
Mario Klingemann (1970, Alemanha), conhecido como Quasimondo, é um dos pioneiros da arte generativa e da utilização da inteligência artificial como linguagem artística. Atuando na interseção entre arte, ciência e programação criativa, desenvolve, há mais de duas décadas, pesquisas com redes neurais, algoritmos e sistemas autônomos.
Seu trabalho investiga temas como percepção, identidade, memória e autoria, com especial atenção ao retrato como campo de experimentação entre sensibilidade humana e cálculo algorítmico. Foi um dos primeiros artistas a empregar redes neurais profundas na criação artística, tornando-se referência internacional na arte baseada em aprendizado de máquina.
Suas obras foram exibidas em importantes instituições e eventos internacionais, como MoMA, The Metropolitan Museum of Art, Centre Pompidou, Barbican Centre, Photographers’ Gallery e Ars Electronica, consolidando seu reconhecimento no circuito global da arte contemporânea e da cultura tecnológica.
Em 2018, tornou-se o primeiro artista a vender em leilão, na Sotheby’s, uma obra criada com inteligência artificial (Memories of Passersby I), marco histórico na relação entre arte, mercado e tecnologia.
É cofundador do projeto Botto, um sistema artístico descentralizado baseado em inteligência artificial e governança coletiva, no qual uma rede neural produz obras continuamente e uma comunidade participa da curadoria e da validação estética. O projeto tornou-se um dos principais experimentos contemporâneos sobre autoria distribuída e economia criativa automatizada.
Reconhecido por unir rigor técnico, pensamento crítico e sensibilidade estética, Klingemann consolidou-se como uma das figuras centrais da arte algorítmica do século XXI, influenciando artistas, pesquisadores e instituições na redefinição das relações entre criatividade, tecnologia e cultura.