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EXPOSIÇÃO FRANCISCO COCULILO A REPETIÇÃO E A REINVENÇÃO DAPAISAGEM CARIOCA-2020-09-26 - Guia das Artes
EXPOSIÇÃO FRANCISCO COCULILO: A REPETIÇÃO E A REINVENÇÃO DAPAISAGEM CARIOCA
amanhã às 10:00h
EXPOSIÇÃO FRANCISCO COCULILO: A REPETIÇÃO E A REINVENÇÃO DAPAISAGEM CARIOCA
Quando acontece
Sábado, 26 Setembro até Terça, 20 Outubro
dom
seg
10:00
19:00
ter
10:00
19:00
qua
10:00
19:00
qui
10:00
19:00
sex
10:00
19:00
sab
10:00
19:00
Local
Galeria Evandro Carneiro Arte
RUA MARQUÊS DE SÃO VICENTE, 124 / LOJAS 108 E 109, GÁVEA - GÁVEA TRADE CENTER
Conteúdo

 

Filho de europeus, mas carioca de nascença, o artista residiu boa parte de sua vida em

Niterói. Sua paixão pela Cidade Maravilhosa é observada em todo o acervo

exposto. Das 47 telas que serão exibidas, 43 retratam a Baía da Guanabara,

contempladas entre as décadas de 1930 a 1950,  a partir da terra de Araribóia.

A curadoria é de Evandro Carneiro. Destacam-se as pinturas da Baía da

Guanabara com o Corcovado e o Pão de Açúcar ao fundo, bem como os crepúsculos

avermelhados sobre a topografia carioca.

A mostra será aberta ao público SEM VERNISSAGE devido à pandemia, durante o horário de

visitação da galeria, de segunda a sábado, das 10h às 19h.



O shopping Gávea Trade Center está funcionando

com obrigatoriedade do uso de máscaras e fornece álcool em gel e medição de

temperatura para quem entra. Não há necessidade de agendar a visita, pois o

espaço é grande e sem aglomerações.



Sobre o artista:



FRANCISCO

COCULILO: A REPETIÇÃO E A REINVENÇÃO DA PAISAGEM CARIOCA





Francisco Coculilo nasceu no Rio

de Janeiro em 13 de fevereiro de 1893. Filho de europeus, seus pais haviam

chegado ao Brasil com os primeiros imigrantes que aportaram aqui desde a

proclamação da República, quatro anos antes. Escolheu o Rio de Janeiro para

residência fixa, mas a Revolta da Armada, no fim daquele ano, fez com que o

pequenino Francesco, antes de completar um ano, se mudasse para o outro lado da

baía. Junto com o endereço, o artista mudou também seu nome: do original

italiano Francesco Coculichi, passou a ser conhecido como Francisco Coculilo.





Foi aluno do pintor catalão Luis

Graner Y Arrufi no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, quando o mesmo

esteve por aqui entre viagens à América do Sul, de 1927 a 1929. Granner teve em

Coculilo seu único pupilo brasileiro e ambos se dedicaram principalmente à

paisagem de valor iconográfico.





Adulto, o artista fixou

residência em Niterói, na Vila Pereira Carneiro 24, na Ponta da Areia, local

que sempre foi um dos principais pontos escolhidos por artistas plásticos.

Sylvio Pinto, Pancetti e Aluízio Valle foram apenas alguns dos nomes que

eternizaram aquela humilde vila de operários, mas que possui o charme peculiar

de uma das vistas mais bonitas do planeta.





Coculilo se notabilizou entre os

anos 1930 e 50 por retratar a paisagem iconográfica do Rio de Janeiro, a partir

Niterói. É provável que ninguém tenha apreciado mais essa vista do que ele que

a pintou exaustivamente. A repetição paisagística na obra de Francisco Coculilo

é uma característica típica e parte de uma experiência sensorial com os elementos

da composição. Quando a percebemos quase obsessivamente em seus quadros, nem

sempre atentamos para o fato de que o pintor buscava uma equação entre os

elementos da pintura para descobrir o produto real diante de apenas uma

constante: a Baía de Guanabara. Estudando-a sob as diversas variações

luminosas, descobria as várias possibilidades que um mesmo espaço pode conter e

fornecer ao artista. Não a mesma paisagem, mas sempre uma outra perspectiva do

natural. Afinal, quando a natureza é transferida para um suporte, está sofrendo

uma transformação em sua essência. Na representação não há somente aquilo que o

pintor vê, mas coexiste nessa percepção uma interferência que transfere ao

objeto a transvaloração de si mesmo. Nesta intenção, o olhar do pintor se renova

e aperfeiçoa o que mira, limpando a topografia daquilo que julga ser

incorreções, tornando mais belo o cenário em que repousa.





Esta volta do olhar sobre os

mesmos motivos pode parecer monótona ao espectador viciado na velocidade

moderna e representa o retorno constante do pintor ao mesmo cenário em dias e

horas diferentes, tal qual a experiência monetiana com a catedral de Rouen.

Coculilo retrata uma paisagem onde o homem está apenas insinuado na pintura,

através da cidade que cintila à distância, dos pequenos barcos pousados como

nuvens sobre a superfície da baía. O artista soma ao conjunto de elementos

observados uma harmonia que insistia em buscar e, ao repeti-la continuadas

vezes, é como se integrasse a natureza a uma sinfonia que não cansa aos ouvidos,

servindo de música ambiente aos temas que desenvolve, completando a criação

daquilo que ela está destituída. Pretensão? Cabe ao espectador formar sua

opinião. Verdadeiro? Com a mais absoluta certeza.





Essa exposição contém uma pequena

amostra da produção desse surpreendente artista que olhou o Rio como poucos e o

pintou como ninguém. Desde as pinceladas criticáveis de Francisco no início dos

anos 1920, ao seu amadurecimento artístico, cujo ápice se deu em meados dos

anos 1940 e início dos 50, as suas paisagens juntavam no mesmo horizonte

elementos topográficos impossíveis de conviver em uma mesma vista.





Já maduro, Coculilo vendia suas

telas em frente ao Copacabana Palace, no auge da efervescência turística e do

glamour que o bairro representava para o imaginário mundial nos anos 1950.

Graças a isso, grande parte de sua obra correu o mundo pelas mãos de milhares

de turistas anônimos que visitaram a Cidade Maravilhosa no pós-guerra. Até hoje

é comum encontrar suas paisagens na Europa e nos Estados Unidos, tendo essa

origem algumas das peças dessa coleção.





O acervo exposto foi sendo

adquirido cuidadosamente desde o ano de 2005 e, ironicamente, o fator que mais

chamou a atenção para o início desse colecionismo não foi estético ou

pictórico, mas sim antropológico: o olhar curioso do artista quanto à recriação

da paisagem, o viés “cenográfico” de Coculilo que, assim como os cenários das

produções cinematográficas da era de ouro do cinema, criou uma realidade

modificada e aperfeiçoada em seus quadros, como um pano de fundo no qual nenhum

detalhe que possa diminuir a paisagem deve ser retratado, seus pontos fortes

devem ser exaltados e, quando necessário, modificados e acrescidos de um

detalhe que valorize a própria criação da natureza.





Hoje, quase 50 anos após sua

morte, seu espaço entre os grandes paisagistas brasileiros está marcado, não

como o melhor ou como o mais virtuoso, mas, com certeza, como um pintor que foi

extremamente honesto com sua pintura, fiel à sua paleta e notoriamente sincero

em suas pinceladas. Um pintor que amou o Rio e Niterói, e eternizou a Baia de

Guanabara como poucos. Faleceu em 9 de julho de 1971, injustamente esquecido no

Instituto de Pneumologia de Niterói, e essa exposição é uma das maneiras de

lembrá-lo, apresentando 47 telas do pintor.





Bruno Perpétuo





Setembro de 2020.





 





Serviço: EXPOSIÇÃO FRANCISCO COCULILO: A REPETIÇÃO E A REINVENÇÃO DA

PAISAGEM CARIOCA





Galeria Evandro

Carneiro Arte: Rua Marquês de São Vicente, 124 (Shopping Gávea Trade Center).

Salas 108 e 109.





De 26 de setembro

a 20 de outubro de 2020.





Visitação: de

segunda a sábado, das 10h às 19h.





Telefone: (21)

2227.6894





Estacionamento no

local.





Site: http://www.evandrocarneiroarte.com.br/





Instagram:

@galeriaevandrocarneiro

Contato
CONTATO@EVANDROCARNEIROARTE.COM.BR

+55 (21) 2227-6894
* Os horários podem variar em função de férias e feriados. Recomendamos ligar antes para verificar.
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