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Lasar Segall - Guia das Artes
Lasar Segall
Informações
Nome:
Lasar Segall
Nasceu:
Vilnius, Lituânia (21/07/1891)
Faleceu:
São Paulo, SP (02/08/1957)
Biografia

   De origem judaica, inicia estudos de arte, em 1905, na Academia de Desenho do mestre Antokolski, em Vilna, na Lituânia. Muda-se para a Alemanha em 1906 e estuda na Escola de Artes Aplicadas e na Academia Imperial de Belas Artes, em Berlim. Viaja para a cidade de Dresden, onde freqüenta a Academia de Belas Artes. Amplia seu contato com a pintura impressionista e realiza, em 1910, a primeira mostra individual na Galeria Gurlitt.

   No final de 1912, vem para o Brasil e no ano seguinte expõe em São Paulo e Campinas. No mesmo ano retorna à Europa. Inicialmente, realiza uma pintura de derivação impressionista, com influência de Jozef Israël e de Paul Cézanne (1839-1906). A partir de 1914, passa a interessar-se pelo expressionismo, desenvolvendo-se plenamente nessa estética em 1917. Em 1919, em Dresden, funda com Otto Dix (1891-1969), Conrad Felixmüller (1897-1977), Otto Lange (1879-1944) e outros, o Dresdner Sezession Gruppe 1919, grupo que agrega artistas expressionistas da cidade. Em 1921, publica o álbum de litografias Bübüe e, em 1922, o Erinnerung an Wilna - 1917 com águas-fortes. Volta ao Brasil, onde fixa residência em São Paulo, no ano de 1923.

   Na capital paulista, Lasar Segall é destaque no cenário da arte moderna, considerado um representante das vanguardas européias. No ano seguinte, executa decoração para o Baile Futurista do Automóvel Clube e para o Pavilhão Modernista de Olívia Guedes Penteado (1872-1934). É um dos fundadores da Sociedade Pró-Arte Moderna - Spam, em 1932, da qual se torna diretor até 1935. Dez anos após sua morte, em 1967, a casa onde morava, na Vila Mariana, em São Paulo, é transformada no Museu Lasar Segall.

   Seu primeiro contato com o Brasil ocorre em 1913, quando expõe em São Paulo e em Campinas, retornando a Dresden no mesmo ano. A pintura de Segall, sob o impacto da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), reflete a preocupação com as injustiças sociais e o sofrimento humano. Seus quadros são estruturados por meio de planos construídos em diagonais e apresentam uma tendência à geometrização, com o predomínio de formas triangulares

Em 1918, viaja para Vilna, sua cidade natal, fato que marca sua obra, por reforçar a identificação com algumas questões judaicas que se tornam importantes para sua experiência artística. Retorna a Dresden no mesmo ano. Substitui as cores mais vivas de seu primeiro momento expressionista por tons mais sóbrios, obtidos por meio de camadas sucessivas de tinta. Seus quadros nascem num ambiente artístico marcado pelo cubismo e pela segunda fase do expressionismo alemão, mais aderente a uma aproximação realista da figura, que inclui artistas como George Grosz (1893-1959) e Otto Dix.

   Entretanto, em comparação às cores vivas utilizadas por esses artistas, as obras de Segall têm caráter melancólico ou lírico e são trabalhadas em tonalidades sóbrias, com predomínio de ocres, cinza, negros e violetas. Em 1923, Lasar Segall muda-se para o Brasil, onde tem contato com os jovens modernistas. Nos primeiros trabalhos realizados no país, revela um deslumbramento pela luz e pelas cores tropicais. Sensibiliza-se não apenas com a paisagem mas também com o ambiente artístico brasileiro: sua produção mantém diálogo com obras de Tarsila do Amaral (1886-1973) , e de outros artistas locais. Reside em Paris entre 1928 e 1932. Nessa época, produz obras com motivos brasileiros e também utiliza temas recorrentes, como o da emigração. O colorido vibrante de suas telas dá lugar a uma luz mais pálida e mais suave. Segall passa a estruturar as composições por meio da mancha cromática e a linha não é mais tão predominante em suas obras. A partir de 1935, pinta paisagens de Campos de Jordão, de cromatismo muito refinado.

   Sua obra adquire aspecto de matéria densa, com uma cor muito peculiar. Os temas ligados a dramas humanos permanecem em quadros de grandes dimensões. Ao longo da carreira, dedica-se a várias técnicas de gravura. Em seus primeiros trabalhos, explora o uso das sombras, acentuando o claro-escuro..

   Os desenhos são importantes na produção de Segall e, como na gravura, apresentam temas recorrentes como o universo de desfavorecidos e marginalizados pela sociedade. O artista confere a suas figuras deformações expressivas e situa os personagens em espaços que os oprimem, o que gera um clima de tristeza e abandono.

   O humanismo, revelado pela preocupação com a violência, a miséria e as injustiças sociais, e certo caráter lírico estão presentes em toda a sua carreira. Segall aborda temas universais, expressando-os com emoção, por meio da cor em sua pintura ou pelo jogo entre linha e vazio em suas produções gráficas.

Cronologia

Participou, entre outras, das seguintes exposições coletivas: 1909 – Recebeu o prêmio Max Liebermann na Freie Sezession, em Dresden 1919 – Galeria Emil Richter, em Dresden Com a Sucessão de Dresden

1921 – Galeria von Garvens, em Hannover (Alemanha) 1931 – Salão Revolucionário, Rio de Janeiro 1937-39 – Salão de Maio, Esplanada Hotel, São Paulo 1943 – Exposição de Arte Condenada pelo III Reich, Galeria Askanazy, Rio de Janeiro 1951 – Bienal de São Paulo, Museu de Arte Moderna, São Paulo 1956 – Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Seus trabalhos foram exibidos postumamente em diversas mostras, entre as quais as seguintes: 1957 – Retrospectiva, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro 1959 – Retrospectiva, Museu Nacional de Arte Moderna, Paris 1990 – Retrospectiva, Kunsthalle, Berlim.

O Museu de Essen, o Museu de Folkwang e o Museu Municipal de Desden, os três na Alemanha, o Museu Nacional de Arte Moderna e Museu de Arte de Grenoble, ambos na França, e o Museu Judaico de Nova York encontram-se entre as instituições que possuem obras do artista em seus acervos.

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Lasar Segall - Pinturas, desenhos, gravuras e esculturas - A vinda para o Brasil trouxe transformações estilísticas para Lasar Segall e as obras revelam mudanças no olhar do artista e sua percepção da paisagem e do povo brasileiro. “Lasar deixou para o público de hoje uma obra personalíssima, reflexo das influências culturais a que foi submetido e resultado da intensidade com que se entregou à sua arte”, conclui Vera d’Horta - Capa dura, formato: 22 x 27 - 144 páginas
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