias e feriados. Recomendamos ligar antes para verificar.
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