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TOURO BRANCO-2021-03-22 - Guia das Artes
“TOURO BRANCO”
Evento encerrado
“TOURO BRANCO”
Quando aconteceu
Segunda, 22 Março até Quarta, 24 Março
Local
Pandêmica Coletivo Temporário
https://www.youtube.com/channel/UCUMuWUFGPFfKPugPuP7ivIg
Conteúdo

 

Espetáculo questiona os modos de funcionamento da nossa sociedade

a partir da mitologia religiosa e da colonização europeia

 

Segundo projeto do 1COMUM Coletivo, peça-experimento de Higor Campagnaro

é apresentada ao vivo pelo YouTube entre 22 e 24 de março. Direção de Fernando Nicolau e Jeffe Pinheiro

Sátira livremente inspirada na literatura profana e religiosa, o espetáculo “TOURO BRANCO” questiona os modos de funcionamento da nossa sociedade por meio do olhar do colonizador europeu e da análise da mitologia religiosa e suas interpretações. Em cena, o ator capixaba Higor Campagnaro, que também assina a dramaturgia, é um contator de histórias que trava um diálogo com uma divindade criada por ele mesmo. Ao longo do espetáculo, transmitido ao vivo da casa do ator, no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, diversos personagens tomam a fala, contam causos, relatam fatos históricos e jornalísticos, lançam passagens bíblicas e ditados populares, e outros discursos que causam reflexão ou indignação. A direção é dos também capixabas Fernando Nicolau Jeffe Pinheiro, assistência de direção e produção de Clarissa Menezes, figurino e caracterização de Luiza Fardin e direção musical e trilha sonora de João Schmid. O espetáculo será apresentado ao vivo nos dias 22, 23 e 24 de março, às 21h, na página da Pandêmica Coletivo Temporário de Criação no YouTube (bit.ly/pandemica). O projeto tem patrocínio do Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da lei Aldir Blanc. 

 

“TOURO BRANCO” surgiu do desejo de Higor Campagnaro em falar sobre questões eurocêntricas e do que foi feito do mundo a partir do olhar do colonizador. A montagem aborda o universo dos mitos e dos livros sagrados, explorando a maneira como tais narrativas alimentam crenças e práticas que extrapolam o contexto estritamente religioso para se tornarem a base de visões de mundo e comportamentos normativos, muitas vezes, fundamentalistas.

 

“Em TOURO BRANCO, lançamos um olhar sobre discursos que acabam por servir como ideologia para mecanismos de opressão e exclusão, sobretudo quando simulam justamente pregar valores como igualdade e fraternidade. Temos assistido ao crescimento de uma grande onda ultraconservadora, que avança contra uma série de conquistas humanitárias no que diz respeito aos direitos de minorias, às tentativas de construção de uma maior igualdade e respeito entre os seres humanos e seu ambiente. E é muito necessário que essas questões sejam discutidas e que nos perguntemos em que medida nós mesmos reproduzimos essas falas, protegidos por nossos privilégios e acomodados na repetição do cotidiano”, analisa Higor Campagnaro.

 

Inicialmente pensado para os palcos, o espetáculo teve que se adaptar para um formato híbrido entre teatro e audiovisual. A parceria na direção entre Fernando Nicolau e Jeffe Pinheiro, que é cineasta, foi fundamental para a realização de “TOURO BRANCO”, um plano-sequência ao vivo de 40 minutos em que o ator se desloca e conversa com a câmera parada, fixa no tripé.

 

1COMUM Coletivo

“TOURO BRANCO” é o segundo projeto do 1COMUM Coletivo. O primeiro foi “Se eu fosse Iracema”, espetáculo indicado aos prêmios Shell (categorias atriz e figurino), Cesgranrio (figurino), APTR (atriz, dramaturgia e figurino) e APCA (atriz), eleito o melhor figurino nos três primeiros. Em “TOURO BRANCO”, o coletivo dá continuidade à pesquisa sobre colonização e questão indígena, estendendo agora à perspectiva do homem branco colonizador. “Penso muito numa trilogia sobre a origem do Brasil. Num próximo espetáculo, desejo estender a investigação à colonização da população afro-brasileira”, planeja Fernando Nicolau, diretor dos dois espetáculos. “Em ‘TOURO BRANCO’, não quisemos apenas falar do homem branco colonizador, mas discutir, em cena, privilégios, branquitude e meritocracia por meio da narrativa eurocêntrica encampada por um olhar cristão, via bíblia, que endossa essa suposta superioridade”, explica.

 

Higor Campagnaro

Ator formado pela Escola de Teatro e Dança FAFI, Higor Campagnaro iniciou os estudos em Filosofia, na Faculdade Salesiano (ES), e em Artes Visuais, na Universidade Federal do Espírito Santo. No teatro, recentemente esteve nas montagens “Cabaret Voltaire”, direção de Jefferson Miranda, e “Os que ficam”, da Cia do Latão, com direção de Sergio de Carvalho.

No cinema, protagonizou “Um animal amarelo” (2000), longa de Felipe Bragança, menção honrosa de melhor ator protagonista Festival de Gramado, e “O que resta” (2018), de Fernanda Teixeira. Participou de “Os primeiros soldados” (2019), filme de Rodrigo de Oliveira; “Prisioneiro da liberdade” (2019), dirigido por Jeferson De; “Carmem” (2018), média-metragem de Catarina Wallestein e Felipe Bragança.

 

Na TV participou das séries “Os últimos dias de Gilda” (2020), do Canal Brasil, selecionada para Berlinale Series, em 2021, com direção Gustavo Pizzi; “A revolta dos males” (2018), na TV SESC, com direção de Jeferson De e Belizário Franco; “Queima mufa” (2020), no Canal Futura, dirigida por Rodrigo Friederischessen; “Filhos da pátria” (2017), na Rede Globo, com direção de Mauricio Faria e “Anjo loiro com sangue no cabelo” (2019), no Canal Brasil, direção de Marina Meliande e de Felipe Bragança, ainda sem data de estreia.

 

À frente da Santo 7 & Cena com sua companheira, a figurinista Luiza Fardim —  prêmios Shell, Cesgranrio e APTR pelo figurino de “Se Eu fosse Iracema”, em 2017 —, ele desenvolve pesquisas em diferentes linguagens como cinema, teatro e séries de TV para canais abertos, por assinatura e streaming. Em 2017, produziu o espetáculo teatral “Tubarões”, com direção de Michel Blois, que cumpriu temporada Sesc Copacabana.

https://vimeo.com/403822288

 

 

Fernando Nicolau

Integrante do 1COMUM Coletivo, Fernando Nicolau é artista da cena e visual formado pela Casa das Arte de Laranjeiras CAL (RJ) e pela Escola de Teatro e Dança FAFI (ES). Hoje trabalha como diretor de cena, de elenco, de arte, iluminador, cenógrafo e designer gráfico. Dirigiu, iluminou, cenografou e criou o projeto gráfico dos espetáculos “Capivara na luz trava” (2012), “Se eu fosse Iracema” (2016), “Histórias de uma Margarida” (2017), “Mundo afora: Meada” e “Selva lírica" (2018)”. Entre 2018 e 2020, desenhou a luz para o Prêmio APTR de Teatro. De março a dezembro de 2019, participou – como diretor, técnico e facilitador da oficina “Dramaturgia da luz” – da 22ª edição do projeto Palco Giratório (SESC) com o espetáculo “Se eu fosse Iracema”.

www.fernandonicolau.com

 

Jeffe Pinheiro

Artista do audiovisual, artes plásticas e música. Formado em Rádio e Televisão pela FAESA. Hoje atua como diretor, roteirista e assistente de direção. Dirigiu e escreveu mais de 10 curtas-metragens, entre eles “Agrados para Cloê” (2009) e “Talvez amanhã” (2015), vencedores do Concurso de Roteiro do Festival de Vitória. Tem um trabalho voltado para canções, “jEFFEHQUERi”. Atuou como assistente de direção de vários filmes e séries, entre eles “M-8, quando a morte socorre a vida”, de Jefferson De, e “Arcanjo renegado”, de Heitor Dalia.

www.jeffepinheiro.com

 

 

 

EQUIPE DE CRIAÇÃO

 

Roteiro, dramaturgia e interpretação: Higor Campagnaro

Direção: Fernando Nicolau e Jeffe Pinheiro

Assistência de direção e produção executiva: Clarissa Menezes

Figurino e caracterização: Luiza Fardin

Direção musical e trilha sonora: João Schmid

Provocadora: Tatiana Henrique

Comunicação visual e projeto gráfico: Fernando Nicolau

Fotografia: João Julio Mello

Mídias sociais: Bárbara Cabral

Assessoria de imprensa: Catharina Rocha – Máquina de Escrever Comunicação

Produção de imagem: Reinaldo Rocha

Consultoria técnica: Gabrielly Arcas e Juracy de Oliveira

Narração e consultoria do material para pessoas com deficiência visual: Daniela Mahmud

Gerência Financeira: Estufa de Ideias

Parceria: Pandêmica Coletivo Temporário de Criação

Realização: Santo 7 & Cena e 1COMUM Coletivo

 

 

TOURO BRANCO

Espetáculo ao vivo pelo YouTube da

Pandêmica Coletivo Temporário de Criação (bit.ly/pandemica) Apresentações: 22, 23 e 24 de março, às 21h.

Debate: 23 de março, após a apresentação.

Reprise com interpretação em LIBRAS: 29, 30 e 31/3 no YouTube.

Duração: 40 min. Classificação indicativa: 12 anos. Ingresso: gratuito.

 

* Os horários podem variar em função de férias e feriados. Recomendamos ligar antes para verificar.
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