
Refik Anadol (1985, Istambul, Turquia) é um dos principais artistas contemporâneos dedicados à interseção entre arte, inteligência artificial, dados e arquitetura. Reconhecido internacionalmente, construiu uma trajetória marcada pela criação de obras imersivas que transformam grandes volumes de informação em experiências sensoriais.
Radicado nos Estados Unidos, Anadol é fundador do Refik Anadol Studio, em Los Angeles, e desenvolve projetos em colaboração com instituições culturais, científicas e tecnológicas de alcance global. Sua pesquisa explora conceitos como “memória da máquina”, visualização de dados e estética algorítmica.
Entre seus projetos mais relevantes estão as séries Machine Hallucinations, Unsupervised e Quantum Memories, apresentadas em espaços como o MoMA, Centre Pompidou, Serpentine Galleries e importantes fachadas arquitetônicas ao redor do mundo.
Anadol é pioneiro na utilização de modelos de aprendizado de máquina como ferramenta criativa, defendendo a inteligência artificial como meio artístico legítimo. Seu trabalho investiga como sistemas computacionais podem reinterpretar arquivos culturais, científicos e urbanos, ampliando as fronteiras da autoria contemporânea.
Presente nas principais coleções institucionais e privadas, Refik Anadol consolidou-se como uma referência global da arte digital do século XXI, sendo reconhecido por sua capacidade de unir rigor tecnológico, inovação estética e reflexão cultural.