Carregando... aguarde
Volpi popular -2022-02-25 - Guia das Artes
Volpi popular
Evento encerrado
Volpi popular
Quando aconteceu
Sexta, 25 Fevereiro até Domingo, 05 Junho
Local
MASP — Museu de arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista
Conteúdo

 

Exposição traz cerca de 100 trabalhos é a terceira individual do museu sobre artistas modernistas após Portinari e Tarsila

MASP inaugura calendário 2022 com a mostra Volpi Popular

Madona com menino, Fachada com Bandeiras e Santa Rita de Cássia. Divulgação/CASACOR


Depois de Portinari popular e Tarsila Popular, o MASP – Museu de Arte Assis Chateaubriand apresenta sua terceira individual sobre artistas modernistas: Volpi popular abre no dia 25 de fevereiro e traz cerca de 100 obras, que oferecem ao público um olhar panorâmico da complexa e diversa prática de Alfredo Volpi.

Alfredo Volpi, Fachada com bandeiras, 1959, Têmpera sobre tela, 115,5 x 72 cm, Acervo MASP, doação Ernst Wolf, 1990.

Alfredo Volpi, Fachada com bandeiras, 1959, Têmpera sobre tela, 115,5 x 72 cm, Acervo MASP, doação Ernst Wolf, 1990. Divulgação/CASACOR


Com curadoria de Tomás Toledo, curador-chefe do MASP, a mostra ocupa o primeiro andar do museu e está dividida em sete núcleos, que contemplam as diferentes temáticas da produção do artista: Cenas urbanas e rurais; Santas e santos; Retratos; Marinhas e temas náuticos; Fachadas; Bandeirinhas, mastros e faixas; e Temas lúdicos.

Catálogo

Acompanhando a exposição, será publicado o mais amplo catálogo sobre o artista num único volume, contendo ilustrações de todas as obras exibidas, textos inéditos de Adele Nelson, Antonio Brasil Jr., Aracy Amaral, Kaira Cabañas, Nathaniel Wolfson, Sônia Salzstein e Tomás Toledo, uma nota biográfica escrita por Matheus de Andrade e duas entrevistas históricas com o artista feitas por Mário Pedrosa e Walmir Ayala.

Alfredo Volpi, Sem título (Madona com menino), 1947, Têmpera sobre tela, 73 x 60 cm, Coleção Orandi Momesso, São Paulo.

Alfredo Volpi, Sem título (Madona com menino), 1947, Têmpera sobre tela, 73 x 60 cm, Coleção Orandi Momesso, São Paulo. Divulgação/CASACOR

Com design de Paulo Tinoco, do Estúdio Campo, a obra será publicada em capa dura e em duas edições separadas nas línguas portuguesa e inglesa. Estará disponível na MASP Loja, online ou física.

Muito além das bandeirinhas

A trajetória de Alfredo Volpi (Lucca, Itália, 1896 — São Paulo, Brasil, 1988) é caracterizada por uma combinação de diferentes elementos e temáticas da cultura popular com aspectos fundantes da tradição moderna, aproximando seus interesses pelo trabalho artesanal, pelo cuidado com a manufatura das tintas e telas, pelas festas populares e temas religiosos, pelo casario vernacular, assim como pelas referências do modernismo brasileiro e da história da arte europeia e sua tradição pictórica.


Nascido na Itália em uma família de origem trabalhadora, o artista emigrou ainda criança para São Paulo. No período inicial de sua produção, foi antes operário que propriamente artista e esteve em meio às movimentações políticas da década de 1920 que geraram as primeiras organizações proletárias e anarquistas, distante do circuito de vanguarda que organizou a Semana de 22. Sua obra revela referências não somente a elementos da cultura popular brasileira, mas também a uma vivência laboral marcada pelo contato profundo com técnicas manuais, paralela às vertentes modernistas e fora do eixo das capitais de Rio-São Paulo — passando por Itanhaém, litoral paulista, e Mogi das Cruzes, interior de São Paulo.

Alfredo Volpi, Sem título (Santa Rita de Cássia), 1960, Têmpera sobre tela, 73 x 50 cm, Coleção Ana Elisa e Paulo Setúbal, São Paulo

Alfredo Volpi, Sem título (Santa Rita de Cássia), 1960, Têmpera sobre tela, 73 x 50 cm, Coleção Ana Elisa e Paulo Setúbal, São Paulo. Divulgação/CASACOR


A produção inicial de Volpi é marcada pela prática autodidata que iniciou em 1911 e voltada para paisagens urbanas e rurais. Na década de 1930, dá início às pinturas de santos para reprodução em retrogravuras como forma de subsistência. Embora não o tivesse inicialmente como trabalho autoral, o tema das imagens religiosas acabou se misturando à sua produção artística, que se acentuou durante a década de 1940.
A década de 1940 marca ainda o início das representações de festejos e fachadas da arquitetura vernacular e colonial brasileira, em uma imersão no interesse pelo popular. Já na década seguinte, Volpi passa a sintetizar suas composições, tornando sua figuração cada vez mais geometrizada, com padrões, formas e temas recorrentes — como as famosas bandeirinhas, mastros, faixas, fachadas e ogivas — que desenvolveu até o final da carreira.

Serviço – Volpi popular

Quando: de 25 de fevereiro a 5 de junho. De quarta a domingo, das 10h às 18h. Terças, das 10h às 20h. Fechado às segundas
Onde: MASP — Museu de arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo – SP
Agendamento online obrigatório pelo site masp.org.br/ingressos
Ingressos: R$ 50 (entrada); R$ 25 (meia-entrada). Gratuito às terças

 

Fonte: CASACOR

 

* Os horários podem variar em função de férias e feriados. Recomendamos ligar antes para verificar.
Compartilhe
Comente
Mais Opções em "São Paulo"
‘Nunca foi sorte’ -
Saiba mais
Arte Infinita - Nascida em uma família de colecionadores, cuja mãe manteve durante 25 anos uma galeria dedicada a incentivar a escultura, Viviane Teperman inaugurou em 2001 a Arte Infinita Galeria.
Saiba mais
Casa Amarela Leilões de Arte - Casa Amarela Leilões de Arte" atuando no mercado de arte de São Paulo desde 1989 e no Distrito Federal desde 1994, especializada em leilões de arte e residenciais.
Saiba mais
Cirandeira Lia de Itamaracá ganha Ocupação imersiva no Itaú Cultural -
Saiba mais
DemocrArt -
Saiba mais
Exposição Xilograffiti reúne cordéis, lambe-lambes e intervenções em SP -
Saiba mais
Galeria Cia Paulista -
Saiba mais
Galeria Leme - Desde a sua abertura em novembro de 2004, a Galeria Leme apresenta um programa inovador na cena da arte Brasileira, representando artistas brasileiros e internacionais, frequentemente convidados a criar e produzir novos e ambiciosos projetos no prédio de
Saiba mais
Galeria Luisa Strina - A história da Galeria Luisa Strina, a mais antiga galeria de arte contemporânea de São Paulo, se mistura com a trajetória profissional de Luisa Strina.
Saiba mais
Galeria Millan - Quando de sua fundação, em 1986, a Galeria Millan buscava apresentar relações entre a produção dos artistas contemporâneos que representava e os artistas modernos que influenciaram sua formação.
Saiba mais
Galeria Vermelho - Após treze anos de existência, a Vermelho estabeleceu-se como uma alternativa à rigidez dos espaços comerciais dedicados à arte, ao incentivar novas ideias e discursos desenvolvidos por artistas emergentes e já estabelecidos.
Saiba mais
Luciana Brito Galeria - Quinze anos depois de inovar a cena artística paulistana com seu espaço na Vila Olímpia – um dos primeiros a ser projetado por um escritório de arquitetura já tendo em vista as necessidades de uma galeria de arte contemporânea –, a Luciana Brito Galeria s
Saiba mais
Mulheres artistas: nos salões e em toda parte -
Saiba mais
Von Brusky Escritório de Arte -
Saiba mais
VUADORA -
Saiba mais
‘Espuma Delirante’ de Rafael Silveira, com curadoria de Baixo Ribeiro -
Saiba mais
“Modernismo. Destaques do acervo“ - Pinacoteca celebra os 100 anos da Semana de Arte Moderna com nova exposição
Saiba mais