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PASTEUR O CIENTISTAFABRICA DE ESPETACULOS-2023-09-30 - Guia das Artes
PASTEUR, O CIENTISTA | FÁBRICA DE ESPETÁCULOS
Evento encerrado
PASTEUR, O CIENTISTA | FÁBRICA DE ESPETÁCULOS
Quando aconteceu
Sábado, 30 Setembro até Domingo, 03 Dezembro
Local
Fábrica de Espetáculos (galpão do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Avenida Rodrigues Alves, 323, Santo Cristo (Gamboa)
Conteúdo

 

Exposição grandiosa, divertida e interativa traz  ao público as descobertas de Louis Pasteur,  sua biografia e contexto histórico, a partir de 30 de setembro, com entrada gratuita

 

A mostra Pasteur, o Cientista passou por três cidades do estado de São Paulo,

atraindo mais de 45 mil visitantes a espaços de informação, experiência e diversão.

No Rio, vai ocupar a Fábrica de Espetáculos, no Santo Cristo (Gamboa)

Chega finalmente ao Rio a exposição sobre um dos maiores cientistas da era

moderna, Louis Pasteur (1822-1895). Pasteur, O Cientista, teve três temporadas

bem-sucedidas no estado de São Paulo, a partir de 2020, levando dezenas de

milhares de visitantes a espaços de informação, experiências, interação lúdica,

projeções, videomapping e, principalmente, valorização da ciência e dos cientistas.

Concebida e realizada originalmente pela Universcience (órgão ligado ao Ministério

da Cultura da França), a mostra é uma celebração à vida e à obra do francês Louis

Pasteur, cientista revolucionário em muitos campos e símbolo da vacinação, por ter

descoberto a vacina antirrábica. E, principalmente, um defensor da ciência.

A exposição estará no Rio de Janeiro de 30 de setembro a 3 de dezembro, de

terça a sexta-feira das 9h às 17h, e aos sábados e domingos das 10h às 18h, na

Fábrica de Espetáculos (galpão do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no bairro

do Santo Cristo, na Gamboa). É uma realização de Ministério da Cultura, Museu da

Vida Fiocruz, Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz e Ponto de Produção, com o apoio da

Embaixada da França no Brasil e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do

Estado do Rio de Janeiro. O patrocínio é do Magazine Luiza e da Sanofi.

Com parceria da Secretaria Municipal de Saúde, será montado um posto de vacinação

na mostra, atendendo à população adulta e infantil com todas as vacinas necessárias.

As crianças precisam apresentar carteira de vacinação para controle. O posto vai

funcionar nos dias e horários da exposição, a partir da abertura.

Gênio e difusor da ciência

Indiscutível gênio da ciência, pesquisador obstinado e mestre na difusão de

informações: Louis Pasteur, nascido no interior da França em 1822, de uma família

de curtidores de couro, fez avançar a química e a medicina no século XIX. É um dos

criadores da microbiologia e redefiniu horizontes ao provar que existem micro-

organismos e ao definir como se reproduzem, proliferam e colonizam outros

organismos, sendo em muitos casos responsáveis pelas doenças infecciosas.

Estudou germes, vírus, fungos e demais “seres infinitamente pequenos”. Lidou com

vinho, leite, animais de pasto e seda. Estabeleceu novos paradigmas para as ciências e

novos procedimentos, inclusive para a Medicina – foi a partir dessas descobertas, por

exemplo, que médicos passaram a valorizar a assepsia nos cuidados com doentes.

Antes disso, era comum que os profissionais de saúde sequer lavassem as mãos nos

atendimentos.

Pesquisador tremendamente respeitado entre seus pares – era de um extremo rigor

nos métodos – ganhou fama mundial também junto ao grande público na difusão dos

resultados da antirrábica, em 1885. No Brasil, tinha muitos seguidores e

admiradores, entre os quais o imperador Pedro II. Oswaldo Cruz foi um dos cientistas

que trabalharam na esteira de suas realizações.

 

Na exposição, vídeos, grafismos, animações, projeções, textos e desenhos apresentam

toda a sua trajetória – e não apenas a dele. Pasteur, o Cientista faz uma

permanente contextualização do tempo de Louis Pasteur, principalmente em relação

aos acontecimentos da Europa e às descobertas do chamado século das invenções –

em que surgiram o trem, a fotografia e o cinema, os motores a explosão, dirigíveis,

telégrafo, telefone, iluminação pública e tantos outros símbolos da modernidade.

Mais que tudo, Pasteur, o Cientista traz à discussão a valorização da ciência e do

ato histórico como elemento constituinte não somente da memória e da identidade,

mas como a mais sólida base para o crescimento e o desenvolvimento da

humanidade.

Ciência aplicada à vida prática

Pasteur não foi o primeiro nem o único a criar uma vacina, mas sua pesquisa e a

aplicação da antirrábica o transformou em símbolo da imunização. Era um cientista

com visão aplicada: trabalhou na pesquisa ligada à indústria e a atividades

econômicas importantes, aperfeiçoando métodos de cultivo e processamento de

indústrias importantes como as do vinho, da seda e de animais de corte. Resolveu

problemas logísticos - seu nome batiza o processo de conservação de alimentos

batizado como pasteurização – e salvou atividades econômicas prejudicadas por

pragas.

Foi também um brilhante comunicador – hoje, seria considerado um ser midiático.

Sabia chamar a atenção da comunidade científica e da população para assegurar que

suas descobertas chegassem ao maior número possível de pessoas, com

demonstrações públicas e grandiloquentes de suas descobertas. “Para provar ao

público reunido na Sorbonne que as bactérias estavam por toda parte, mesmo no ar,

ele direcionou um projetor de luz para iluminar os grãos de poeira”, conta Astrid

Aron, museógrafa da exposição.

Era também um empreendedor, registrando patentes e criando empresas para

explorar suas descobertas. “Seu principal objetivo não era reunir uma fortuna, mas

assegurar fundos para prosseguir com as pesquisas” explica o curador científico

Maxime Schwartz, ex-diretor geral do Instituto Pasteur. “Podemos até dizer que

Pasteur era uma espécie de precursor das start-ups de hoje”, diz Aron.

A fama conquistada pela vitória contra a raiva, com a vacina pioneira em 1885

permitiu que levantasse fundos internacionais para fundar, três anos depois, o

Instituto Pasteur, com braços pelo mundo, para disseminar a imunização.

“O trabalho de Pasteur”, conclui Maxime Scwhartz, “pode estimular que as crianças

entendam e amem a ciência. Acho que é uma meta que devemos manter em nossas

cabeças e corações”.

Animação e interação

Estruturada em seis atos, como uma peça de teatro, a exposição apresenta as

descobertas de Pasteur em ordem cronológica: da solução de um enigma químico –

 

cristais de ácido do vinho aparentemente iguais reagiam à luz de forma diferente –

até a vitória contra a raiva, doença até então incurável.

Um busto de Pasteur recebe os visitantes e, sobre ele, é projetado um videomapping

(imagens em 3D), enquanto a voz de Marie Pasteur narra a trajetória do marido. Uma

curiosidade: o considerável talento artístico do pesquisador quando jovem é

mostrado na reprodução de telas pintadas entre os 13 e os 20 anos.

Seguem-se ambientes em que filmes, aparelhos, mecanismos, jogos de charadas,

vitrines mágicas e instrumentos de época desfilam as descobertas de Louis Pasteur na

Química, no trabalho com os micro-organismos e na imunização de animais e seres

humanos.

O visitante pode entender, por exemplo, a pesquisa da vacina antirrábica num filme

de animação em que uma menina, espiando da casa vizinha à do laboratório,

acompanha os testes de Pasteur em coelhos; entende, através de um “microscópio”,

como micro-organismos podem sobreviver sem oxigênio; espia pelo gargalo de

garrafas de vinho para descobrir os segredos da fermentação da bebida; decifra junto

com Pasteur o segredo dos “pastos malditos”, locais onde rebanhos inteiros morriam

de antraz, entre outras atividades.

No final, um módulo especialmente produzido faz a ligação de Pasteur com o Brasil:

pesquisas desenvolvidas por aqui, a admiração de D. Pedro II pelo cientista, o

desenvolvimento nacional da produção de vacinas pelos Institutos Butantã e Oswaldo

Cruz e seus desdobramentos na ciência contemporânea.

A mostra, ato a ato

PRÓLOGO: Busto de Pasteur recebe os visitantes com projeções de videomapping.

Um grande ciclorama pontua a história cultural do século 19.

ATO 1 – CRISTAIS E DISSIMETRIA (1847-1857): O início de tudo: aos 21 anos,

Pasteur decide – e consegue – resolver um mistério da ciência. Aqui, filme,

experiência ótica e jogo de classificação ajudam a entender o processo.

ATO 2 – FERMENTAÇÕES (1857-1876): Pasteur e os micro-organismos da

fermentação: como o cientista inventou a pasteurização e resolveu impasses de

indústrias como a da cerveja e do vinho. Aqui também começa a relacionar

contaminação por micro-organismos e doenças. Microscópios e jogos proporcionam a

interação nesse ato.

ATO 3 – GERAÇÕES ESPONTÂNEAS? (1859-1864): A polêmica do

surgimento dos micro-organismos: de onde vêm? Pasteur enfrenta outros cientistas e

prova sua teoria. O visitante descobre como foi, passo a passo, na multimídia

instalada em vitrine mágica.

ATO 4 – DOENÇAS DOS BICHOS-DA-SEDA (1865-1869): Pasteur salva a

indústria da seda, eliminando doenças dos insetos produtores, na sua primeira

pesquisa em patologias animais. Maquetes, equipamentos de época e dioramas

ilustram o método e as descobertas.

 

ATO 5 – DOENÇAS INFECCIOSAS E VACINAS (1876-1895): A pesquisa de

Pasteur das vacinas para doenças dos animais se amplia. Galinhas e carneiros

recebem vacinas em experiências bem-sucedidas. O cientista ganha fama mundial

com a invenção da vacina contra a raiva. Um cenário de fazenda, jogos sobre as

vacinas, filmes e maquetes contam essa história.

EPÍLOGO – PASTEUR E O BRASIL: Enquanto Louis Pasteur fazia a ciência

avançar na Europa, os reflexos se suas pesquisas chegavam ao Brasil. D. Pedro II era

um grande admirador do cientista, trocou correspondência com ele, tentou trazê-lo

para o Brasil e fez uma grande contribuição para a criação do Instituto Pasteur.

Foram fundados institutos de pesquisa e diversos cientistas e médicos brasileiros se

destacaram na área, em especial Vital Brazil e Oswaldo Cruz.

Por onde a mostra passou

Pasteur, o Cientista estreou no Palais de la Découverte, em Paris, em dezembro

de 2017, sendo o Brasil o primeiro país estrangeiro a receber a mostra. A exposição

foi apresentada no Sesc Interlagos, na capital paulista, tendo sido inaugurada em

fevereiro de 2020 – a visitação precisou ser interrompida durante a pandemia, mas

foi retomada no final do ano e seguiu até o início de 2021. Entre junho de 2021 e

outubro do ano seguinte, a atração também passou pelas unidades do Sesc em

Campinas e Santo André.

 

 

Contato
Andrea Gonçalves (21) 97149-9540

andreag@intrepidacomunicacao.com.br



Paula Catunda (21) 98795-6583

paula.catunda@gmail.com
* Os horários podem variar em função de férias e feriados. Recomendamos ligar antes para verificar.
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