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Carlos Bracher - Guia das Artes
Carlos Bracher
Informações
Nome:
Carlos Bracher
Nasceu:
Juiz de Fora, MG (19/12/1940)
Biografia

Em Juiz de Fora, freqüentou a Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras, em 1959. Nos anos 1960 é aluno de Faya Ostrower, na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Com Inimá de Paula, estudo técnicas de mural e mosaico, na Escola Municipal de Belas Artes. Viaja à Europa em 1967 residindo em Lisboa e Paris em função de prêmio viagem ao exterior entregue pelo Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, e lá estuda pintura além de expor em galerias locais.Ao retornar ao Brasil, em 1970, reside em Ouro Preto. Em 1989 é realizada exposição comemorativa e retrospectiva de seus 30 anos de carreira, que percorre diversas capitais do país. Homenageia Vincent van Gogh, no centenário de sua morte, em 1990, com uma série quadros cuja exposição passa por galerias nacionais e internacionais e tem uma série de livros editada a respeito de seus trabalhos.A arte de Bracher aproxima-se do expressionismo. As imagens são deformadas com pinceladas largas e matéricas. Ao mesmo tempo, a produção dos anos 1960, indica admiração pelo cubismo apresentando grande simplificação formal, e na gama cromática predominam os tons frios. A temática é a paisagem e a tentativa de compreendê-la, sejam os casarões de Minas Gerais, o Rio de Janeiro ou São Paulo, sempre carregadas de dramaticidade. 

Cronologia

Realizou, entre outras, as seguintes mostras individuais: 1967 – Galeria Celina, Juiz de Fora, MG. 1968 – Galeria Guignard, de Belo Horizonte, MG. 1969 – Palácio Foz, Lisboa. 1989 – Pintura Sempre (retrospectiva de 30 anos de trabalho): Museu de Arte de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Teatro Nacional de Brasília e Palácio das Artes, Belo Horizonte. 2001 – 5 vezes Bracher, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte. 2005 – Galeria Renato de Almeida, Centro Cultural Pró-Música, Rio de Janeiro.

Participou de diversas exposições coletivas, como as que se seguem: 1959- 68 – Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ (Medalha de bronze em escultura, na edição de 1960, Medalha de prata em escultura na de 1963, Prêmio de viagem ao estrangeiro na de 1968). 1969 – Palácio Foz, Lisboa, Portugal. Participou de várias mostras no exterior, como Lisboa, Évora, Santiago, Roma, Paris, Milão, Roterdã, Haia, Londres, Pequim, Tóquio e Miami; e no país, entre as quais: Juiz de Fora e Belo Horizonte, MG; Rio de Janeiro, RJ; Brasília, DF; Curitiba, PR; e São Paulo, SP.

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Carlos Bracher - Casas de Ouro Preto – 73 x 54 cm – OST – Ass. CID e Dat. 1968

“A linguagem pictórica de Bracher, pelo contrário, está prenhe de vitalidade e inquietação. (...) Bracher aprendeu essa magia. Não tem dela a teoria, não será capaz de aprendê-la analiticamente. Mas sabe-a com as mãos.” - Ferreira Gullar - Trecho de “Uma Nova Dimensão Figurativa”, no livro Bracher, São Paulo, 1989, pg. 62 e ss.
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Carlos Bracher - Ouro Preto com o Itacolomy – 60 x 81 cm – OST – Ass. CID e Dat. 1968 - “Seu visível domínio técnico (quando não franco virtuosismo) constitui a primeira prova de uma natural superdotação. A despeito de vir-se tentando há um bom tempo “desmistificar” e/ou “desmitificar” a arte e o artista, é claro que essas coisas existem: talento, genialidade, superdotação. Nasce-se artista ou não – o que não significa que se irá forçosamente fazer obra. E há mãos e mãos. Para quem convive longamente com pintura, mesmo como simples observador, torna-se possível reconhecer a mancha ou o rabisco produzidos pela mão predestinada e habilíssima e diferenciá-los das formas produzidas por mãos menos eficazes. Mãos, gestos, pinceladas, traços, linhas, cortes excepcionais têm ou tiveram, na arte brasileira – só para dar alguns exemplos -, Guignard, Volpi, Goeldi, Lívio Abramo, Iberê Camargo, Thomaz Ianelli, Marcello Grassmann, Flávio-Shiró; e também Carlos Bracher. É daqueles em quem parece existir como que uma conexão nervosa específica, capaz de acender uma centelha direta entre os olhos e o pincel – sendo esta a vertente mais tangível do talento de um pintor nascido para, e condenado à pintura.”  - (...) - “É onde entra em cena Carlos Bracher – e por isso sua mais importante contribuição como artista está no âmbito da paisagem. As composições diagonais, o movimento dinâmico das linhas, os volumes bojudos, o colorido outrora soturno porém cada vez mais intenso, à medida que o tempo vai passando; a matéria abundante, a ênfase do gesto, a grandiloquência pictórica; a ativação dos conflitos, a energia interior, o drama humano simbiotizado com o drama do lugar; a angústia metafísica, aquela grandiosa nostalgia de infinito a que Spengler chamou “alma fáustica”, exemplificando com a nave da catedral gótica e as fugas de Bach; tudo serve ao pintor expressionista de Ouro Preto para tornar visível uma Minas que não apareceu em nenhum outro artista. (Klee: “A arte não reproduz o visível. Torna visível.”) Enquanto Guignard o filtrou com sua alma e olhos de poeta, Bracher vê barrocamente o cenário barroco: penetra nos desvãos, revela e toma o peso do passado: “Aqui outrora retumbaram hinos”... O barroquismo não fica no plano do tema e da aparência, transfere-se para a própria articulação da linguagem. A compreensão patética da paisagem mineira é demiurgia de Bracher, e só dele. Dou-me conta, aqui, de que por muitos anos, por não lhe ter prestado a devida atenção e desenvolvido os competentes raciocínios, não entendi direito a seguinte afirmativa de Drummond: “Encontrei-me com Minas Gerais através da pintura de Carlos Bracher. É o maior elogio que, de coração, lhe posso fazer”. Parecia-me ao mesmo tempo um pouco formal e enfático demais. No entanto, percebo agora que é tudo tão evidente – e o elogio, tão profundo e sincero. Só mesmo em Bracher (e não em Guignard) Drummond poderia e conseguiu encontrar artialização de sua Minas, a que ele poetizou: “Apenas um retrato na parede. Mas como dói”. - Olívio Tavares de Araújo - Trecho de catálogo da exposição retrospectiva do artista no Museu Oscar Niemeyer/2010
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Carlos Bracher - Museu do Patrimônio – São João Del Rey - 46 x 61 cm – OST – Ass. CIE e Dat. 1979
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Carlos Bracher - Igreja São Francisco e Museu da Inconfidência - 81 x 100 cm – OST – Ass. CID
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Carlos Bracher - Nossa Senhora do Carmo - São João Del Rey – 32 x 61 cm - OST – Ass. CIE e Dat. 1984
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Carlos Bracher - Recordação de Roma – 81 x 60 cm - OST – Ass. CID e Dat. 1980
Obras deste artista