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Sólon Botelho - Guia das Artes
Sólon Botelho
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Sólon Botelho
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16 de Novembro às 20:00

SOLON BOTELHO - Aristóteles discursa na Academia. SOLON BOTELHO Manaus AM 14-02-1912 - Rio de Janeiro 16-11-1982. Óleo sobre tela. Assinado no C.I.D. 1950. Aristóteles discursa na Academia Grécia 367-347 a.C. Medidas: 152 x 251 cm. Emoldurado: 155 x 256,5 cm. Composição central com Aristóteles em himátion azul, mão em riste, gesto oratório do detentor do discurso. Entrada em Atenas por volta de 367 a.C., permanência de cerca de 20 anos na Academia de Platão até 347 a.C., embate que marca o pensamento ocidental. À esquerda, ao fundo, Platão em velhice, calvo, barba branca longa, cercado de discípulos. Em primeiro plano, Diógenes de Sinope com vara de madeira, manto ocre. Transeuntes e discípulos em consternação. Referência ao Livro II da Política, crítica às teorias de Platão em A República e As Leis, exame das constituições de Esparta, Creta e Cartago, defesa de justiça, educação e bem comum. Procedência e raridade: Excepcional obra proveniente de Petrópolis, RJ, feita sob encomenda para apartamento do Palácio Quitandinha, primeiramente Cassino Quitandinha 1941-1946, construído a partir de 1941 por Joaquim Rolla para ser o maior cassino hotel da América do Sul, projeto de Luis Fossati e Alfredo Baeta Neves, estilo normando-francês, decoração interna de Dorothy Draper em rococó hollywoodiano. Palco que hospedou Errol Flynn, Orson Welles, Lana Turner, Henry Fonda, Maurice Chevalier, Greta Garbo, Carmen Miranda, Walt Disney, Bing Crosby, Carol II da Romênia, Getúlio Vargas, Evita Perón na Conferência Interamericana de 1946, Harry S. Truman em 1947, assinatura da declaração de guerra dos países americanos ao Eixo na Segunda Guerra Mundial. Tela de 1950, assinada e datada, 152 x 251 cm, 155 x 256,5 cm emoldurado. Rara no mercado em grande formato histórico-filosófico, tipologia de encomenda privada para o Quitandinha. Solon Botelho, natural do Amazonas, 14 de fevereiro de 1912 - 16 de novembro de 1982. Viveu no Rio desde 1921, dividiu Petrópolis e Rio como locais de produção. Cadeira nº 13 da Academia Brasileira de Belas Artes. Fundador da Sociedade Artística Baptista da Costa - Petrópolis e Membro do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Belas Artes. Conviveu no grupo do Café Gaúcho com Sylvio Pinto, Bustamante Sá, Pancetti, Chlau Deveza, Casemiro, Manuel Faria, e no Porão do Museu Nacional de Belas Artes com pintores, escultores e literários. Emérito retratista. Retrato de D. João VI no Museu da Justiça Militar da União. Ilustrou Somanlu, sucesso infantil dos Diários Associados na década de 1950, e livros de Malba Tahan Minha vida querida 1957, Mil histórias sem fim 1963, Maktub! Contos orientais 1964. Telas no acervo do Palácio Rio Negro, Manaus. Predileção por cenas políticas e históricas em grande formato, linguagem acadêmica tardia com cor chapada e composição em friso, típica dos painéis decorativos de meados do século XX.