
Fulvio Pennacchi (Villa Collemandina, 27 de dezembro de 1905 — São Paulo, 5 de outubro de 1992) foi um desenhista, pintor, muralista e ceramista ítalo-brasileiro.
Foi integrante do Grupo Santa Helena, juntamente com Alfredo Volpi, Francisco Rebolo, Aldo Bonadei, Alfredo Rizzotti, Mario Zanini, Humberto Rosa, Clovis Graciano e outros
Sua pintura é sensível e pessoal, de modo especial na interpretação dos grandes temas bíblicos e da vida dos santos, em razão de uma infância marcada por sólida educação religiosa católica, e na evocação do mundo caipira.
Realizou, entre outras, as seguintes exposições individuais: 1944 – Galeria Ita, São Paulo. 1945 – Galeria Muller, Buenos Aires, Argentina. 1964 – Casa do Artista, São Paulo. 1973 – Museu de Arte de São Paulo, São Paulo. 1974 – Oscar Seraphico Galeria de Arte, Brasília, DF. 1974 - Retrospectiva, Fundação Cultural do Distrito Federal, Brasília. 1975 – Palácio das Artes, Belo Horizonte, MG. 1979 – Paulo Figueiredo Galeria de Arte, São Paulo. 1980 - Kattya Galeria de Arte, Salvador. 1984, 87 – Galeria de Arte André, São Paulo. 1985 – Galeria Grossman, São Paulo. 1988 – Simões de Assis Galeria de Arte, Curitiba, PR. 1989 - Galeria Jacques Ardies, São Paulo.
Fulvio Pennacchi - Vila - Óleo Sobre Eucatex - Ass.inf.esq - 18.5 x 26.5 - Com etiqueta da Galeria Academus no verso
Fúlvio Pennacchi - Natureza Morta - OSP - 41 x 29 cm - Acie, 1937 - Obra da juventude de Pennacchi, quando ainda explorava a pintura acadêmica e naturalista. A natureza-morta revela sua atenção à luz e textura, com objetos simples dispostos de maneira equilibrada. É um bom exemplo de como o artista começou a construir sua linguagem antes de migrar para as cenas populares e religiosas que o consagraram.
Fúlvio Pennacchi - Festa de São João - Óleo sobre tela s/ placa - 40 alt x 50 larg - acie - 1981
Fúlvio Pennacchi - Festa Junina - OSP - 40 x 60 cm - Acid, 1989 - Essa obra traz a característica narrativa e afetiva de Pennacchi, com uma cena popular retratada em um vilarejo litorâneo, marcada por cores terrosas e tons suaves. As festas juninas eram um tema recorrente em seu trabalho mais tardio, quando o artista buscava valorizar a cultura brasileira com olhar lírico e nostálgico.