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Aduana-2024-03-13 - Guia das Artes
Aduana
Aduana
Quando acontece
Quarta, 13 Março até Sábado, 20 Abril
dom
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ter
qua
qui
sex
sab
Local
Centro Cultural Correios RJ
Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ 3º andar
Conteúdo

 

‘‘Aduana’’

Individual de Alexandre Murucci tem curadoria de Denilson Baniwa e

aborda questões ligadas ao patrimônio natural do Brasil

 

A importância dos povos nativos, as ameaças enfrentadas pela Floresta Amazônica e o panorama sociopolítico num arco histórico são suscitados em “Aduana”, individual inédita que o artista Alexandre Murucci exibe no Centro Cultural Correios RJ, a partir do dia 13 de março. Utilizando mídias e suportes diversos, ele aborda questões relacionadas ao patrimônio natural do Brasil, com curadoria de Denilson Baniwa - um dos mais importantes artistas brasileiros contemporâneos, indígena do Amazonas e um dos curadores do Pavilhão do Brasil na 60ª Bienal de Veneza deste ano.

“Aduana’’ – instalação que dá nome à exposição, consiste em um tronco de grandes dimensões “flutuando” no ar, imenso flutuando no ar, diagramado em ‘‘raio X” (que simula a árvore ainda com vida, com flores e folhas, veios à mostra) falando sobre o processo de espoliação das riquezas brasileiras, das mazelas da colonização até o momento atual, quando manter o ritmo de agressão a natureza e aos povos originários, não apenas atinge a floresta, mas põe em risco a sobrevivência do planeta, examinando as complexidades da região e sua relação com a realidade geopolítica contemporânea.

Assistimos ao saque de nossa biodiversidade e a contaminação da Amazônia pelo garimpo, pelas drogas e por fundamentalismos que insistem em destruir crenças e saberes milenares, em descasos que escorrem por aduanas diversas, ilegais ou institucionais”, diz Murucci.

 

Exposição ocupa 530m² no terceiro andar           

 Ocupando 530m², são apresentados 23 trabalhos, entre assemblages, esculturas, objetos e fotografias. Vão desde obras com posicionamento político a peças poéticas que citam acontecimentos, escolhas, vivências e dores, sempre por meio de uma abordagem conceitual. Como, por exemplo, “Herzog’’, sobre a gênese das escolhas erráticas no desenvolvimento, e “Agenda’’, que começa na fundação do país.  Entre os trabalhos mais suaves, estão “A Floresta Azul’’, cujo questionamento central insinua que a floresta é azul em virtude da vida que exala no ar, e a escultura “A Lenda do Menino da Lua de Sumaúma’’, que faz referência à morte e à desolação, na citação sobre um garoto Yanomami morto pelo garimpo.

 Há outras de aspectos holísticos: em ‘’Prece’’, um cristal pousa sobre a floresta, também lembrando que a água depende de biomas em equilíbrio para preservar a vida, contrastando com a dor de ‘’Seis Escritas Tupinambás sob Manto Ocidental’’ ou ‘’Escambo’’, sobre o massacre dos povos originários perpetrados pela colonização.

             

Seja através de uma abordagem crítica e incisiva acerca do passado de ocaso e projetos fracassados que marcaram a história da maior floresta tropical do mundo, seja através de um olhar menos ácido, que descortina uma visão panorâmica do passado e do presente da região e do Brasil, Alexandre Murucci convida o público a embarcar num percurso labiríntico que abrange aspectos sociais, políticos e culturais desse território que se destaca pelo fascínio que desperta em todos os seres que compartilham este planeta.

 

Serviço:

“Aduana”

Abertura: 13 de março, quarta, das 16h às 19h

Visitação: de 14 de março a 20 de abril de 2024

Curadoria: Denilson Baniwa

Centro Cultural Correios RJ

Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ

3º andar

Funcionamento: de terça a sábado, das 12h às 19h

Entrada gratuita

Contato artista: @alexandre.murucci

* Os horários podem variar em função de férias e feriados. Recomendamos ligar antes para verificar.
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