Félix Émile Taunay 2º barão de Taunay, foi um pintor francês, também professor de desenho, pintura, língua grega e literatura na Academia Imperial de Belas Artesdo Brasil.
Filho do pintor Nicolas-Antoine Taunay, do Instituto de França, e de sua esposa, Marie Josephine Rondel, de origem bretã.
Nasceu numa casa que pertenceu a Jean-Jacques Rousseau, adquirida por seu pai. Com a derrocada de Napoleão Bonaparte, Nicolas deixa a França e parte para o Brasil, a convite do Marquês de Marialva, enviado do rei Dom João VI à Paris para arregimentar artistas para o seu projeto de uma escola nacional de artes.
Nicolas chegou ao Rio de Janeiro em 1816, integrando a Missão Artística Francesa, acompanhado dos seus cinco filhos: Charles Auguste, Adrian, Hippolyte e Theodore Marie. Foi nomeado professor de Pintura Histórica da Academia Imperial de Belas Artes e recebeu o título português de Barão de Taunay,mas em apenas três anos retornaria à França, deixando Félix Émile em seu lugar na cátedra.
Félix Émile foi nomeado professor de Pintura e Paisagem da Academia Imperial, em seguida sendo eleito diretor da instituição, em 12 de dezembro de 1834. Instituindo exposições de pintura que se renovavam anualmente, tomando outras iniciativas úteis, a sua administração deu grande prestigio à Academia. Pintou quadros notáveis, entre os quais Morte de Turenne, Derrubada das matas, Mãe d'água, Descobrimento das Caldas, O caçador e a onça, tendo pintado também o famoso retrato de Pedro II na infância.
Homem de letras, traduziu para o francês os versos dos Idílios Brasileiros (escritos em latim por seu irmão Theodore), as obras de Píndaro, as sátiras de Pérsio e a "Astronomíe du jeune âge". Escreveu a "Batalha de Poitiers", poema em 24 cantos. A 1 de janeiro de 1835, foi nomeado professor de Desenho, Grego e Literatura do jovem D. Pedro II. A partir daí torna-se não apenas mestre, mas amigo pessoal do monarca. Foi ainda professor e diretor da Academia Imperial de Belas Artes, autor de numerosos trabalhos científicos, sócio e fundador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Casou-se com Gabriela Hermínia de Robert d’Escragnolle, filha do conde d'Escragnolle e irmã do barão d'Escragnolle, sendo pais do famoso escritor Alfredo d'Escragnolle Taunay, visconde de Taunay, e de mais dois filhos. Viveram na casa erguida por seu pai ao lado de uma cascata no alto da Tijuca, hoje batizada como "Cascatinha Taunay". Segundo o Dicionário de Curiosidades do Rio de Janeiro, há um monumento erigido em sua homenagem em frente à Cascatinha, na floresta da Tijuca, onde tinha uma residência.
Recebeu a Ordem do Mérito e foi sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Detentor do Hábito da Ordem de Cristo (1841), do título de cavaleiro da Legião de Honra (1843), foi membro honorário da Academia Imperial de Belas Artes (1852) e comendador da Imperial Ordem da Rosa (1867). Em 1871 foi confirmado como 2º barão de Taunay.
Em virtude de um problema de visão, aposentou-se precocemente e passou a se dedicar à educação de seus três filhos. As últimas palavras que articulou foram : "Adieu, belle nature du Brésil! Adieu, ma belle cascade!". E como trazia um gorro à cabeça, tateando-o para tirá-lo nas trevas da cegueira em que mergulhara havia três anos, murmurou: "Voici la mort. Il faut découvrir".