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Heitor dos Prazeres - Guia das Artes
Heitor dos Prazeres
Informações
Nome:
Heitor dos Prazeres
Nasceu:
Rio de Janeiro - RJ - Brasil (23/09/1898)
Faleceu:
Rio de Janeiro - RJ - Brasil (04/10/1966)
Sobre o artista

“Eu sou Heitor dos Prazeres… Heitor dos Prazeres é meu nome… Esse prazer que eu tenho no nome, é o prazer que eu divido com o povo. Este povo que eu reparto esse prazer. Esse povo que sofre. Esse povo que trabalha. Esse povo alegre, que eu compartilho com a alegria deste povo… (...) Não há nada mais sublime… que a massa humana. (...)”

Heitor dos Prazeres (1898 - 1966) foi um compositor, músico, e artista visual carioca. Artista multidisciplinar, sua música e seus quadros são condecorados até hoje.

Biografia

Nascido em 23 de setembro de 1898, foi muitas coisas durante sua vida, como marceneiro, sapateiro, alfaiate, entre outros. Frequentava, ainda pequeno, as rodas de samba da Tia Ciata e da Tia Esther, conhecidas como Tias Baianas, onde se encontravam vários bambas, como Lalu de Ouro, João da Baiana, Cartola, Sinhô, Donga, Pixinguinha, e muitos outros sambistas da época.



Prazeres era filho de imigrantes baianos, seu pai sendo um marceneiro e clarinetista da banda da Guarda Nacional, e sua mãe uma costureira. Seu tio era o já mencionado Lalu de Ouro, ou Hiláro Jovino Ferreira, de quem o artista ganhou seu primeiro cavaquinho.



Aos 20 anos, ficou conhecido como Mano Heitor do Cavaco e Mano Heitor do Estácio. Fez amizade com compositores como Cartola e Paulo da Portela. Compôs em parceria com vários sambistas, e participou dos trabalhos e da fundação de escolas de samba como Mangueira, Portela e Deixar Falar (conhecida hoje como Estácio de Sá).



Com a música “A Tristeza Me Persegue” venceu o concurso de samba organizado pelo sambista Zé Espinguela, em 1927. No mesmo ano, protagonizou com Sinhô, conhecido por ter gravado o primeiro samba da história, a primeira grande polêmica da música popular brasileira. Na festa Senhora da Penha, no subúrbio carioca, costumava-se lançar músicas que seriam cantadas no carnaval, e foi justamente nela que o artista ouviu a música “Cassino Maxixe” ser atribuída exclusivamente a Sinhô.



Percebendo que sua participação havia sido excluída, Heitor foi tirar satisfação com Sinhô, que disse uma frase que agora é considerada famosa no samba: “Samba é como passarinho, a gente pega no ar”. Sinhô foi acusado de ter roubado parte de seus sambas “Ora Vejam Só” e a já mencionada “Cassino Maxixe”, também conhecida como “Gosto que Me Enrosco”. Teve início uma grande batalha musical, envolvendo inúmeros sambas provocativos. Além disso, o próprio Heitor também foi acusado de plágio de diversos sambas, entre eles alguns de Paulo da Portela. O artista foi impedido de desfilar no carnaval de 1941 pelo dirigente da Portela, Mané Bam-Bam-Bam, causando uma ruptura.



“Sua vida, seu talento, sua multiplicidade de meios de atuação cultural e, sobretudo, sua extraordinária capacidade de vencer as adversidades da vida, transformando-as em arte, fez Heitor um grande artista, um pioneiro da modernidade negra brasileira.”

  • Margareth Telles, fundadora do MT Projetos de Arte, e idealizadora da exposição “Heitor de Prazeres é meu nome”

Iniciou suas atividades como pintor autodidata em 1937. É considerado um dos pioneiros da arte naïf no Brasil. A arte de Heitor remete às cenas do cotidiano carioca que ele vivia. Música também fazia parte de suas obras visuais, bailes e carnavais sendo um tema frequente em suas telas.



Em 1951, Heitor alcançou o terceiro lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Dois anos depois, na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, ganhou uma sala especial. Criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo, em 1954.



O diretor de cinema Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre a obra de Heitor, em 1965. Em 1999, em comemoração do centenário de seu nascimento, foi realizada uma mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), ambos no Rio de Janeiro.



Heitor dos Prazeres morreu em 4 de outubro de 1966. O artista foi um pioneiro do samba e das artes visuais, e para sempre permanecerá nos anais da história da arte brasileira.



Cronologia

Exposições Individuais


1959 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Gea
1961 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MAM/RJ
1961 - São Paulo SP - Heitor dos Prazeres: pinturas, na Galeria Sistina
1963 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Selearte
1964 - Salvador BA - Individual, na Galeria Quirino
1965 - Porto Alegre RS - Individual, no Margs

 

Exposições Coletivas


1944 - Belo Horizonte MG - Exposição de Arte Moderna, no MAP
ca.1946 - Londres (Inglaterra) - Mostra em homenagem à Real Força Aérea Britânica - um de seus quadros é adquirido pela Rainha Elizabeth
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon - 3º prêmio
1952 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ
1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados
1954 - São Paulo SP - Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP
1957 - Buenos Aires (Argentina) - Arte Moderna no Brasil, no Museo de Arte Moderno
1957 - Lima (Peru) - Arte Moderna no Brasil, no Museo de Arte de Lima
1957 - Rosario (Argentina) - Arte Moderna no Brasil, no Museo Municipal de Bellas Artes Juan B. Castagnino
1957 - Santiago (Chile) - Arte Moderna no Brasil, no Museo de Arte Contemporáneo
1959 - Rio de Janeiro RJ - 30 Anos de Arte Brasileira, na Enba
1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP
1963 - Campinas SP - Pintura e Escultura Contemporâneas, no Museu Carlos Gomes
1965 - Bonn (Alemanha) - Brazilian Art Today
1965 - Londres (Inglaterra) - Brazilian Art Today, na Royal Academy of Arts
1965 - Paris (França) - Oito Pintores Ingênuos Brasileiros, na Galeria Jacques Massol
1965 - Viena (Áustria) - Brazilian Art Today
1966 - Dacar (Senegal) - 1º Festival Mundial de Artes Negras
1966 - Moscou (União Soviética, atual Rússia) - Pintores Primitivos Brasileiros

 

Exposições Póstumas


1966 - Dacar (Senegal) - 1º Festival Mundial de Artes Negras
1966 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos, na Galeria Ibeu Copacabana
1966 - Rio de Janeiro RJ - O Artista e a Máquina, no MAM/RJ
1966 - São Paulo SP - O Artista e a Máquina, no Masp
1967 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Ars Artis
1979 - São Paulo SP - 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1980 - Rio de Janeiro RJ - Homenagem a Mário Pedrosa, na Galeria Jean Boghici
1982 - Bauru SP - 80 Anos de Arte Brasileira
1982 - Lisboa (Portugal) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
1982 - Londres (Inglaterra) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Barbican Art Gallery
1982 - Marília SP - 80 Anos de Arte Brasileira
1982 - São Paulo SP - 80 Anos de Arte Brasileira, no MAB/Faap
1983 - Belo Horizonte MG - 80 Anos de Arte Brasileira, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes
1983 - Campinas SP - 80 Anos de Arte Brasileira, no MACC
1983 - Curitiba PR - 80 Anos de Arte Brasileira, no MAC/PR
1983 - Olinda PE - 2ª Exposição da Coleção Abelardo Rodrigues de Artes Plásticas, no MAC/Olinda
1983 - Ribeirão Preto SP - 80 Anos de Arte Brasileira
1983 - Santo André SP - 80 Anos de Arte Brasileira, na Prefeitura Municipal de Santo André
1984 - Paris (França) - Heitor dos Prazeres: retrospectiva, na Galeria Debret
1984 - Roma (Itália) - Heitor dos Prazeres: retrospectiva, na Embaixada do Brasil na Itália
1987 - São Paulo SP - As Bienais no Acervo do MAC: 1951 a 1985, no MAC/USP
1988 - Rio de Janeiro RJ - Hedonismo: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Galeria Edifício Gilberto Chateaubriand
1988 - Rio de Janeiro RJ - O Mundo Fascinante dos Pintores Naïfs, no Paço Imperial
1992 - Poços de Caldas MG - Arte Moderna Brasileira: acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, na Casa da Cultura de Poços de Caldas
1994 - Poços de Caldas MG - Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos de Unibanco, na Casa da Cultura de Poços de Caldas
1995 - Rio de Janeiro RJ - Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos do Unibanco, no MAM/RJ
1998 - Rio de Janeiro RJ - Heitor dos Prazeres: um século de arte
1998 - São Paulo SP - Fantasia Brasileira: o balé do IV Centenário, no Sesc Belenzinho
1998 - São Paulo SP - Mostra Comemorativa do Centenário do Artista, na Galeria Albert Einstein
1998 - São Paulo SP - O Colecionador, no MAM/SP
1998 - São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, no Masp
1999 - Rio de Janeiro RJ - As Três Artes de Heitor dos Prazeres, no MNBA
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. O Consumo, no Itaú Cultural
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal
2001 - São Paulo SP - Figuras e Faces, na A Galeria
2002 - Piracicaba SP - 6ª Bienal Naifs do Brasi, no Sesc
2002 - São Paulo SP - Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte, no CCBB
2002 - São Paulo SP - Santa Ingenuidade, na Unifieo
2003 - Rio de Janeiro RJ - Arte em Movimento, no Espaço BNDES
2005 - São Paulo SP - Individual, no Espaço Cultural BM&F

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Heitor dos Prazeres. Roda de Samba. Óleo s/ tela, ass. dat. 19.10.62, sit. Rio inf. dir. Com texto manuscrito no verso: "Declaro que esta obra é de autoria inconteste do meu pai Heitor dos Prazeres, São Paulo, 27.11.68, Heitor Filho. 50 x 61cm

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Heitor dos Prazeres. Roda de Samba. Óleo s/ madeira, ass. inf. dir. 50 x 38cm

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Heitor dos Prazeres. Sambistas. Óleo s/ tela, ass. dat. 20.03.62, sit. Rio inf. dir. Com texto manuscrito no verso: "Declaro que esta obra é de autoria inconteste do meu pai Heitor dos Prazeres, São Paulo, 27.11.68, Heitor Filho." 50 x 61cm.

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Heitor dos Prazeres. Crianças no Quintal. Óleo s/ cartão, ass. sit. Rio e dat. 13.06.1958 inf. dir. 27,5 cm (diâmetro)

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